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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Detetive Brown: Era uma vez.

Meu nome é Adam Brown, e eu sou um detetive particular. Faz um mês desde o caso da menina Elizabeth Gray, desde então, eu tenho resolvido casos menores que tem vindo para meu escritório no decorrer dos dias. Parece que a imprensa fez questão ir atrás de descobrir que realmente resolveu o caso e alguém falou meu nome. Isso não é a cara de James, ele não costuma ir contra uma orientação direta do prefeito. Talvez tenha sido alguém que estava me acompanhando... Não importa, já aconteceu. Pelo menos estou trabalhando mais.

Ouço um barulho de motor na rua, mas não é um motor qualquer. É o som do motor de um V8 em um Camaro 96 customizado. Olho pela janela e vejo a maquina pintada com um azul fosco, com certeza é o James Marshal. Será que ele veio me pedir para entrar na polícia de novo? Não sei, talvez. Ouço ele bater na porta.

- Pode entrar. Seja bem vindo James, no que posso te ajudar?
- Como você sabia que era eu? -perguntou ao entrar.
- Quem mais tem um Camaro 96 customizado além de você nessa cidade?
- Ha! Verdade. Posso me sentar?
- Claro! Quer um copo de whisky?
- Por favor. Você não vai tomar também?
- Parei de beber a alguns anos atrás.
- Ha! É bom ver que algumas coisas mudam. Um brinde às mudanças boas!
- Por que você veio me visitar James? Depois de todos esses anos que eu sai da polícia, essa é a primeira vez que você vem me visitar.
- Bom, nem tudo muda... Você continua sendo direto, então também serei. -seu rosto amigável agora se tornou em rosto amargo e preocupado- Preciso que você venha comigo.
- Você veio só pra me prender de novo?
- Não! Olha, é uma situação delicada... Preciso que você me ajude a investigar um caso de sequestro.
- Outro sequestro? Depois de todo o trabalho que tive no caso da Elizabeth, você quer que eu me envolva com outro caso de sequestro?
- Antes de recusar, ouça-me. Dessa vez, temos quatro garotos sequestrados, todos no mesmo dia. Já faz uma semana que eles sumiram e não temos nenhuma pista para seguir. Eu... Eles, precisam da sua ajuda.
- James, eu...
- Eu já conversei com o prefeito -disse ele me interrompendo- e ele concordou em te pagar, caso você nos ajude a resolver esse caso.
- James...
- Por favor, eu estou desesperado! -ele me interrompeu mais uma vez- Você é um dos melhores detetives que eu já vi, por favor...

Eu respirei fundo. James não costuma implorar, não importa a situação. Acho que ele realmente está desesperado. Eu olho no fundo do olhos dele e digo:

- James, você sabe a minha disposição de ajudar não depende do dinheiro, -eu suspiro mais uma vez- então você pode ter certeza de que eu vou te ajudar.
- Ah, obrigado Adam! -sua animação ficou evidente- Eu...
- Mas isso não significa que eu vou voltar para a polícia! -interrompo ele- Você consegue entender isso?
- ... Sim Adam, eu entendo -sua animação já não é mais a mesma-  Bem, vamos. Precisamos resolver alguns detalhes antes de você poder realmente começar a sua investigação.

Antes de entrar no seu carro e dirigir para a delegacia, ele me disse que o prefeito tinha algumas condições com relação ao meu trabalho conjunto com a polícia. Primeiro: Eu preciso ter um parceiro que seja um membro efetivo da força policial. Droga. Eu não queria ter de trabalhar com outro parceiro depois do que aconteceu com James Mcgarath. Jimmy era um cara legal, ele não merecia ter morrido daquela forma. A culpa é toda minha. Só concordei com a ideia de trabalhar com um outro parceiro por causa da necessidade de encontrar esses garotos. Segundo: Se o caso terminar bem, o crédito da resolução do caso vai para a policia. Caso contrário, a culpa será minha. Ha, claro que será culpa minha. Sempre é. Não importa agora, esses meninos precisam de mim, e eu não vou desaponta-los.