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sábado, 21 de dezembro de 2013

Detetive Brown: A menina e seu pai. (Parte 4)

Meu nome é Adam Brown, e sou um detetive particular. Estou investigando caso de sequestro, e a sequestrada é uma menina de dezessete anos chamada Elizabeth Gray. Este caso exigiu mais de mim do que eu esperava. Há poucas horas atrás, estava lutando por minha sobrevivência contra um capanga enviado por um sujeito conhecido como Sr. D. e quase que não vivo para contar a história. A policia chegou e prendeu a ambos. Agora, eu estava na delegacia, tendo que dar explicações a corruptos enquanto Elizabeth ia ficando sem tempo.

Um antigo "companheiro" de caso, Steven Huges, entrou na sala de interrogatório em que eu me encontrava, sentou na cadeira a minha frente, limpou a garganta e começou com suas idiotices.

- Quem diria! O grande herói de Detroit volta da sarjeta e aparece em MINHA sala porque estava em um tiroteio. O mundo realmente dá voltas!
- Você poderia  cortar todo esse papo de merda e ir logo para o que interessa? Meu tempo é precioso.
- Seu tempo?- Steven levantou-se da mesa e começou a gritar- Você acha que eu queria ver a sua cara feia de novo? Quer que eu seja direto? Serei direto. O que você estava fazendo em um tiroteio?
- Não estava em um tiroteio - tentei manter a calma e um tom de voz suave- ouve apenas um disparo. E eu estava lá porque estava investigando um caso.
- Pode parar com suas desculpas -começou a resmungar aos gritos- eu não estou aqui para te ajudar e nem para ser gentil! Você se acha melhor que tudo e todos, não é? Acha que só porque foi um herói para a cidade você merece carta branca, não é? Pois eu digo uma coisa, você não passa de um ex-policial medíocre de merda que é o verdadeiro culpado pela morte do próprio parceiro! Além do mais..
- Detetive Huges! Para minha sala, agora!

O delegado do departamento, James Marshal, havia entrado na sala e interrompido o idiota do Steven. Ainda bem! Eu estava a ponto de amassar a cara dele na parede. No mesmo instante, Huges deixou a sala e o delegado tomou seu lugar. Calmamente, sentou na cadeira, ajeitou a gravata, limpou a garganta e começou a falar como se nada tivesse acontecido.

- Como você está Adam? Faz muito tempo que não nos vemos. Alguma coisa de interessante lhe aconteceu?- disse ele tentando me tranquilizar.
- Delegado..
- Por favor, me chame de James.
- Certo, James, pode parar com isso. Eu sei que você precisa do meu depoimento sobre o acontecimento, e não pretendo prolongar meu tempo aqui. Tem alguém dependendo de mim.
- Claro, mas de quem estamos falando exatamente?
- Elizabeth Gray, imagino que o pai dela tenha relatado o desaparecimento dela na delegacia.
- A menina do Sr. Gray?- Perguntou com tom de surpresa- Isso é muito estranho! Ele é meu amigo pessoal, como ele não me disse uma coisa dessas? Eu me encontrei com ele hoje.

Eu estaria mentindo se não admitisse que me surpreendi, mas se o que Marshal falou é verdade, então tenho uma urgência maior para encontrar a garota agora.

- James, sei como os procedimentos funcionam, mas preciso que você me deixe sair para prosseguir com a investigação. Se o que você me disse é verdade, então ela corre grave perigo!
- Bem que eu gostaria, mas eu ainda preciso do seu depoimento para...
- Eu fui ao bar, ou boate, do sexto dia, falei com o Barman e ele me levou ao Antônio, quando cheguei na casa dele, ele estava sendo espancado. Ordenei que o cara parasse e ele fugiu. Fui atrás e entrei em conflito com ele. Após ganhar a brigar, usei a arma como ameaça para persuadi-lo a me da informação de que precisava e para isso precisei dar um tiro de aviso, ele me contou o que sabia, e vocês chegaram. Precisa de mais alguma coisa?
- Bom... Acho que não. Vamos pegar o depoimento do Sr. Trevor e então eu vejo se consigo a sua liberação.
- Por favor James, eu posso ter saído da policia, mas ainda te conheço muito bem. Você gosta de se envolver no máximo de casos que você consegue, e você sempre entrevista primeiro aqueles que acha que são os culpados e, ao menos que você acredite que eu sou o culpado da história, você já entrevistou Sr. Trevor. Estou certo?
Ele deu uma risada calma e serena e disse:
- Você não mudou nada Adam, nada mesmo. Você está certo. Vou pedir pra eles te liberarem, assim você continua a sua investigação e eu inicio a procura por Elizabeth.
- Obrigado James, sou muito grato.

Nesse instante ele se levantou e foi para a porta. Antes de sair pela porta ele se virou, " Você sabe que não foi culpa sua, não é mesmo?" e depois foi embora. Eu gostaria de poder concordar, mas a minha consciência me diz o contrário. Depois de sair da delegacia, vou fazer uma visita ao Antônio no hospital.
                                            ( O fim se aproxima em uma semana...)