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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Detetive Brown: A menina e seu pai (Parte 5)

Meu nome é Adam Brown, e sou um detetive particular. Estou investigando um caso de sequestro, e a sequestrada é uma menina de dezessete anos chamada Elizabeth Gray.  Após encontrar uma pista em seu quarto que me levou até a Boate do Sexto Dia, falei com o Barman do estabelecimento e ele me levou a crer que um menino, chamado Antônio Martin, poderia ser o responsável do sumiço da menina, mas ao chegar em seu domicilio, descobri que não havia a possibilidade dele ser o culpado. Ele estava sendo atacado em sua própria casa por um capanga de um tal "Sr. D.". Salvei o garoto, quase morri, mas consegui deter o meliante. A policia apareceu e prendeu tanto a mim, quanto o criminoso. Depois de dar explicações ao delegado, um antigo amigo, sou liberado e posso continuar com a minha investigação. Está na hora de visitar o Antônio no hospital.

No caminho do hospital, começo a pensar no que eu tenho encontrado. Nada faz muito sentido. As minhas únicas pistas tem sido o que testemunhas me dizem. Será que estou no caminho certo? E se já for tarde de mais? Não posso ter o sangue dessa menina em minhas mãos também. Já basta o que aconteceu com Jessie... Não! Não vou dar espaço para o medo. Não de novo. Vou me concentrar no momento, é hora de ter algumas respostas.

Chegando ao hospital, me apresento na recepção e pergunto em que quarto o garoto está. 203, ala D. Ao entrar no quarto, ele me reconhece logo de cara. Ele deve ter muitas perguntas, mas eu também tenho.

- Você! O-o que você quer de mim? - dava pra sentir o medo na voz dele- Você quer me matar com as próprias mãos?
- Antônio, relaxe, está tudo bem. Eu sou um detetive particular e preciso da sua ajuda.
- Olha, eu agradeço por ter me salvado e tudo mais, mas eu não quero morrer! - Seu medo ficava cada vez mais evidente- E-eu só quero sair logo daqui, achar Elizabeth e ir embora dessa cidade maldita!
- É por isso que eu preciso da sua ajuda. - me aproximei do leito - Eu preciso achar Elizabeth antes que seja tarde demais.
- Oh n-não! Ela s-sumiu?- Antônio começou a se derramar em lágrimas- Eu não fui rápido o bastante. É tudo culpa minha! Beth, por favor, me perdoe! Oh Deus, por quê?

O garoto não sabia que ela tinha sumido. Isso complica as coisas. Preciso fazer ele falar, estou perdendo tempo precioso.

- Antônio, não é tarde demais. Ainda não, mas eu preciso que você me diga tudo o que sabe sobre onde ela pode estar. Você não pode sair da cama, mas eu posso.

Ainda chorando, ele tenta me responder:

- E-eu não sei onde ela está. N-não sei mesmo. Oh Deus, por favor, não deixe...
- Antônio, -me posiciono do seu lado- pense! Preciso que você me diga TUDO que sabe. Se você não me ajudar, eu não vou poder ajudar a sua amada Beth.

Ele me fitou com os seus olhos cheios de lágrimas, engoliu o próprio choro e disse somente as seguintes palavras.

- Minha casa, debaixo da minha cama, tem uma madeira solta. Dentro, tem um cofre. A senha é 1224AF5. Por favor, me ajude a salvar a Beth.
- Obrigado garoto.

Antes de sair da sala ele me disse "Salve ela a todo custo! Não se preocupe comigo, salve ela.", não entendi o porque ele disse isso, mas no momento isso não importa. No caminho penso sobre a reação de Antônio. O que ele sabe? Será que ele sabia que ela iria sumir? Será que ele conhece o responsável? Ao chegar na casa eu vejo os resultados briga com o meliante, mas tem algo diferente. Quando cheguei aqui e vi que Antônio estava sendo agredido, a casa estava destruída. Agora, a casa estava -além de destruída- revirada. Alguém esteve por aqui procurando por alguma coisa, provavelmente o conteúdo do cofre que o garoto havia me indicado. Entro no quarto começo a tatear o chão. Acho a madeira solta, abro e vejo o cofre. Era um cofre pequeno, mas de ultima linha. Como um garoto desses consegue comprar um equipamento desse? Digito a senha e o cofre se abre. Meu Deus! Uma pasta com arquivos, MUITOS arquivos. Não são apenas arquivos, são provas de um esquema criminoso! Como não vi isso antes! Não se trata de um sequestro apenas, é algo muito pior!

Está na hora de por um fim nisso, está na hora de salvar Elizabeth e prender o culpado!

(O caso conclui-se em uma semana.)