Meu nome é Adam Brown, e sou um detetive particular. Estou investigando caso de sequestro, e a sequestrada é uma menina de dezessete anos chamada Elizabeth Gray. Este caso exigiu mais de mim do que eu esperava. Há poucas horas atrás, estava lutando por minha sobrevivência contra um capanga enviado por um sujeito conhecido como Sr. D. e quase que não vivo para contar a história. A policia chegou e prendeu a ambos. Agora, eu estava na delegacia, tendo que dar explicações a corruptos enquanto Elizabeth ia ficando sem tempo.
Um antigo "companheiro" de caso, Steven Huges, entrou na sala de interrogatório em que eu me encontrava, sentou na cadeira a minha frente, limpou a garganta e começou com suas idiotices.
- Quem diria! O grande herói de Detroit volta da sarjeta e aparece em MINHA sala porque estava em um tiroteio. O mundo realmente dá voltas!
- Você poderia cortar todo esse papo de merda e ir logo para o que interessa? Meu tempo é precioso.
- Seu tempo?- Steven levantou-se da mesa e começou a gritar- Você acha que eu queria ver a sua cara feia de novo? Quer que eu seja direto? Serei direto. O que você estava fazendo em um tiroteio?
- Não estava em um tiroteio - tentei manter a calma e um tom de voz suave- ouve apenas um disparo. E eu estava lá porque estava investigando um caso.
- Pode parar com suas desculpas -começou a resmungar aos gritos- eu não estou aqui para te ajudar e nem para ser gentil! Você se acha melhor que tudo e todos, não é? Acha que só porque foi um herói para a cidade você merece carta branca, não é? Pois eu digo uma coisa, você não passa de um ex-policial medíocre de merda que é o verdadeiro culpado pela morte do próprio parceiro! Além do mais..
- Detetive Huges! Para minha sala, agora!
O delegado do departamento, James Marshal, havia entrado na sala e interrompido o idiota do Steven. Ainda bem! Eu estava a ponto de amassar a cara dele na parede. No mesmo instante, Huges deixou a sala e o delegado tomou seu lugar. Calmamente, sentou na cadeira, ajeitou a gravata, limpou a garganta e começou a falar como se nada tivesse acontecido.
- Como você está Adam? Faz muito tempo que não nos vemos. Alguma coisa de interessante lhe aconteceu?- disse ele tentando me tranquilizar.
- Delegado..
- Por favor, me chame de James.
- Certo, James, pode parar com isso. Eu sei que você precisa do meu depoimento sobre o acontecimento, e não pretendo prolongar meu tempo aqui. Tem alguém dependendo de mim.
- Claro, mas de quem estamos falando exatamente?
- Elizabeth Gray, imagino que o pai dela tenha relatado o desaparecimento dela na delegacia.
- A menina do Sr. Gray?- Perguntou com tom de surpresa- Isso é muito estranho! Ele é meu amigo pessoal, como ele não me disse uma coisa dessas? Eu me encontrei com ele hoje.
Eu estaria mentindo se não admitisse que me surpreendi, mas se o que Marshal falou é verdade, então tenho uma urgência maior para encontrar a garota agora.
- James, sei como os procedimentos funcionam, mas preciso que você me deixe sair para prosseguir com a investigação. Se o que você me disse é verdade, então ela corre grave perigo!
- Bem que eu gostaria, mas eu ainda preciso do seu depoimento para...
- Eu fui ao bar, ou boate, do sexto dia, falei com o Barman e ele me levou ao Antônio, quando cheguei na casa dele, ele estava sendo espancado. Ordenei que o cara parasse e ele fugiu. Fui atrás e entrei em conflito com ele. Após ganhar a brigar, usei a arma como ameaça para persuadi-lo a me da informação de que precisava e para isso precisei dar um tiro de aviso, ele me contou o que sabia, e vocês chegaram. Precisa de mais alguma coisa?
- Bom... Acho que não. Vamos pegar o depoimento do Sr. Trevor e então eu vejo se consigo a sua liberação.
- Por favor James, eu posso ter saído da policia, mas ainda te conheço muito bem. Você gosta de se envolver no máximo de casos que você consegue, e você sempre entrevista primeiro aqueles que acha que são os culpados e, ao menos que você acredite que eu sou o culpado da história, você já entrevistou Sr. Trevor. Estou certo?
Ele deu uma risada calma e serena e disse:
- Você não mudou nada Adam, nada mesmo. Você está certo. Vou pedir pra eles te liberarem, assim você continua a sua investigação e eu inicio a procura por Elizabeth.
- Obrigado James, sou muito grato.
Nesse instante ele se levantou e foi para a porta. Antes de sair pela porta ele se virou, " Você sabe que não foi culpa sua, não é mesmo?" e depois foi embora. Eu gostaria de poder concordar, mas a minha consciência me diz o contrário. Depois de sair da delegacia, vou fazer uma visita ao Antônio no hospital.
( O fim se aproxima em uma semana...)
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sábado, 21 de dezembro de 2013
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
"Falo, logo me importo!"
Bom dia pessoas, how you doing? Faz um tempo que não nos falamos, uma semana se não me engano (ou seis dias, para vocês que são detalhistas). Queria começar esse texto dizendo: eu gosto de escrever. "Sério? O intervalo das postagens de seu blog tem aumentado muito, pra mim não parece que você gosta de escrever. Babaca.", okay, talvez o 'babaca' foi um exagero meu, mas pra você que pensa assim vou tentar ser o mais claro possível: eu gosto de escrever, mas nem tudo que eu escrevo eu tenho intenção de publicar.
Entenda, no meu texto, A arte de emocionar eu falei um pouco sobre a forma que eu vejo que a Arte faz e/ou deveria fazer. Escrever é uma arte, mas nem todos tem o dom da escrita e eu não me considero um artista. Para mim, a Arte retrata a visão do autor para com a sociedade e é por isso que nem tudo que eu escrevo,
eu publico. Como você deve ter notado, eu tenho opiniões fortes sobre diversos assuntos e muitas dessas opiniões são muito pessoais. Não estou dizendo que existem assuntos que não irei abordar, apenas que devemos tomar cuidado com aquilo que falamos (e esse é o assunto de hoje).
Eu me importo muito com a opinião das pessoas, me importo com a forma que elas reagem a determinadas coisas. Claro que não vou mudar a minha maneira de pensar ou mudar a minha forma de agir só por causa do que as pessoas pensam, mas para mim, o coletivo importa muito. Eu imagino que já falei isso em outros textos, mas o mundo não vai mudar enquanto continuarmos sendo individualistas.
"O que uma coisa tem a ver com a outra?", é uma conexão bem simples, se não conseguimos nos comunicar com alguém sem sermos grossos, como vamos trabalhar em conjunto com ela? Existem brincadeiras e piadas, mas um limite deve ser respeitado. Um vez, um amigo meu foi fazer um comentário sobre o Spring Break da Grécia, e do jeito que ele falou, achei que ele pensava que isso só acontecia na Grécia. Eu fui o corrigir com um tom irônico, "Spring Break tem em vários lugares." e ele me respondeu "Eu sei, sabichão, mas o que eu ia falar era só da Grécia.". Na mesma hora que ele respondeu assim, me senti mal. Não fiquei ofendido com o comentário dele, mas constrangido porque percebi que eu tinha agido como um completo idiota. Somos bons amigos, então depois de uma conversa pedindo desculpas, tudo se resolveu.
Quem estava errado? Na minha opinião, eu, pelo simples fato de não ter o respeito de -pelo menos- esperar ele falar antes de fazer qualquer tipo de brincadeira. Quem tinha que pedir desculpa? Eu. Se o problema começou por minha atitude, ele deveria terminar com minha atitude. Por isso que me importo com a opinião dos outros. Não vou parar de brincar com as pessoas só porque uma delas não gostou, mas eu tenho que entender que cada um tem o seu limite e respeitar esse limite.
O amor, sempre vai ser mais forte que o ódio, mas o amor pede permissão para entrar em nosso coração e o ódio arromba a porta. O desafio dessa semana? Deixar o amor entrar e lá permanecer.
Obrigado pelo seu tempo, espero que vocês tenham gostado.
Be Blessed
Entenda, no meu texto, A arte de emocionar eu falei um pouco sobre a forma que eu vejo que a Arte faz e/ou deveria fazer. Escrever é uma arte, mas nem todos tem o dom da escrita e eu não me considero um artista. Para mim, a Arte retrata a visão do autor para com a sociedade e é por isso que nem tudo que eu escrevo,eu publico. Como você deve ter notado, eu tenho opiniões fortes sobre diversos assuntos e muitas dessas opiniões são muito pessoais. Não estou dizendo que existem assuntos que não irei abordar, apenas que devemos tomar cuidado com aquilo que falamos (e esse é o assunto de hoje).
Eu me importo muito com a opinião das pessoas, me importo com a forma que elas reagem a determinadas coisas. Claro que não vou mudar a minha maneira de pensar ou mudar a minha forma de agir só por causa do que as pessoas pensam, mas para mim, o coletivo importa muito. Eu imagino que já falei isso em outros textos, mas o mundo não vai mudar enquanto continuarmos sendo individualistas.
"O que uma coisa tem a ver com a outra?", é uma conexão bem simples, se não conseguimos nos comunicar com alguém sem sermos grossos, como vamos trabalhar em conjunto com ela? Existem brincadeiras e piadas, mas um limite deve ser respeitado. Um vez, um amigo meu foi fazer um comentário sobre o Spring Break da Grécia, e do jeito que ele falou, achei que ele pensava que isso só acontecia na Grécia. Eu fui o corrigir com um tom irônico, "Spring Break tem em vários lugares." e ele me respondeu "Eu sei, sabichão, mas o que eu ia falar era só da Grécia.". Na mesma hora que ele respondeu assim, me senti mal. Não fiquei ofendido com o comentário dele, mas constrangido porque percebi que eu tinha agido como um completo idiota. Somos bons amigos, então depois de uma conversa pedindo desculpas, tudo se resolveu.
Quem estava errado? Na minha opinião, eu, pelo simples fato de não ter o respeito de -pelo menos- esperar ele falar antes de fazer qualquer tipo de brincadeira. Quem tinha que pedir desculpa? Eu. Se o problema começou por minha atitude, ele deveria terminar com minha atitude. Por isso que me importo com a opinião dos outros. Não vou parar de brincar com as pessoas só porque uma delas não gostou, mas eu tenho que entender que cada um tem o seu limite e respeitar esse limite.
O amor, sempre vai ser mais forte que o ódio, mas o amor pede permissão para entrar em nosso coração e o ódio arromba a porta. O desafio dessa semana? Deixar o amor entrar e lá permanecer.
Obrigado pelo seu tempo, espero que vocês tenham gostado.
Be Blessed
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Detetive Brown: A menina e seu pai. (Parte 3)
Meu nome é Adam Brown, e sou um detetive particular. Estou investigando caso de sequestro, e a sequestrada é uma menina de dezessete anos chamada Elizabeth Gray. Após encontrar uma pista em seu quarto que me levou até a Boate do Sexto Dia, falei com o Barman do estabelecimento e ele me levou a crer que um menino, chamado Antônio Martin, pode ser o responsável do sumiço da menina.
Sua casa se encontrava a vinte quadras de distância da boate. Imagino que o garoto devia montar uma espécie de vigia para entrar na boate sempre que o Sr. Gray entrasse lá para tentar convence-lo a deixar que ele casasse com Elizabeth. Menino tolo! Não me dou bem com assuntos relacionados ao coração, já causei dor demais. Conforme me aproximava da casa de Antônio ouvi barulho de taças de vidro quebrando, uma possível briga.
Me apressei e corri em direção até a casa, saquei a minha arma e me preparei para o pior. A casa era muito pouco atraente, estava caindo aos pedaços, a tinta estava descascando e dava pra sentir o cheiro de sujeira a metros de distância. Ao me aproximar da porta, ouvi o barulho de madeira quebrando. Não havia motivos para esperar, arrobei a porta da frente. Logo de cara, vi um homem vestido de preto com as suas mãos envolta do pescoço de um jovem (provavelmente o Antônio). "Solte-o ou eu atiro!", ordenei mas o agressor pôs-se a correr. Verifiquei se Antônio estava vivo, estando apenas inconsciente, parti em perseguição do agressor.
Quando sai pela porta dos fundos, vi o meliante atravessando a rua e corri em sua direção. O homem, vestido com um terno preto e usando uma máscara preta, entrou em uma casa e eu entrei logo em seguida. Estava tudo escuro e não conseguia ver nada. Liguei a minha lanterna e no mesmo instante, senti o metal frio em minha nuca.
- Coloque a sua arma no chão e chute-a para longe. - era uma voz de homem, grave e tenebrosa.
- Certo! -disse eu, abaixando vagarosamente a arma e chutando a mesma para longe- Vamos com calma.
- "Calma"? -disse o homem com um tom de irritação- Você se mete onde não é chamado e me pede "calma"? Isso aqui vai acabar antes mesmo de começar meu amigo.
Ouvi o barulho da arma sendo engatilhada. Não pensei, apenas agi e em um movimento rápido, consegui pegar a arma da mão do suspeito, mas não tive força para mante-la em minha posse. A arma voou para o outro lado da sala e uma briga intensa começou. Senti os seus braços em meu pescoço tentando me enforcar, mas com uma cotovelada na boca do estômago ele tomou distância. Lembrei-me dos meu dias de boxe, mas estou meio enferrujado. A cada soco que acertava, sofria com uma sequência de socos e pontapés muito bem aplicados (ele tinha o conhecimento de algum tipo de arte marcial). Depois do que pareceu horas de briga -talvez a melhor "palavra" seja "maior surra que levei em minha vida"- percebi que ele estava evitando apoiar-se em sua perna esquerda.
Em um ultimo esforço, me joguei em direção ao suspeito e apliquei uma sequência de socos com todas as minhas forças em sua perna ferida. Aos berros e gritos de agonia, o homem cai ao chão, me dando tempo de ir até a arma e tomar a dianteira de novo.
- Parado ou eu pinto essa parede com os seu miolos!
- Tudo bem, tudo bem, você ganhou!
- Qual o seu nome?
- Trevor, Joel Trevor.
- Quem era aquele que você estava agredindo?
- Você acha que me assusta?
Coberto de sangue, e sentindo muita dor, concordo, não estava em condições de intimidar ninguém. Por isso disparei a arma e o projétil atingiu centímetros de distância da cabeça do suspeito.
- Opa, calma ai amigo, eu vou falar o que você quer ouvir! É só perguntar.-Disse o meliante em um tom muito mais amigável.
- Quem era o homem que estava espancando?
- Martin! Antônio Martin.
- Por quê?
- Porque mandaram, idiota. -Retrucou em um tom irônico.
- Você quer que eu acerte o próximo disparo, babaca?
- OK, OK, fica calmo! Meu patrão, disse que ele poderia me dizer para aonde Elizabeth foi. Ele disse para usar todos os meios necessários para fazer com que ele falasse.
- Elizabeth?
- Sim, Elizabeth Gray.
- Quem é seu patrão? -Indaguei-o com toda a raiva que consegui demonstrar.
- Eu nunca soube o seu nome verdadeiro. Eu só conheço ele pelo apelido de Sr. D., eu juro que isso é tudo que eu sei. Olha, se você quiser, esse é o número dele.
Ele me entregou o papel com as mãos trêmulas. Acho que ele estava dizendo a verdade. Ouço barulho de sirenes e logo em seguida, a polícia invade a casa. "Mãos ao alto!", e essas coisas. Quando eles algemam o suspeito e a mim, uma surpresa entra pela porta. e devo dizer, uma surpresa nada agradável.
(Continua na semana que vem...)
Bom dia pessoas! Eu queria deixar esse texto pós o texto do detetive para aproveitar e perguntar o que vocês estão achando da história do Detetive Adam Brown. Pode deixar um comentário anônimo, eu só quero saber a opinião de vocês e pedir que vocês deixem sugestões para futuros textos. A ajuda de vocês significa muito para mim.
Mais uma vez, obrigado pelo seu tempo, e bom resto de semana.
Be Blessed.
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