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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Detetive Brown: A menina e seu pai. (Epílogo)

Meu nome é Adam Brown,  eu acabo de salvar uma menina chamada Elizabeth Gray e ajudei a polícia a fechar um dos maiores esquemas de prostituição de minha cidade. Depois de ir para o hospital e tirar o estilhaço que estava em minha perna, alguns polícias vieram me perguntar o que havia acontecido na casa do Sr. Gray, eu perguntei o que o Gray tinha respondido e eles disseram "Ele disse que o senhor deu uma surra nele!". "Pode acreditar nele, foi isso mesmo que aconteceu.", não tem por que mentir para eles, não é?

Obviamente eles me levaram pra delegacia. Tive que passar a noite naquele buraco. Depois disso, eles me levaram para uma sala de interrogatório. James entrou, sentou-se, respirou fundo e começou a falar.

- O que você fez agora Adam?
- Salvei a menina, Marshal. Não era esse o objetivo?
- Você atirou na perna de David! Depois de ter garantido que ele não era mais uma ameaça para a sua vida!
- Sim, eu fiz isso... Mas só fiz isso porque eu não tinha tempo de ficar procurando pelos arquivos que eu precisava antes que o doente que fez negócio com David levasse Elizabeth para outro país! Vai me dizer que não acha que agi certo?
- E se ele processar a polícia...
- Ele não pode. Eu não faço parte da polícia. Não mais.
- E se ele TE processar?
- Eu não o matei. Não ia matar. No máximo, vou ter que pagar fiança por isso.
- E você não se importa?
- Eu salvei a menina James, e isso é o que importa. Os arquivos que eu te entreguei, você conferiu as informações?
- Sim, conferi. Já emiti o pedido para os mandados de prisão. Eles devem estar todos presos até o fim da semana.
- Isso é bom... Muito bom de fato. E quanto ao Antônio?
- Ele será formalmente acusado também, mas se ele estiver disposto a admitir a culpa, podemos fazer algum acordo.
- Ela já foi visitar ele?
- Foi a primeira coisa que ela pediu pra fazer. Acho que os dois realmente se amam.
- Fico feliz pelos dois.

Por alguns instantes, a sala fica em silêncio. Tudo que era necessário ser dito, foi dito. O que mais James pode querer de mim?

- Sabe, eu contei do caso para o prefeito. Ele disse que iria convocar uma reunião de imprensa e gostaria que você estivesse lá para ser homenageado como herói da cidade.
- Mas...?
- Mas você precisaria voltar para a polícia. O que me diz?
- Não, não vou voltar e você sabe disso. Pode falar para o prefeito que ele pode dar todo o crédito para vocês, mas eu não volto para a polícia.
- Adam...
- Não James, para mim, acabou.
- Tudo bem, vou falar para eles te liberarem. Mantenha-se vivo, ta bom?
- Não garanto nada.-disse com um tom irônico.

James sorriu e saiu da sala. Finalmente fui liberado, mas antes de conseguir sair da delegacia, um jovem policial me parou e me elogiou pelo trabalho. Ele disse que acompanhava meu trabalho desde os dias que estava na policia e me perguntou se eu pensava em voltar. Eu coloquei a mão em seu ombro e disse "A policia não é o lugar para mim. Eu mudei muito, mas ela sempre terá lugar para homens de coração puro.", dei-lhe as costas e segui meu caminho de volta para minha casa.

Assim que cheguei, tratei logo de comer alguns ovos com bacon e depois fui dormir. Fazia anos que não dormia tão bem. Passei dois dias em casa sem ligar a TV e nem atender ligações, afinal, ninguém é de ferro não é mesmo? No terceiro dia, eu liguei a TV e parecia que uma grande cerimônia estava sendo realizada na cidade. O prefeito, estava fazendo um discurso. Ele elogiou a policia pelo trabalho que eles fizeram fechando o maior esquema criminoso da cidade e ele cita -rapidamente- o meu nome. Imagino que James tenha o convencido a citar meu nome. Típico. Vou dar uma olhada no meu correio, e vejo as cartas de sempre, contas, contas e mais contas. Só que dessa vez, há uma carta estranha, um envelope totalmente em branco, com apenas o meu nome escrito nele. Eu o abro e as seguintes palavras estão escritas:

"Querido detetive Brown,
Gostaria de te dar os parabéns pela sua conquista. Qualquer um que preste atenção, sabe que a polícia é incompetente demais para descobrir tamanha conspiração. Foi esperto de sua parte deixar a polícia levar o crédito, porque assim, você evita que pintem um alvo gigante em suas costas. Eu só quero que você saiba que eu o admiro e estou me preparando para o dia em que nos encontrarmos. Espero que você também se prepare.
Com orgulho,
Seu admirador secreto."

Demoro um pouco para processar toda a informação. Será que... Não. Deve ser apenas um lunático. Hoje é dia de descanso Adam, hoje é um bom dia.

(Próximo caso: Era uma vez

Detetive Brown: A menina e seu pai. (Parte Final)

Meu nome é Adam Brown, e sou um detetive particular. Estou investigando um caso de sequestro, e a sequestrada é uma menina de dezessete anos chamada Elizabeth Gray.  Após encontrar uma pista em seu quarto que me levou até a Boate do Sexto Dia, falei com o Barman do estabelecimento e ele me levou a crer que um menino, chamado Antônio Martin, poderia ser o responsável do sumiço da menina, mas ao chegar em seu domicilio, descobri que não havia a possibilidade dele ser o culpado. Ele estava sendo atacado em sua própria casa por um capanga de um tal "Sr. D.". Salvei o garoto, quase morri, mas consegui deter o meliante. A policia apareceu e prendeu tanto a mim, quanto o criminoso. Depois de dar explicações ao delegado, um antigo amigo, sou liberado e posso continuar com a minha investigação. Depois de visitar o Antônio no hospital, ele me contou de um arquivo que se encontrava em sua casa, um arquivo que continha provas e evidências suficientes para prender o culpado pelo resto de sua vida. Claro que no arquivo, eu encontrei mais do que eu esperava  e agora, chegou a hora de terminar isso, de uma vez por todas.

Faço algumas ligações e me preparo para o pior. Meu revolver está em meu casaco e o arquivo está em meu escritório para ser entregue a policia mais tarde. É agora ou nunca. Essa pode ser a minha ultima chance de salvar Elizabeth. Entro no meu carro, ligo o carro e engato a primeira. Não sei o que pensar, como alguém seria capaz de fazer isso com garotas inocentes? O que se passa na cabeça desses monstros pervertidos? Não importa, em memória de Jessie, vou salvar Elizabeth.

Chego na casa do Sr. Gray para pedir algumas informações antes de pegar o culpado, não gosto de depender dos outros, mas nesse caso, eu preciso saber o que ele sabe. Bato na porta "Sr. Gray! É o detetive Brown!", não tenho resposta. "Sr. Gray, abra logo essa porta!", digo batendo com mais força, "SR. GRAY, EU...".

- O que foi detetive? -disse ele ao abrir a porta com uma cara de irritado- Por quê esse desespero?
- Sr. Gray, estou a um passo de encontrar a sua filha, mas para dar o ultimo passo que me levará a localização dela, preciso fazer algumas perguntas.
- Sério? -um tom de surpresa em sua voz- Poxa, que boa notícia! Entre, vamos ao meu escritório conversar. É a terceira porta a direita.

Apenas concordo com a cabeça e entro. No seu escritório, há uma grande cadeira atrás de uma grande mesa de madeira -provavelmente de carvalho- e um grande quadro de um cavalo branco a parede. Sentei-me na cadeira de frente a essa mesa enquanto ele se sentou na cadeira atrás da mesa.

- Bom, o que o senhor precisa saber detetive? -Sr. Gray perguntou com um grande sorriso em seu rosto.
- Quantos anos a Elizabeth tinha quando ela se tornou a sua filha?
- Que tipo de pergunta é essa detetive? Pensei que você fosse fazer alguma pergunta séria. -Um tom de ironia (típico).
- Pode parar com o seu papo de merda! Eu tenho a informação de que você a adotou, agora, o que eu quero saber é o por quê eu não consegui encontrar nada que me desse a idade que ela tinha quando você a adotou. Então, me diga, com quantos anos a Elizabeth estava quando ela se tornou a sua filha?
- Okay, você deve entender que eu sinto como se ela fosse a minha filha biológica e que...
- Quantos anos?!-estou a ponto de perder a paciência.
- Dois. Dois anos, por quê?
- Engraçado isso, porque eu achei a ficha de adoção dela e lá diz que ela tinha quinze.
- Mas você disse que não tinha encontrado nada!
- Já ouviu falar em "jogar um verde"?
- Seu, seu...
- Agora, o que fico pensando é: por quê você mentiria sobre isso?
- Detetive, cuidado com as suas próximas palavras...-ele está ficando evidentemente irritado.
- Eu tenho um palpite, e o meu palpite é de que você tem algo obscuro a esconder.
- Detetive...
- Talvez o senhor saiba me dizer...
- Detetive...
- ONDE ELIZABETH ESTÁ? -me levantei e coloquei as mãos sobre a mesa e olhei no fundo dos seu olhos- Esta é a sua ultima chance de redenção...
- Eu vou te mostrar o que é redenção, seu cretino...-ele esticou o braço e tirou uma escopeta de cano duplo de baixo da mesa.

*BLAM*Consigo escapar do primeiro tiro ao me abaixar, depois corro para a porta e a fecho atrás de mim. *BLAM* Ouço o tiro acertando a porta. Merda! Eu devia ter previsto isso. Nota mental: Ser menos arrogante da próxima vez. Vejo ele abrindo a porta com a escopeta em mãos, duvido que não tenha mais munição consigo. *BLAM* Consigo entrar na sala, mas não antes de um estilhaço acertar a minha perna. Me escondo e espero ele entrar na sala logo em seguida.

- Não pode se esconder para sempre detetive, e eu sei que acertei você. Estamos longe o suficiente da cidade para que ninguém reclame dos tiros. É o seu fim! E só para constar, ficar atrás da cortina, não é muito inteligente. *BLAM*
- E usar uma escopeta de cano duplo, em um tiroteio, também não é. -disse colocando a minha arma em sua nuca.
- Mas...
- O que você viu lá eram meus sapatos. Você não assiste desenho animado? Agora, coloque a arma no chão e chute-a para longe.

Ele obedece, mas ele se aproveita de meu ferimento na perna para tomar a vantagem. Ele chuta minha coxa e eu derrubo a arma. Nota mental: Começa a segurar a arma direito, idiota! Ele se lança em minha direção, conseguindo me derrubar. Como um cão raivoso, ele aplica uma sequência de socos em mim, e eu só consigo proteger o rosto. Penso na Jessie e no Mcgarath, penso em como eu falhei com eles, penso em como eu deixei que o pior acontecesse com eles e depois eu penso na Elizabeth. Não, não vou deixar que ela sofra, não vou deixar que ela morra por causa que eu falhei! O Sr. Gray não para de me bater, mas posso usar o seu peso contra ele. Eu o jogo para o lado e inverto o jogo, começo a socar-lo, mas ele consegue se defender. Ele deve ter alguma experiência em artes marciais, espero que seja minima. Eu o pego pela camisa e o jogo para longe, eu tenho que alcançar a minha arma. Ele se poe logo em pé e vem em minha direção, ele não está ferido e se mexe mais rápido. Percebo um taco de beisebol na parede, e este está mais perto que a arma. É minha única chance. Em um único movimento, eu arranco o taco da parede, giro o meu corpo e acerto o senhor David Gray em cheio na cabeça. O miserável cai no chão, desacordado. Eu venci, mas ao mesmo tempo penso "Como eu ainda estou vivo depois de todos esses anos? Acho que já está mais do que na hora de aprender a lutar.". Isso fica para depois, eu arrasto o "Sr. D" de volta para o escritório e o algemo a cadeira.

Pego o celular e faço a ligação necessária.

- Marshal falando.
- James, sou eu, escuta, eu estou próximo de descobrir onde a Elizabeth está.
- Caramba Adam, que ótima notícia. Onde você está?
- Isso não é importante agora, mas preciso que prepare os seus homens para sair em seus carros de patrulha para a localização dela.
- Considere feito, mas onde você...
- Nos falamos depois.

Desligo o celular e volto os meus olhos ao cretino desacordado. Pego a garrafa de whisky que estava na gaveta da mesa e derramo a bebida no rosto de David. Ele acorda assustado e começa a se contorcer.

- O-o que aconteceu? O que você fez?
- Eu quebrei o SEU taco de beisebol na SUA cabeça. Foi isso que aconteceu.
- Seu cretino, você vai pagar pelo o que fez, está me ouvindo? Eu vou te denunciar e você vai pagar pelo que você está fazendo! Você invadiu MINHA casa e me agrediu na MINHA casa!
- Caso o senhor não se lembre, você convidou me para entrar, e você deu o primeiro disparo. Tudo que aconteceu depois disso, é legitima defesa.
- Seu, seu...
- Você pode me xingar depois, agora, eu preciso que você me diga onde e com quem Elizabeth está.
- E quem disse que eu sei?
- Seu colaborador, Antônio, me contou.
- O que?-pude sentir a fúria em seu tom.
- Quando você mandou que o seu capanga matasse Antônio, "Sr. D.", eu consegui impedir que isso acontecesse e Antônio me contou sobre um arquivo que ele tinha feito sobre toda a sua operação, caso você quisesse dar um sumiço nele. Você controla um dos maiores esquemas de prostituição da cidade! Você arranjava para que seus parceiros adotassem crianças esquecidas em orfanatos para vender-las por preços absurdamente altos quando elas estivessem na "idade certa". Depois de ter o comprador, vocês faziam com que elas fossem "desaparecessem" sem deixar pistas. Para não levantar muitas suspeitas, vocês sempre contrataram detetives particulares que nunca chegaram a nenhuma resposta e depois, quando já não dava tempo, avisavam a polícia. Seu maior erro, foi pensar que eu não acharia nada.
- VÁ PARA O INFERNO!
- Quando Antônio se apaixonou por sua "filha", você o odiou, afinal, ela iria valer muito dinheiro, não é? Então ele tentou te convencer de que ele poderia pagar pela liberdade dela, mas você sabia que ele não poderia pagar o dinheiro que você queria, então você mandou "apagar" o cara.
- PARABÉNS GÊNIO, VOCÊ SE ACHA MUITO ESPERTO, NÃO É? POIS EU TE DIGO JÁ QUE NÃO VOU DIZER MERDA NENHUMA!
- É ai que você se engana. *BANG*
-AAAAAAAAAAAAHHHHH!!! MINHA PERNA!!
- Eu não tenho nada a perder "amigo". Eu vou te dar duas opções: Ou você me conta onde está o arquivo com a lista de seus clientes e parceiros -junto com a informação de onde está Elizabeth, ou eu te mato, alego legitima defesa, e acho o arquivo sozinho. O que vai ser? -ao dizer isso, coloco o cano ainda quente da arma em sua testa.
- AAAAAAHHHHH, OK, OK! VOCÊ VENCEU! DENTRO DA CADEIRA QUE ESTÁ ATRÁS DA MESA! A ELIZABETH VAI ESTAR NO AEROPORTO DA ZONA SUL DA CIDADE EM UM VÔO PARA O CHILE QUE DECOLA ÀS 15:40.
- Obrigado.-dou um sorriso irônico.

Ainda bem que ele resolveu cooperar, eu não teria a coragem de matar a sangue frio. Não de novo. Ligo para o delegado e aviso onde Elizabeth estará hoje de tarde e peço para mandar uma unidade, junto com uma ambulância para a casa do David Gray. Está acabado. Consegui salvar a menina, tenho provas sobre um esquema de prostituição e tenho tudo preparado para entregar a polícia acabar com essa sujeira. Hoje é um bom dia, afinal, tudo acabou bem.

CASO ENCERRADO.

Bom dia pessoas, como vão vocês? Sim, esse é o fim desse caso, mas existirão outros, não se preocupem. Eu espero, sinceramente que vocês tenham gostado. Eu gostei muito de escrever essa história, de verdade. O que vocês acharam do final? Foi um bom final? O culpado é quem vocês achavam que era? Eu vou escrever um epílogo dessa história e postar mais tarde. Afinal, esse caso despertou algo na cidade do detetive Brown, agora só resta saber se é algo bom, ou ruim.
Bom final de semana para todos,
Be Blessed