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quarta-feira, 12 de março de 2014

Detetive Brown: Era uma vez (Parte 3)

Meu nome é Adam Brown, e eu sou um detetive particular. Mais cedo, neste mesmo dia, o delegado de polícia James Marshal, veio até meu escritório para pedir a minha ajuda para solucionar um caso de sequestro, mas para isso eu teria de ter um parceiro de dentro da policia. Aceitei as condições dele por estar preocupado com os meninos que desapareceram. O meu "parceiro" é novo na polícia e seu nome é Daniel Almeida. O garoto parece me admirar, mas eu não quero que ele se aproxime de mim. Já me basta ter o sangue de Jimmy, também conhecido como Detetive James Mcgarath (meu... "Falecido" amigo e parceiro de policia), em minha mente. Depois de deixar a viatura e pegar o meu carro em meu escritório, eu e o Daniel estamos indo para a escola onde os quatro meninos estudavam. Espero conseguir algumas respostas.

Depois de ter dado uma dura no rapaz, imagino que ele tenha se chateado um pouco. Droga. Não queria que fosse assim. Se não fosse pelo meus erros, talvez eu pudesse ser mais gentil com o rapaz. Me perdoe Jimmy.

- Detetive Brown?- Daniel desligou o rádio e puxou assunto.
- O que?
- Posso fazer uma pergunta para o Senhor?
- É sobre o caso?
- Bom... Não...
- Então não temos motivo para conversar.

Detesto ser grosseiro dessa forma com o rapaz, mas ele não sabe do meu passado e merece não saber.

- Bom, e se for sobre o caso?
- Então podemos conversar.
- Está bem. Por quê estamos indo para a escola em que os meninos foram sequestrados?
- Procurar pistas e falar com testemunhas.
- Com todo respeito senhor, eu fiz parte dessa investigação. Nós olhamos tudo, e conversamos com todos, não há nada lá que possa nos ajudar.
- Você está dizendo isso por quê você que fez os procedimentos?
- Não. Estou dizendo isso porque eu vi policiais que fazem isso todos os dias, vasculharem tudo e não encontrarem nada.- Posso sentir um forte tom de indignação.
- É exatamente por isso que estamos indo para a escola. Se eles não encontraram nada, é porque não procuraram nos lugares certos. Não importa qual seja o caso, sempre existe uma explicação e uma pista. Se você quer se tornar um policial, no mínimo decente, você precisará entender isso! - acabei sendo um pouco mais grosso, mas acho que ele entendeu o recado.
-...

O garoto se silenciou. Não sei o que se passa na cabeça dele, mas isso ficará para depois. Ao chegar na escola, explico para Daniel que ele deve permanecer em silêncio e só falar algo quando eu der a deixa para tal. Entrando na escola, falo com a secretária e ela nos leva até a diretora Evelin. Quando entramos na sala dela, ela demonstra sinais de quem não queria nos ver.

- Bom dia cavalheiros- disse ela com um sorriso forçado- no que posso ser útil a vocês?
- Bom, meu nome é detetive Brown, esse é meu... Parceiro. E nós viemos aqui para fazer algumas perguntas sobre o caso de sequestro.
- Mas já faz uma semana que eles sumiram. Não conseguiram encontrar nada?-o tom de superioridade é palpável- Me desculpem, mas eu já disse tudo o que sabia para a polícia, portanto, não há necessidade de vocês fazer uma visita a MINHA escola.
- Ah, mas eu não sou da polícia. Como eu disse, eu sou detetive, mas sou um detetive particular. Meu trabalho é desvinculado ao da polícia.
- Oh, é sério? - estranhamente, a diretora abriu um sorriso ao perguntar.

Nota mental: Pesquisar o passado da diretora Evelin.

- Sim, estou falando sério. Você se incomoda em responder as minhas perguntas? -tive uma idéia- Eu sei que a polícia pode ser inútil muitas vezes, e é por isso que estou investigando o sequestro desses meninos, afinal, alguém precisa tomar alguma atitude.
- Detetive... Você acaba de ganhar o direito de fazer as perguntas que tanto quer.

Daniel me olhou com uma cara de surpreso. Acho que ele não entendeu o que aconteceu, talvez eu explique para ele depois. Eu perguntei para a diretora as coisas básicas: Quem os viu pela ultima vez, em que turma cada um deles estuda, se eles tinham o costume de andar juntos e quais eram os seus hábitos. Infelizmente, ela não sabia de muita coisa que pudesse ajudar. Os meninos não costumavam andar juntos, estudam em turmas diferentes, ninguém os viu sendo levados, contudo, eles tinham uma gravação que mostrava um picape preta parar na frente dos meninos por 4 segundos antes de sair. No vídeo, o seguinte acontece: Os 4 meninos saem juntos da escola, um do lado do outro, atravessam a rua e começam a conversar na calçada oposta a escola. Então, o veiculo nomeado aparece, para na frente deles por 4 segundo e depois vai embora. Quando a picape para, ela bloqueia a visão e não permite que vejamos mais os meninos.

A lógica me diz que se achássemos o cara da picape, achamos o culpado. O que um policial faria é se despedir, sair pela porta e informar Marshal sobre o veiculo.

- (Sussurrando) Vocês tinham visto esse vídeo antes, Daniel?
- (Sussurrando) Já sim. Ainda estamos fazendo uma busca pelo carro e o seu dono.
- (Sussurrando) Então tente pressionar o pessoal do departamento. Precisamos saber quem é o dono desse carro logo.

Daniel concorda com a cabeça, pede licença e sai da sala para ligar para a delegacia. Como eu disse, isso é uma coisa que um policia faria, mas eu não sou um policial. Eu peço para a diretora me levar aos armários de cada um dos meninos. O cadeado precisa ser quebrado, mas isso é o de menos. Uma coisa me surpreende. O 4 meninos tem o mesmo poster do filme do primeiro filme do Batman. Por quê? Nota mental: Eles tem alguma conexão. Ache a conexão. No verso de cada um dos posteres, tem uma mensagem. A mensagem por si só não explica nada. É bem provavél seja uma informação que só eles conheciam. Se eles se conheciam, por quê as testemunhas afirmam que eles não se conheciam?

- Diretora Evelin?
- Sim detetive?
- Você pode me levar para a turma de cada um dos meninos? Preciso fazer uma pergunta para os seus colegas de classe.
- Claro, sem problema.
- Ah, e quando o meu parceiro voltar, peça para a sua secretaria avisar ele onde vou estar, por favor?
- Tudo bem.

Ao entrar em cada uma das salas, eu dizia " Bom dia jovens, preciso da ajuda de vocês. Seus colegas de classe foram sequestrados. Se algum de vocês souber de alguma coisa, me avisa.", nada de mais, certo? Entretanto, na ultima turma que entrei para pedir ajuda aos alunos, durante o meu discurso, percebi que um menino de cabelos loiros e olhos castanhos evitou contato visual. Pode não ser nada, mas também pode ser o que vai me fazer achar esses meninos. "É claro que se vocês souberem de alguma coisa e não me contarem, vocês poderão ser presos por ajudar o culpado.", quando eu disse isso, o menino fixou o seu olhar em mim, e então, pude perceber que ele estava assustado e com medo. Nesse mesmo instante, Daniel entrou na sala.

- Daniel, prenda esse menino! -disse enquanto apontava para o menino loiro de olhos castanhos.
- Você não pode fazer isso!! Você me disse que não era policial! -gritou comigo a diretora- Você não te o direito e nem a autoridade!
- Bom, eu não menti. Eu não sou policial... Mas o meu parceiro é.

Ela começou a querer discutir, mas eu encarei o Daniel para que ele "prendesse" o menino. Ele se lembrou que iria fazer o que eu mandasse e logo o fez. Falei para que ele levasse o menino para a sala da diretora antes de mais nada. Ao sair da sala, chamei a diretora de canto.

-Fique calma! Eu não vou prender o menino, mas eu acredito que ele pode saber de alguma coisa de útil.
- Então por quê você não disse isso lá na sala?
- Porque ele só demonstrou preocupação com a segurança dele, quando eu "ameacei" quem se recusasse a ajudar. Não se preocupe, eu sei o que faço.

Ela me encarou com uma cara de desprezo, mas concordou. Fui de encontro ao menino na sala da diretora. Espero conseguir algo de útil ainda hoje. Ao entrar na sala, percebo que ele se encontra aflito e tenso. Será que ele realmente sabe de alguma coisa? Pedi que a diretora esperasse do lado de fora junto com o meu "parceiro".

- Bom dia, filho. Está tudo bem?
- ...
- Olha, -disse ao me sentar na cadeira- você não precisa ter medo. Eu não vou te prender.
- Então por quê...
- Porque você sabe de alguma coisa sobre o desaparecimento dos meninos, não é? Seja sincero e me diga o que você sabe.
- E-eu não sei de nada, OK?
- Não é o que me parece. Vamos começar pelo simples, você conhecia os meninos sequestrados?
- Eu sou amigo do Jeff... E-ele era... É da minha turma. E eu já joguei bola com o Carl também. Os outros dois, eu não conheço.
- Eles são amigos?
- Bom, eu acho que sim. N-não sei dizer.
- Como assim?
- É que eu nunca tinha visto os quatro andando juntos, antes da semana passada.
- Você viu eles juntos na semana passada? Onde? Quando?
- Eu vi sim. No intervalo e na hora da saída.
- Então você viu eles serem sequestrados pelo carro preto?
- Bom, -o menino hesitou- eu acho que sim.
- Como assim, você acha?
- É que eu vi eles atravessando a rua, e também vi o carro parando na frente deles... Mas depois que o carro foi embora, eu acho que ainda consegui ver eles indo embora da escola juntos, em direção ao bosque em frente a escola. Eu só não tenho certeza se eram eles ou não.

Merda! Isso complica as coisas. Será que esse "sequestro" não se trata apenas de um caso de meninos "fujões"?

- Está bem. Você disse que viu eles juntos no intervalo também, não é? Você sabe o por quê?
- Não sei...
- Bom, isso não é bom...
- Mas eu ouvi um trecho da conversa que eles estavam tendo.
- O que você ouviu?
- Nada demais, só ouvi o Carl falando que eles estavam ferrados. Que alguma coisa voltou pra machucar ou assustar eles. Eu não lembro direito.
- Tudo bem. Obrigado pela ajuda. Não precisa se preocupar OK? Pode voltar para a sua sala.

Quando o menino saiu, a diretora me encheu de perguntas, mas tudo que eu disse foi que o menino não sabia de muita coisa e que eu precisaria de mais coisas para formular uma teoria mais concreta. Nos despedimos e eu e Daniel fomos para o carro. Ele estava quieto até o momento em que entramos no carro.

- QUE MERDA FOI AQUELA DE PRENDER O MENINO?
- Acalme-se Daniel, está tudo sob controle.
- SOB CONTROLE? CONTROLE DE QUEM? PORQUE SE FOR SOB O SEU, ENTÃO ESTAMOS TODOS FERRADOS!
- Daniel...
- OLHA, EU ADMIRO O QUE VOCÊ FEZ COMO DETETIVE, MAS EU ME RECUSO A TRABALHAR ASSIM! EU NÃO VOU SEGUIR ORDENS CEGAMENTE PARA VOCÊ...
- CALE-SE, GAROTO! Se você quer tanto saber eu posso te contar, mas você precisa se manter calmo e lembrar que eu já resolvi centenas de casos antes! Pelo menos tenha respeito pela minha experiência profissional!
- ...
- Agora, se você parou de resmungar, nós vamos precisar visitar cada um dos pais dos meninos. Consegue fazer isso?

Ele não respondeu. Apenas ligou o carro, engatou a marcha e começou a dirigir. É por isso que eu não queria ter um parceiro. Eu sabia que iria dar problema. Ainda tenho muitas perguntas em minha mente. Se foi um "sequestro" por quê o menino disse que viu os quatro meninos em direção ao bosque depois do carro preto ter passado? Por quê eles foram para o bosque juntos se eles não eram amigos? E por quê os quatro meninos tinham o mesmo poster com a mesma mensagem "Ela voltou. Precisamos nos encontrar na Batcaverna." no seu verso do mesmo? Preciso de respostas, e preciso delas logo. Só espero que os pais dos quatro meninos possam me dar algumas respostas.