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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Detetive Brown: A menina e seu pai. (Parte 3)


Meu nome é Adam Brown, e sou um detetive particular. Estou investigando caso de sequestro, e a sequestrada é uma menina de dezessete anos chamada Elizabeth Gray. Após encontrar uma pista em seu quarto que me levou até a Boate do Sexto Dia, falei com o Barman do estabelecimento e ele me levou a crer que um menino, chamado Antônio Martin, pode ser o responsável do sumiço da menina.

Sua casa se encontrava a vinte quadras de distância da boate. Imagino que o garoto devia montar uma espécie de vigia para entrar na boate sempre que o Sr. Gray entrasse lá para tentar convence-lo a deixar que ele casasse com Elizabeth. Menino tolo! Não me dou bem com assuntos relacionados ao coração, já causei dor demais. Conforme me aproximava da casa de Antônio ouvi barulho de taças de vidro quebrando, uma possível briga.

Me apressei e corri em direção até a casa, saquei a minha arma e me preparei para o pior. A casa era muito pouco atraente, estava caindo aos pedaços, a tinta estava descascando e dava pra sentir o cheiro de sujeira a metros de distância. Ao me aproximar da porta, ouvi o barulho de madeira quebrando. Não havia motivos para esperar, arrobei a porta da frente. Logo de cara, vi um homem vestido de preto com as suas mãos envolta do pescoço de um jovem (provavelmente o Antônio). "Solte-o ou eu atiro!", ordenei mas o agressor pôs-se a correr. Verifiquei se Antônio estava vivo, estando apenas inconsciente, parti em perseguição do agressor.

Quando sai pela porta dos fundos, vi o meliante atravessando a rua e corri em sua direção. O homem, vestido com um terno preto e usando uma máscara preta, entrou em uma casa e eu entrei logo em seguida. Estava tudo escuro e não conseguia ver nada. Liguei a minha lanterna e no mesmo instante, senti o metal frio em minha nuca.

- Coloque a sua arma no chão e chute-a para longe. - era uma voz de homem, grave e tenebrosa.
- Certo! -disse eu, abaixando vagarosamente a arma e chutando a mesma para longe- Vamos com calma.
- "Calma"? -disse o homem com um tom de irritação- Você se mete onde não é chamado e me pede "calma"? Isso aqui vai acabar antes mesmo de começar meu amigo.

Ouvi o barulho da arma sendo engatilhada. Não pensei, apenas agi e em um movimento rápido, consegui pegar a arma da mão do suspeito, mas não tive força para mante-la em minha posse. A arma voou para o outro lado da sala e uma briga intensa começou. Senti os seus braços em meu pescoço tentando me enforcar, mas com uma cotovelada na boca do estômago ele tomou distância. Lembrei-me dos meu dias de boxe, mas estou meio enferrujado. A cada soco que acertava, sofria com uma sequência de socos e pontapés muito bem aplicados (ele tinha o conhecimento de algum tipo de arte marcial). Depois do que pareceu horas de briga -talvez a melhor "palavra" seja "maior surra que levei em minha vida"- percebi que ele estava evitando apoiar-se em sua perna esquerda.

Em um ultimo esforço, me joguei em direção ao suspeito e apliquei uma sequência de socos com todas as minhas forças em sua perna ferida. Aos berros e gritos de agonia, o homem cai ao chão, me dando tempo de ir até a arma e tomar a dianteira de novo.

- Parado ou eu pinto essa parede com os seu miolos!
- Tudo bem, tudo bem, você ganhou!
- Qual o seu nome?
- Trevor, Joel Trevor.
- Quem era aquele que você estava agredindo?
- Você acha que me assusta?

Coberto de sangue, e sentindo muita dor, concordo, não estava em condições de intimidar ninguém. Por isso disparei a arma e o projétil atingiu centímetros de distância da cabeça do suspeito.

- Opa, calma ai amigo, eu vou falar o que você quer ouvir! É só perguntar.-Disse o meliante em um tom muito mais amigável.
- Quem era o homem que estava espancando?
- Martin! Antônio Martin.
- Por quê?
- Porque mandaram, idiota. -Retrucou em um tom irônico.
- Você quer que eu acerte o próximo disparo, babaca?
- OK, OK, fica calmo! Meu patrão, disse que ele poderia me dizer para aonde Elizabeth foi. Ele disse para usar todos os meios necessários para fazer com que ele falasse.
- Elizabeth?
- Sim, Elizabeth Gray.
- Quem é seu patrão? -Indaguei-o com toda a raiva que consegui demonstrar.
- Eu nunca soube o seu nome verdadeiro. Eu só conheço ele pelo apelido de Sr. D., eu juro que isso é tudo que eu sei. Olha, se você quiser, esse é o número dele.

Ele me entregou o papel com as mãos trêmulas. Acho que ele estava dizendo a verdade. Ouço barulho de sirenes e logo em seguida, a polícia invade a casa. "Mãos ao alto!", e essas coisas. Quando eles algemam o suspeito e a mim, uma surpresa entra pela porta. e devo dizer, uma surpresa nada agradável.

(Continua na semana que vem...)



Bom dia pessoas! Eu queria deixar esse texto pós o texto do detetive para aproveitar e perguntar o que vocês estão achando da história do Detetive Adam Brown. Pode deixar um comentário anônimo, eu só quero saber a opinião de vocês e pedir que vocês deixem sugestões para futuros textos. A ajuda de vocês significa muito para mim.


Mais uma vez, obrigado pelo seu tempo, e bom resto de semana.


Be Blessed.