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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Detetive Brown: A menina e seu pai.

Meu nome é Adam Brown e eu sou um detetive particular. Trabalhei como policial no 13° distrito policial de Detroit por 10 anos e após a morte de meu parceiro, não consegui permanecer no cargo. Aos meus 33 anos de idade, não me casei e nem tenho filhos. Não quero mais sangue em minhas mãos. Passo a maior parte de meus dias dentro de meu escritório esperando algum caso bater em minha porta, mas jamais sonharia que um caso como esse chegaria a meu escritório.

"Com licença, detetive Brown está?" entra um senhor de cabelos grisalhos e mãos trêmulas. "Pois não, pode entrar." digo enquanto observava a cara de espanto e desespero dele. Em um tom desesperado ele continuou, "Detetive, o senhor precisa me ajudar, minha filha sumiu, eu não consigo encontrar-la em lugar algum, já procurei em minha casa, em meu apartamento, em meu escritório, e não consigo, e-eu preciso, por f-favor...", "Acalme-se, respire fundo. Qual o seu nome e o que aconteceu." o interrompi oferecendo um copo de whisky. Ao terminar de tomar a bebida e respirar, ele prosseguiu com a história.

O senhor David Gray, veio me procurar porque, aparentemente, sua filha, Elisabeth, estava sumida desde as sete horas da manhã. Como já se passavam das dez, entendi a preocupação, após me dar uma descrição da menina ( um metro e sessenta e cinco, dezessete anos, cabelos louros e olhos azuis), parti com o senhor para a sua residência para buscar as primeiras pistas. 

O senhor morava em uma casa grande, afastada da cidade. Não era bonita e nem chamativa, parecia estar escondida. Logo que entramos, ele me conduziu direto para o quarto da menina. Ficou na porta o tempo inteiro, como que se estivesse me vigiando. Ao mexer nas coisas da garota, não encontrei nada de interessante ou que me levasse a alguma pista. Olhei para a janela  e o pai da menina disse "Ela quebrou o vidro. Eu paguei muito caro nesse vidro e ela me quebra ele.", e continuou falando um monte de coisas das quais tentei não prestar tanta atenção. No parapeito da janela encontrei alguma coisa, um papel. Enfim, uma pista!

"Bom senhor Gray, eu vou indo. Vou tentar tornar aquilo que vi aqui em algo útil.", "Mas você não encontrou nada?" encarou-me com olhos raivosos, com calma eu disse "Prefiro não revelar nada até que o caso se conclua.". Ele me conduziu até a porta e se despediu. A ultima coisa que preciso é de pais atrapalhando a minha investigação.

No papel, um guardanapo de bar melhor dizendo, estava escrito "Eu te amo Elizabeth, com amor, Antônio.", e por sorte o logotipo do bar estava estampado no verso do bilhete. "Bar do sexto dia", aqui vou eu.
(Continua daqui uma semana...)