Translate

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Apenas um conto: Na soleira da porta.



Aqui estou, parado em frente a porta dela.
Não acredito que cheguei até este ponto. Não sei se mereço estar aqui. Você quer saber o meu nome? Por quê? Meu nome não é importante. O nome não define quem a pessoa é, e nem quem ela foi. Se você quer saber quem eu fui, bom,  isso eu posso te contar.

Há alguns anos eu passava os meus dias nos cantos mais escuros de minha mente chorando, gritando e esperando por alguma mudança, e esses eram os dias bons. Por fora, todos me viam como uma pessoa alegre e disposta, mas a realidade não era essa. A minha realidade era muito mais sombria.

A verdade é que eu me sentia muito sozinho. Pelo menos em parte. É claro, minha fé me mantinha caminhando durante os dias, mas tinha dias em que tudo parecia fora do lugar, e eu acabava me perdendo em minhas próprias emoções e sentimentos.

Quando falavam comigo, logo me irritava e perdia a minha paciência. Nessa época, brigava por qualquer coisa, tendo razão ou não. Tinha muitos "amigos", mas não conseguia ser honesto com eles sobre o que eu realmente sentia. Eles não iriam me entender.

Você pode achar que é somente chatice de minha parte, mas a verdade é que por mais que tentasse explicar eles não entendiam a minha forma de ver o mundo. Eles acreditam que não gostar de cometer erros é coisa de babaca. Acham que que não há problema de procurar conforto nos braços de varias pessoas, buscando apenas o prazer próprio, sem se preocupar com o estado de suas almas. Mesmo com todos os meus erros, eu nunca quis ser assim. Sempre quis ser alguém melhor do que sou.

Assim eu passava os meus dias, sentindo pena de mim mesmo. Conheci algumas meninas ao longo dos anos que me fizeram sentir melhor, por um tempo. A primeira, me fazia esquecer dos meus problemas, mas isso não era o suficiente. Esquecer dos meus problemas não era a chave para soluciona-los, na verdade, só fazia com que eles se acomulassem, assim, trazendo outros problemas.

A segunda menina era bem espontânea. Sempre dando risada e tentando ver o lado positivo da vida, mas isso não era o suficiente porque não tinha muito compromisso com o futuro. Ela gostava de viver o momento. Cara, não gosto nem de pensar no quanto isso piorou meus problemas.

E então chegou a terceira garota e eu pensei ter encontrado a pessoa certa. Ela me incentivava a confrontar meus problemas e a pensar no meu futuro, depois de ter sentido sozinho por tanto tempo, achei que isso era o bastante. Eu estava errado. Deus, como eu estava errado. Se você está perguntando o motivo de eu estar errado, posso te explicar. Não se tem amor sem ter reciprocidade. Eu doava, doava e doava mais do que podia e não ganhava nada em troca. Eu praticamente dei meu coração para ela e ela pouco se importou. Para piorar, eu teria de abrir mão de todos os meus princípios para poder ficar com ela e hoje, posso dizer que estou feliz por não ter desistido de meus princípios e sonhos.

Por fim, conheci a pessoa ideal! Hoje só consigo chama-lá de Amor da minha vida! Meu Amor, ensinou-me que não podemos esquecer nosso problemas, devemos confronta-los e supera-los. Ensinou-me que não basta ser positivo, é necessário maturidade e atitude para subjugar os obstáculos que a vida nos propõe. Ensinou-me que o futuro, não deve ser temido e nem apressado. Tudo acontece e acontecerá no devido tempo. E, a melhor parte, é que quanto mais eu a amava, mais amado era. Meu Amor, minha princesa, minha amada, minha fortaleza, minha esperança, meu sonho!

Hoje, não consigo imaginar minha vida sem meu Amor! E a verdade é que nem preciso. Eu não sou perfeito, e nem ela, mas o importante é que nós nos completamos. Onde sou fraco, ela é forte! Onde ela possui fraqueza, eu sou seu suporte. Possuímos os mesmos objetivos e sonhos, pode soar brega, mas ainda caminharemos de mãos dadas em direção ao sol poente.
Mesmo com todos os meus erros, medos e anseios, encontrei-a. Apesar de minhas falhas, recebi amor. Graças a ela, minha esperança e fé foi renovada.

Se pudesse, mandaria uma mensagem ao passado direcionada a mim mesmo só para dizer "Aguenta ai rapaz, você será o homem mais feliz do mundo!", porque, no final de tudo, eu encontrei o amor da minha vida!

Bom, posso não merecer estar aqui, na porta dela, mas de uma coisa tenho certeza, é ao lado do Amor da minha vida que quero estar!

FIM

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

"O caminho para a glória."


Bom dia pessoas, como vão vocês? Eu sei que faz muito tempo que não escrevo nada, mas não é por má vontade. Eu voltei e é isso que importa! Como vocês bem sabem, eu gosto de falar de tudo um pouco, e hoje não será diferente!

Eu não sei vocês, mas eu gosto de Super-Heróis, de histórias em quadrinhos e de seus contos inspiradores. Gosto de falar sobre a esperança de poder ajudar os outros, gosto mesmo, mas o que mais me interessa, em todas essas histórias, é a capacidade de superar limites.
Homem-aranha, Capitão America e Professor X, são alguns dos meus favoritos. Eles, por exemplo, sempre lutam para que a justiça seja feita. Não descansam até que todos os criminosos paguem pelos seus crimes e que a bondade, paz, tranquilidade e igualdade seja soberana sobre a Terra. E, até hoje, eles ainda estão nessa luta. Se você está se perguntando "E dai?" ou - se você já está mais acostumado com meus textos- "Aonde você quer chegar?", não se preocupe, logo entenderá.

Vamos pensar no "mundo" dos quadrinhos. Apesar dos personagens não envelhecerem, da mesma maneira que nós envelhecemos (duh). Eles - os hérois - surgiram nos anos de 1900, então, eles são beeeeeeeeeeem velhinhos. Por isso podemos concluir que, a sua luta por justiça, está acontecendo a um booooooooom tempo também. Para mim, isso é um retrato fiel de como é o nosso mundo. É um retrato de como nós comportamos.

De volta ao mundo real, podemos fazer uma analise de quão turbulento e conflituoso é a nossa sociedade. Não importa quanto o tempo passe, parece que nada muda e tudo permanece igual. "Não a nada de novo embaixo do Sol", certo? E se eu dissesse que existem pessoas que lutam para mudar isso?

Pode até ser que em nosso mundo, não tenhamos pessoas com super poderes para "fazer justiça", mas temos ALGUMAS pessoas com bons corações, dedicadas à mudar nossa lamentável situação global. Essas pessoas combatem o "mal" -não com força bruta- com a força da compaixão, esperança e amor.

Essas pessoas, não são "super", mas com toda a certeza são heróis. Você não acredita? Diga-me, quantas árvores você plantou? Quantas crianças orfãs você já ajudou? Em quantas guerras você já esteve? Quantas doenças você já curou? Quantas roupas você ja doou? Se você, por um acaso, não pode - como eu -  olhar e dizer que já fez tudo isso que acabei de citar e sentir orgulho, não se sinta mal, porque há outras maneira de se fazer a diferença com as pequenas - mas importantes- coisas. Que coisas? Sorrir quando tudo estiver ruim, ter a capacidade de ouvir mais e gritar menos, demonstrar carinho nas situações mais dificeis e por ai vai...

Aonde eu quero chegar? Bom, para toda pergunta complexa, há uma resposta simples e um tanto quanto "idiota". A resposta é: o que muda o mundo, são as pequenas atitudes. " Mas você não acabou de exaltar as ações das pessoas que cuidam de orfãos e de menospresar as outras atitudes.", na verdade, eu não disse isso. Se você ententendeu isso, tudo bem, eu imaginei, vou tentar explicar melhor.

Por mais que consideremos o ato de alimentar os orfãos, muuuuuuuuuuito superior ao ato de fazer uma amigo que está triste se sentir melhor - a minha opinião - é de que as duas atitudes tem o mesmo peso. Por favor, não sinta ódio de mim. Como disse, vou explicar melhor. É evidente que ajudar um orfão tem um impacto muito maior na sociedade, mas ao mesmo tempo eu acredito que trasmitir amizade, alegria , paz e amor, apesar de ter um impacto inferior, é essa atitude que pode efetivamente mudar o mundo. Quando ajudamos o necessitado, estamos no inicio do caminho para fazer a diferença. Contudo, se não tratarmos de trasnformar os corações, jamais teremos um mundo novo. Jamais teremos um mundo diferente.

Não há como mudar o mundo, se não mudarmos as pessoas que vivem nele. "Quem deve mudar?", todos! Todos aqueles que sabem que poderia fazer mais pelo mundo, mas não fazem! "Quando devo mudar?", quando - eu e você - percebemos que falta amor no mundo (ou seja, hoje! #ficaadica). "Como vou mudar?", com muita luta e dificuldade, é possivel mudar, um ato de carinho por vez.

"De novo, você esta falando sobre amor, Daniel? Você só gosta de falar disso?", sim, eu AMO falar sobre amor. "Por quê?", Porque ninguém pode apagar a chama do amor que está dentro de mim - além de mim mesmo. Como já diz a musica de uma das minhas bandas favoritas "Somente o amor é digno da luta". Simplesmente isso. Quer saber o caminho para a glória? Ame mais.

Espero que tenham gostado do texto, 
Be Blessed

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Detetive Brown: Era uma vez ( Parte 6)

(Por favor, leia a parte 5)

Tudo escuro, sinto uma dor agonizante, estou sofrendo com um calor que parece infernal. Será que eu morri? Não lembro de muita coisa. A única coisa em que consigo pensar é em como eu te decepcionei, meu amor. Tenho a sua morte em minha consciência. Se eu tivesse tomado o devido cuidado, talvez você ainda estivesse viva. Você, a Jessie e Jimmy. Tudo culpa minha. Seja lá o que eu esteja prestes a sofrer, eu o mereço.

*COUGH* *COUGH*

Tosse? Uma tosse? Como isso é possível se eu estou... Eu não estou morto, m-mas o que foi que aconteceu?

E-eu me lembro de estar investigando um caso de... de... de sequestro. Quatro meninos foram sequestrados e algumas pistas nos levaram até uma... uma... uma cabana que foi construída dentro de uma caverna que fica no bosque perto da escola de onde alguns meninos foram sequestrados. Eu estava procurando pistas na cabana quando Daniel foi nocauteado pelo... pelo.. pelo possível culpado do sequestro! Meus Deus, este calor que estou sentindo... o maldito colocou fogo na cabana!

*COUGH*  *COUGH*

Ainda estou sentindo muita dor... Acho que quebrei algumas costelas.

-AAAAAAARHG!

A bala que ele disparou... Está alojada em meu braço direito... Seria tão mais fácil desistir, fazer com que a dor acabe de vez...

*COUGH* *COUGH*

Daniel... Não, eu não posso desistir! Pense no seu parceiro, pense nas crianças, pense nas vidas que dependem de você... Você não vai morrer enquanto não consertar os seus erros... Oh, meu amor, por favor, me perdoe! Deus, se você pode me ouvir, me dê força para lutar!

Lutando contra a dor, finalmente eu consigo abrir os meus olhos. Mal consigo mante-los abertos. A dor e a fumaça dificultam as coisas. Vejo que o fogo se espalhou por toda a parte frontal da cabana. Pelo jeito, o bastardo colocou fogo na parte de fora da cabana. Olho no chão e vejo Daniel desmaiado no chão. A porta de saída está envolta em chamas e a cabana não possui janelas. Pense Brown, pense... Minha arma!

Ainda bem que o meliante não pensou em leva-la também. Olho em meu cinto e vejo que ainda estou com meus cartuchos de munição.  Dois cartuchos com nove balas e mais oito balas carregadas na minha arma. Acho que é o suficiente. Aponto a arma para a parede dos fundos da cabana. Disparo após disparo, fica mais difícil ficar em pé. O fogo está aumentando. Não vai dar tempo. Depois de 13 disparos tenho de ser o mais rápido possível. A dor piora a cada segundo, mal me aguento em pé... Não vou conseguir.

*COUGH* *COUGH*

Não, não posso pensar assim. Vamos lá! Começo a chutar a área em que direcionei os meus disparos, na tentativa de fazer a nossa porta de saída. O fogo está aumentando, estou ficando sem tempo e a cada chute os meus músculos se retraem em sofrimento.

-EU NÃO VOU MORRER HOJE!! - com todo o ar dentro dos meus pulmões, grito – NÃO VOU MORRER ENQUANTO NÃO CONSERTAR TUDO!

Finalmente, o meu esforço vale a pena e a parede cede. Com a entrada repentina de oxigênio, o fogo aumenta e me envolve por alguns momentos. “Estou livre!”, penso, mas então me lembro que Daniel está la dentro ainda. Merda! O meus corpo está exaurido de forças, mas eu preciso voltar. Meu instinto diz para fugir, mas eu não vou deixar meu parceiro morrer. Não de novo. Consigo coloca-lo em minhas costas e carrega-lo fora da cabana e da caverna.

Fora da caverna e de perigo, não tenho mais forças para coloca-lo gentilmente no chão. Eu simplesmente o tiro das minhas costa e o jogo no chão. Não me aguento mais em pé. Despenco no chão. Sinto que vou desmaiar, mas preciso fazer mais uma coisa antes disso acontecer.

- Alô?
- Marshall, aqui é Brown.
- Adam? O que aconteceu? A sua voz está estranha...
- N-não tenho tempo... Por favor, venha até o bosque que fica em frente a escola em que os meninos foram sequestrados.. Eu... Eu... Estou na caverna do...
- Adam? Adam, que caverna?! ADAM!...

A voz dele está ficando cada vez mais baixa conforme fecho meus olhos. Acho que esse é o fim.


...


Ouço o som de um "bip", parece o som de um monitor cardíaco. Sinto dor em todo meu corpo, mas é uma dor suportável. Ha, eu estou vivo! Pelo jeito, ainda tenho coisas a fazer por aqui. Abro os meus olhos aos pouco e vejo que estou em um hospital. Por alguma razão, Daniel está sentado em uma cadeira no canto esquerdo do quarto.

- O que você está fazendo aqui? -perguntei com minha voz ainda trêmula.
- Hehe, olha só que acordou! - abriu-se um sorriso em seu rosto- Como você está se sentindo?
- Você não respondeu minha pergunta. O que você está fazendo aqui?
- Bom, na verdade...

No momento em que ele iria me responder, Marshal entra no quarto.

- Adam! - o alívio em seus olhos era visível- Santo Deus, como você está se sentindo?
- Marshal, o que o Daniel está fazendo aqui? -insisti na pergunta.
- O garoto estava aqui esperando q você acordasse.
- Desnecessário, Marshal! Eu estou...

*COUGH* *COUGH*

- Estou bem.- finalizei.
- Adam, você está nesse hospital a uma semana. -disse Daniel.
- O QUE?! -me surpreendi- E os garotos, vocês encontraram-os? O que vocês...
- Acalme-se Adam. Estamos investigando, infelizmente, não conseguimos encontra-los ainda, mas estamos fazendo todo o possível.- disse Marshal com serenidade- Já conversei com o Daniel para ver se vocês tinham achado alguma coisa de importante... Infelizmente, como não encontraram nada, estou tentando resolver o caso da maneira que posso.

Olho para o Daniel, e percebo que ele está um tanto quanto inquieto. Volto meu olhar para Marshall e digo "Bom, acho que os meninos merecem mais a sua atenção do que eu.", ele ri e vai embora. Assim que ele deixa o quarto, viro-me para meu "parceiro".

- Presumo que tenha encontrado a lista que estava em minha jaqueta, mas decidiu não contar nada para Marshall. Por quê?- indaguei em tom irônico.
- B-bom, como tínhamos suspeitas de que tem alguém da policia envolvido, eu achei melhor não contar...
- Você escondeu informação de seu superior?
- M-mas...
- Ha, eu estou brincando com você garoto, eu fiz isso mais vezes do que você pode imaginar. Você chegou a investigar alguma coisa?
- Sim, eu pude averiguar que...
- Não me conte agora. Quero que junte tudo que pesquisou e traga em arquivos para meu escritório. Vamos voltar a investigar.
- Mas, - com uma cara assustada- você não pode sair do hospital! O médico não vai te liberar!
- Deixe que eu me viro. Vá, e leve os arquivos pro meu escritório.

Desistindo de discutir, Daniel parte em busca dos arquivos. Chamo o médico, e depois de discutir bastante, e assinar os documentos necessários, ele finalmente me libera. Não sei se os meninos ainda estão vivos, mas se por um acaso ainda existir esperança, não vou desistir. Essa busca, chegara ao fim!

(A conclusão se aproxima no próximo capitulo...)

domingo, 11 de maio de 2014

Detetive Brown: Era uma vez (Parte 5)

Meu nome é Adam Brown, e eu sou um detetive particular. Mais cedo o delegado de polícia James Marshal, veio até meu escritório para pedir a minha ajuda para solucionar um caso de sequestro, mas para isso eu teria de ter um parceiro de dentro da policia. Aceitei as condições dele por estar preocupado com os meninos que desapareceram. O meu "parceiro" é novo na polícia e seu nome é Daniel Almeida. Tenho evitado me aproximar do jovem policial, mas estou começando a pensar que vou precisar começar a contar mais com ele para salvar os garotos. Fomos até a escola onde os meninos foram sequestrados e não encontramos muita coisa. Achei uma mensagem que estava no armário dos 4 meninos que dizia "Ela voltou. Precisamos nos encontrar na Batcaverna.". Fui até a casa dos pais de cada um dos meninos, mas eles não quiseram contar muita coisa. Estavam com medo de alguma coisa. Apenas os pais de Carl, um dos sequestrados, contaram que eles receberam uma carta que ordenava que eles não contassem nada para a policia, ou haveriam consequências. O sequestrador tem informantes na policia. Isso é preocupante, mas a prioridade é encontrar os meninos. Encontrei no quarto de Carl uma foto dele e outos 7 colegas, um deles sendo uma menina, em frente uma caverna. Por sorte eu conheço a caverna e agora, eu e Daniel estamos indo para lá.

- Detetive?-perguntou Daniel.
- Sim?
-  Se você não se importa de eu perguntar, o que você contou sobre a sua filha, é verdade mesmo, ou vou só o disse para que eles abrissem o bico?
- Depende...
- Depende do que?
- Depende do que você ouviu sobre mim lá na delegacia. O que os meus ex-colegas de trabalho falaram sobre mim?
- Bom,-ele hesita- não falaram muita coisa...
- Há, eu imagino. Não, Jessie não era a minha filha, mas eu a considerava como tal.
- Mas o que aconteceu com ela?
- Bom, -as palavras travam na minha garganta- vamos manter foco na nossa presente situação.

Ele concorda e para de perguntar sobre o assunto. Deve ter percebido que esse é um assunto delicado para mim. Meu Deus, cada vez mais percebo o quanto esse garoto é parecido comigo. Jimmy sempre estava focado com os casos e eu sempre perdia o meu tempo pensando em detalhes. "Detalhes são importantes" ele sempre dizia, "mas não deixe que eles te tirem a atenção do que realmente importa". Droga. Será que algum dia você irá me perdoar Jimmy?

Chegamos até o bosque, Daniel sai do carro com a arma em punho e pronto para ação.

- Onde você acha que estamos indo garoto?
- Não é na caverna onde os meninos estão? -disse ele com um tom de indignação- Afinal, eles foram vistos indo juntos para o bosque.
- Você está se esquecendo da carta que acabamos de ler? Sim, eles foram para o bosque juntos e, provavelmente, foram sequestrado lá! A carta prova que foi um sequestro. Estamos aqui para procurar pistas, não prender o culpado.
- Certo, -disse ele colocando a sua arma de volta no coldre- me desculpe.

Nota mental: Daniel está começando a ficar ansioso demais.Vou precisar tomar cuidado para que ele não estrague tudo.

No momento em que entramos no bosque, o sol já se preparava para se pôr. Tentamos avançar o mais rápido possível. Depois de 15 minutos de caminhada, conseguimos chegar na caverna. A luz do dia já está enfraquecendo, preciso usar a minha lanterna. Ao olhar dentro da caverna, vejo que os meninos construíram uma espécie de cabana dentro dela. Esperto. Daniel permanece em silêncio, mas eu posso ouvir a sua respiração ofegante logo atrás de mim. Ao abrir lentamente a porta da cabana, a porta range, e esse rangido ecoa pela caverna. Assim que entro, percebo que a cabana está completamente bagunçada, ou melhor, revirada. Alguém esteve aqui antes de nós, e eu tenho quase certeza de que não foram os meninos que fizeram essa bagunça. A cabana é pequena, mas tem as típicas características de uma casa na árvore. Havia alguns armários, uma mesa de centro e algumas prateleiras. A mesa de centro estava coberta de papéis, os armários estavam abertos e vazios e nas prateleiras estavam colocadas algumas velas, que a muito tempo se apagaram. Começo a olhar os papéis que estão sobre a mesa e encontro algumas cartas e anotações. Algumas anotações são sobre lições de casa que eles compartilhavam, nada demais. Porém, ao prestar atenção a um papel que está mais desgastado e surrado...

-AAAAAAAHHHHHHH

Em um movimento rápido, me viro para trás com a minha arma em punho só para ver Daniel encolhido na porta de entrada.

- O que foi? -pergunto desesperado- O que você encontrou?
- E-eu acho que eu vi um rato.
- Ah, pelo amor de Deus!!-começo a gritar com o garoto novamente- Você é um policial, não é? Aja como tal!! Se você atrapalhar o meu raciocínio de novo só porque você está com medo de um "rato", você vai se arrepender! Isso é uma investigação séria!
- Entendido.- disse ele abaixando a cabeça- Vou tentar não atrapalhar.
- Ótimo!

Nota mental: Tentar não socar seu "parceiro" mais tarde.

Voltando a minha atenção ao papel surrado, eu encontro o nome dos meninos que foram sequestrados e de outros quatro nomes. Um deles, é um nome de menina. Interessante. Os nomes são, Gabriel Frieh, Klaus Hauser, Bob Parker e Jean Coldie. Com toda a certeza, cada um desses nomes pode ser ligado a cada um dos meninos que estão na foto que consegui com os pais de Carl Kraven. Essas oito crianças dividem uma história e eu tenho quase certeza que essa história está diretamente ligada ao sequestro.

- Daniel, guarde esse papel no seu casaco. -disse para ele entregando o papel em suas mãos- Acredito que possamos precisar disso mais tarde.
- C-claro, mas o que que tem nele?-perguntou em curiosidade.
- Nomes, somente nomes.
- OK. Quer que eu ajude você a procurar mais coisas?
- NÃO! -gritei, antes de conseguir retomar o controle de mim mesmo- Quer dizer, é melhor não. Não quero que você me assuste de novo por causa de um "rato". Fique ai, na entrada da porta iluminando a cabana, tudo bem?
- Sem problema!-ele tenta disfarçar, mas eu percebo o sorriso de alivio em seu rosto.

Começo a vasculhar a bagunçada cabana novamente atrás de qualquer coisa que possa ser útil. Encontro algo que não esperava ver. Capsulas. Três capsulas de munição de uma pistola 9mm. Reparando no chão, começo a procurar e encontro, uma mancha de sangue. Merda, alguém foi baleado, e eu duvido muito que tenha sido o sequestrador. Uma marca de impacto de disparo se encontra perto da mancha (talvez isso seja bom, pelo menos a bala atravessou direto, não ficou alojado no corpo de quem foi baleado), mas as outras duas se encontram relativamente distantes do disparo que está junto com o sangue. Nota mental: Talvez o sequestrador tenha usado dois disparos para intimidar e o terceiro para demonstrar que estava falando sério. Quem quer que seja, estava planejando isso há um tempo. Também perto, da mancha de sangue, encontro outro papel, um carta feita com recortes de revistas e a seguinte mensagem:
  "Eu não me esqueci do que aconteceu. Vocês fugiram e não fizeram o que precisava ser feito. Aquele sangue inocente, também está nas mãos de vocês. Já está mais do que na hora de fazer com que vocês paguem pelos seus pecados."
 Droga. Esses meninos foram ameaçados. Por isso que eles combinaram de se encontrar aqui. Para discutir o que eles devia fazer sobre essa ameaça. O sequestrador conhecia esses garotos, e isso coloca a vida das outras crianças que estavam na lista do "clube" em perigo também!

- AAAAAAHHHHHH
- Que droga Daniel,- disse enquanto me virava lentamente- o que eu...

Ao me virar, vejo uma figura alta, vestida de preto, usando um capacete de cor vermelha vibrante e com um taco de beisebol de metal em sua mão esquerda. Daniel está no chão, inconsciente. Eu não penso duas vezes e saco a minha arma, mas também saca a dele.
*BANG* *BANG*
Eu acerto o peito dele e ele acerta meu ombro direito. O problema é que, diferentemente dele, eu não estou usando colete a prova de balas. A dor é angustiante. Perco o equilíbrio por alguns instantes e esses instantes são o suficiente para que o meliante se aproxime de mim e comece a me surrar com o taco de metal. Pancada após pancada, a dor aumenta e sinto que meus ossos começam a quebrar. Um por um. Por algum motivo, ele concentra o seus golpes em meu torso, evitando acertar a minha cabeça. Ainda assim, a dor é devastadora,  mas eu não vou gritar de dor, não vou deixar que ele tenha o gosto de sentir o meu desespero. Eu não vou gritar.

- Grite, detetive, grite de dor!- disse o agressor com sua voz abafada pelo capacete- GRITE!!

Com o pouco de força que ainda tenho no meu corpo, só consigo dizer “Nunca!”. Ao ouvir isso, ele parece dar risada. Ele dá um único golpe na minha cabeça e eu começo a sentir que logo vou perder a consciência. Antes de tudo ficar preto, eu ouço o criminoso dizer “Eu esperava mais de você”.

sábado, 19 de abril de 2014

Quem ouviu?

Já escutamos muitas coisas na vida, sejam palavras de amor ou de raiva, palavras que mostram nossos sentimentos de modo certo ou errado. Com certeza esses momentos nos fazem perceber coisas que às vezes nem paramos para pensar. Pensamos que as palavras não tem significado nenhum e que por isso podemos também sair por aí e falar o que bem entender. Como quando alguém já disse que certa pessoa era um inútil ou um “Por que você veio a esse mundo?”.
Palavras trazem felicidades, mas também trazem tristezas e magoas. Quando ouvimos algo que não gostamos somos machucados por essas palavras e desencadeamos ações e comportamentos que não vão nos levar a lugar nenhum. Mas como assim a lugar nenhum? Quer dizer então que eu devo esquecer algo de ruim que me foi dito?
Claro que sim, afinal esse tipo de sentimento só vai te fazer sofrer e guardar ainda mais ódio.
Mas então tudo o que certo alguém me disse eu tenho que esquecer e fingir que nada aconteceu? Como isso é difícil, eu sei disso muito bem, mas que benefícios vão trazer se ficar guardado esse tipo de sentimento? Não vão trazer nenhum, você só vai ficar ainda mais chateado com a pessoa.
Temos valor para esse mundo. Não deixe ninguém tirar a sua vontade de viver e menosprezar você. Somos capazes de realizar o que sonhamos, só de estar respirando somos parte da vida. Não coloque nenhuma limitação em você.
                   
                                                                                                    Grace and Mercy

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Detetive Brown: Era uma vez (Parte 4)

Meu nome é Adam Brown, e eu sou um detetive particular. Mais cedo o delegado de polícia James Marshal, veio até meu escritório para pedir a minha ajuda para solucionar um caso de "sequestro", mas para isso eu teria de ter um parceiro de dentro da policia. Aceitei as condições dele por estar preocupado com os meninos que desapareceram. O meu "parceiro" é novo na polícia e seu nome é Daniel Almeida. Tenho evitado me aproximar do jovem policial. Depois de Jimmy, eu não quero outro parceiro. Fomos até a escola onde os meninos foram "sequestrados" e não encontramos muita coisa. Aparentemente eles não foram sequestrados. Achei uma mensagem que estava no armário dos 4 meninos que dizia "Ela voltou. Precisamos nos encontrar na Batcaverna." e um menino da turma de um deles disse que viu os quatro -que supostamente não se conhecem- indo para o bosque em frente a escola juntos. Sem muitas opções, eu decido que é melhor tentar falar com os pais dos meninos afim de tentar descobrir alguma coisa.

O silêncio no carro é predominante. Daniel parece chateado com a situação. Coitado, ele parecia tão empolgado com a ideia de trabalhar em um caso comigo. Eu sinto pena dele. Acho que era assim que Jimmy me via. No início de nossa parceria, eu era só um garoto que tinha acabado de ficar noivo. Eu era tão ingenuo. Talvez o Daniel seja parecido comigo nesse sentido. Um garoto cheio de vida e cheio de expectativas. Quem sabe eu não deva tentar ser mais gentil com o garoto. O carro para.

- Chegamos. Essa é a residência dos pais de David Johnson. - Disse Daniel- Sr. Juan Johnson e Sra. Beth Johnson.
- OK, vamos lá.

O silêncio permanece. Ao ficar de frente a porta, eu bato e chamo os pais pelos nomes. A Sra. Johnson abre a porta e me surpreende.

- Pois não? Ah meu Deus, ele está bem? O que fizeram com o meu filho? - o tom de desespero era de arrepiar.
- Acalme-se Sra. Johnson, está tudo bem. Não encontramos o seu filho, mas logo o encontraremos.

Eu apresentei a mim e a meu parceiro e ela nos convidou para entrar. Conversamos um pouco, eu fiz algumas perguntas, mas ela não me deu nada de útil. Quando eu perguntei se o filho dela conhecia os outros meninos sequestrados, ela evitou contato visual e disse que o filho dela não conhecia os meninos. perguntei onde ele estudava antes de sua escola atual e ela respondeu "Escola Dr. Nathan Ghillmore". Tentei insistir na pergunta "O seu filho conhece os outros meninos sequestrados?", mas no momento em que eu o fiz, ela pediu que eu me retira-se de sua casa. O mesmo aconteceu nas casas dos pais de George e Jeff. A mesma pergunta "Pois não? Ah meu Deus, ele está bem? O que fizeram com o meu filho?", o mesmo tom de desespero, a mesma dificuldade de manter contato visual quando indagados sobre os seus filhos conheciam uns aos outros. Depois de passar pelas 3 casas, eu podia sentir que os meninos se conheciam, sim. Aparentemente, Jeff, George e David estudavam na mesma escola até o ano passado e por algum motivo, mudaram de escola. Será que eles sabem de alguma coisa? A próxima parada é a casa dos pais do Carl Kraven, vamos ver se ele também estudou nessa escola. O procedimento é o mesmo, eu bato na porta e chamo os pais pelos nomes, só que dessa vez os dois atendem a porta.

- V-vocês são da polícia? -alguma coisa os tinha assustado, e isso era perceptível.
- Na verdade não. Meu nome é detetive Brown e eu sou um detetive particular, eu estou fazendo uma investigação sobre o desaparecimento de seu filho.
- Por quê? -perguntou o pai.
- Eu... Eu perdi a minha filha. Eu sei como vocês se sentem. D-depois que ela se foi, jurei a mim mesmo que faria o possível para ajudar crianças desaparecidas.
- Oh...-disse o pai.
- Entre, detetive, por favor.-completa a mãe.

Daniel me olhou com uma cara de surpresa, mas manteve o seu silêncio.

- Sentem-se, por favor.-disse o pai- No que podemos ajudar os senhores?
- Eu gostaria de fazer algumas perguntas sobre o seu filho.
-Bom - o casal trocou olhares- podemos tentar responder as suas perguntas.
- Seu filho, Carl, é um estudante esforçado?
- Sim, claro que sim. -respondeu a mãe.
- Ele gosta de ler, escrever e já até planejou o que quer fazer na faculdade. -completou o pai.
- Por acaso, ele se dava bem com todos?
- Ele não tinha muitos amigos na escola, mas ele tinha muitos amigos aqui na vizinhança. -respondeu a mãe.
- Talvez ele não tenha gostado da ideia de ter mudado de escola, mas ele não demonstrava estar chateado com isso. -completou o pai.
- Qual era a escola em que ele estudava?
- Escola Dr. Nathan Ghillmore. -disseram os dois ao mesmo tempo.

Isso é interessante. Então os 4 meninos estudavam na mesma escola, mudaram de escola na mesma época, possuíam o mesmo bilhete em seus armários e foram vistos indo para o bosque juntos. Com toda a certeza eles se conheciam, mas por quê esconder isso?

- Sr. e Sra. Kraven, vocês ficaram sabendo que outros meninos foram sequestrados junto com o seu filho, certo?
- Sim...- concordou o pai.
- Vocês sabem me dizer se o Carl é amigo dos outros meninos sequestrados?
- Não. - a mãe desviou o olhar- não sei dizer.
- Mary, temos que falar a verdade -disse o pai para a mãe- talvez ele seja o único capaz de trazer o nosso filho!
- Mas John...-respondeu a mãe.
- A carta disse que não poderíamos contar nada para os policiais porque ele tinha contatos na policia que o diriam se nós avisamos a policia, mas eles não são da policia!
- Que carta? -perguntou Daniel.
- A que recebemos ontem. -respondeu o pai- por favor, salvem o nosso filho! Ele conhecia os outros meninos sim, mas nós não sabemos para onde eles foram e nem porque pegaram eles. Só ajude nosso filho... -o pai começou a se derramar em lágrimas.
- Sr. Kraven, -disse ao me ajoelhar- eu prometo que vou fazer o meu melhor para que o seu filho não sofra o mesmo destino que minha a filha sofreu.

Ele me abraçou e chorou por alguns minutos. Eles deixaram que eu desse uma olhada nas coisas do menino para ver se encontrava alguma pista que pudesse ajudar. Eles não sabiam, mas eu estava procurando por alguma coisa que pudesse me levar a localização da "Batcaverna" citada no bilhete encontrado nos armários dos meninos. Olho pelas coisas dele e percebo que a letra do menino corresponde a letra encontrada nos bilhetes. Ao revirar o seu guarda roupa, eu encontro uma foto dele junto ao os outros três meninos sequestrados, outros três garotos e uma menina em frente uma caverna... Uma caverna do bosque! Eu conheço a caverna, então eu me despeço dos pais, prometo mais uma vez que vou fazer o meu melhor e entro no carro com o Daniel.

- Vamos para o bosque, agora!
- Sim senhor. - ele dá a partida- sabe, eu devo desculpas ao senhor. Eu fui imprudente, agora que parece que temos um infiltrado na policia, não sei mais no que acreditar. -o tom de decepção era perceptível.
- Daniel, -disse com calma- precisamos achar esses meninos, depois nós iremos resolver esse problema na delegacia, certo?
- Certo.

Ele engatou a primeira e o carro saiu em disparada. Precisamos chegar até aquela caverna, EU preciso salvar aqueles meninos, em memória de Jessie. Quem será esse traidor na policia... Não sei, mas em breve irei descobrir.

terça-feira, 1 de abril de 2014

O mundo que você quer.

Bom dia pessoas, como vão vocês? Eu estava com saudades de escrever aqui no blog. De verdade. Tenho estado bem ocupado e por isso tenho tido pouco tempo para pensar em textos para o blog. Mas, então, um dia chegou e eu ouvi essa musica:
Primeiramente, eu gostaria de dizer que esses caras são demais! Eles são uma das minhas bandas favoritas. É claro que essa é uma versão acústica da música, então se vocês quiserem ouvir a versão original, é só clicar aqui. Coloquei esse vídeo por causa que a tradução já estava junto. Em segundo lugar, como
a maioria das músicas deles (por isso que eu recomendo intensamente que vocês ouçam a eles), está simples canção me fez pensar, "O que eu tenho feito?".

Eu já escrevi alguns textos com essa mesma temática, mas dessa vez, eu quero que vocês entendam o quanto cada mudança é importante. Um simples sorriso pode mudar o dia de alguém. "E dai?", vocês não se animam com a ideia de conseguir fazer alguém se sentir melhor? As vezes a pessoa está com a cara fechada porque ela tem se sentido sem valor nenhum e como se ninguém se importasse com ela. Como você acha que uma pessoa que se encontra nesse estado se sentiria com um "simples sorriso". Atos de carinho e afeto não custam nada, de verdade, não estou tentando enganar vocês. "Do que o mundo precisa?", de amor, de bondade, de fraternidade, de justiça, de honra, de paz e assim a lista continua.

Em outras palavras, do que o mundo precisa? O mundo precisa de mudança. Como disse minha colega bloggeira, Comece por mim primeiro, para depois começar pelos outros. É simples assim. Queremos que o mundo seja um lugar melhor? Precisamos ser pessoas melhores. Queremos que haja mudança? Sejamos a mudança. 

"A minha mãe precisa ser mais paciente.", seja mais paciente. "Mas você não conhece ela, Daniel! Ela é insuportável! Nada que eu faço é bom o bastante!", bom, nesse caso, resista e seja mais paciente. "Mas...", sem "mas"! Se você quer mudar o mundo, seja a mudança. A mudança não é rápida e nem imediata. Ela precisa de tempo e de constante cuidado para prosperar, crescer, se fortalecer e, só então, acontecer. Eu ainda quero mudar o mundo, e você?

Espero que vocês tenham gostado do texto, boa semana para todos.
Be Blessed

quarta-feira, 12 de março de 2014

Detetive Brown: Era uma vez (Parte 3)

Meu nome é Adam Brown, e eu sou um detetive particular. Mais cedo, neste mesmo dia, o delegado de polícia James Marshal, veio até meu escritório para pedir a minha ajuda para solucionar um caso de sequestro, mas para isso eu teria de ter um parceiro de dentro da policia. Aceitei as condições dele por estar preocupado com os meninos que desapareceram. O meu "parceiro" é novo na polícia e seu nome é Daniel Almeida. O garoto parece me admirar, mas eu não quero que ele se aproxime de mim. Já me basta ter o sangue de Jimmy, também conhecido como Detetive James Mcgarath (meu... "Falecido" amigo e parceiro de policia), em minha mente. Depois de deixar a viatura e pegar o meu carro em meu escritório, eu e o Daniel estamos indo para a escola onde os quatro meninos estudavam. Espero conseguir algumas respostas.

Depois de ter dado uma dura no rapaz, imagino que ele tenha se chateado um pouco. Droga. Não queria que fosse assim. Se não fosse pelo meus erros, talvez eu pudesse ser mais gentil com o rapaz. Me perdoe Jimmy.

- Detetive Brown?- Daniel desligou o rádio e puxou assunto.
- O que?
- Posso fazer uma pergunta para o Senhor?
- É sobre o caso?
- Bom... Não...
- Então não temos motivo para conversar.

Detesto ser grosseiro dessa forma com o rapaz, mas ele não sabe do meu passado e merece não saber.

- Bom, e se for sobre o caso?
- Então podemos conversar.
- Está bem. Por quê estamos indo para a escola em que os meninos foram sequestrados?
- Procurar pistas e falar com testemunhas.
- Com todo respeito senhor, eu fiz parte dessa investigação. Nós olhamos tudo, e conversamos com todos, não há nada lá que possa nos ajudar.
- Você está dizendo isso por quê você que fez os procedimentos?
- Não. Estou dizendo isso porque eu vi policiais que fazem isso todos os dias, vasculharem tudo e não encontrarem nada.- Posso sentir um forte tom de indignação.
- É exatamente por isso que estamos indo para a escola. Se eles não encontraram nada, é porque não procuraram nos lugares certos. Não importa qual seja o caso, sempre existe uma explicação e uma pista. Se você quer se tornar um policial, no mínimo decente, você precisará entender isso! - acabei sendo um pouco mais grosso, mas acho que ele entendeu o recado.
-...

O garoto se silenciou. Não sei o que se passa na cabeça dele, mas isso ficará para depois. Ao chegar na escola, explico para Daniel que ele deve permanecer em silêncio e só falar algo quando eu der a deixa para tal. Entrando na escola, falo com a secretária e ela nos leva até a diretora Evelin. Quando entramos na sala dela, ela demonstra sinais de quem não queria nos ver.

- Bom dia cavalheiros- disse ela com um sorriso forçado- no que posso ser útil a vocês?
- Bom, meu nome é detetive Brown, esse é meu... Parceiro. E nós viemos aqui para fazer algumas perguntas sobre o caso de sequestro.
- Mas já faz uma semana que eles sumiram. Não conseguiram encontrar nada?-o tom de superioridade é palpável- Me desculpem, mas eu já disse tudo o que sabia para a polícia, portanto, não há necessidade de vocês fazer uma visita a MINHA escola.
- Ah, mas eu não sou da polícia. Como eu disse, eu sou detetive, mas sou um detetive particular. Meu trabalho é desvinculado ao da polícia.
- Oh, é sério? - estranhamente, a diretora abriu um sorriso ao perguntar.

Nota mental: Pesquisar o passado da diretora Evelin.

- Sim, estou falando sério. Você se incomoda em responder as minhas perguntas? -tive uma idéia- Eu sei que a polícia pode ser inútil muitas vezes, e é por isso que estou investigando o sequestro desses meninos, afinal, alguém precisa tomar alguma atitude.
- Detetive... Você acaba de ganhar o direito de fazer as perguntas que tanto quer.

Daniel me olhou com uma cara de surpreso. Acho que ele não entendeu o que aconteceu, talvez eu explique para ele depois. Eu perguntei para a diretora as coisas básicas: Quem os viu pela ultima vez, em que turma cada um deles estuda, se eles tinham o costume de andar juntos e quais eram os seus hábitos. Infelizmente, ela não sabia de muita coisa que pudesse ajudar. Os meninos não costumavam andar juntos, estudam em turmas diferentes, ninguém os viu sendo levados, contudo, eles tinham uma gravação que mostrava um picape preta parar na frente dos meninos por 4 segundos antes de sair. No vídeo, o seguinte acontece: Os 4 meninos saem juntos da escola, um do lado do outro, atravessam a rua e começam a conversar na calçada oposta a escola. Então, o veiculo nomeado aparece, para na frente deles por 4 segundo e depois vai embora. Quando a picape para, ela bloqueia a visão e não permite que vejamos mais os meninos.

A lógica me diz que se achássemos o cara da picape, achamos o culpado. O que um policial faria é se despedir, sair pela porta e informar Marshal sobre o veiculo.

- (Sussurrando) Vocês tinham visto esse vídeo antes, Daniel?
- (Sussurrando) Já sim. Ainda estamos fazendo uma busca pelo carro e o seu dono.
- (Sussurrando) Então tente pressionar o pessoal do departamento. Precisamos saber quem é o dono desse carro logo.

Daniel concorda com a cabeça, pede licença e sai da sala para ligar para a delegacia. Como eu disse, isso é uma coisa que um policia faria, mas eu não sou um policial. Eu peço para a diretora me levar aos armários de cada um dos meninos. O cadeado precisa ser quebrado, mas isso é o de menos. Uma coisa me surpreende. O 4 meninos tem o mesmo poster do filme do primeiro filme do Batman. Por quê? Nota mental: Eles tem alguma conexão. Ache a conexão. No verso de cada um dos posteres, tem uma mensagem. A mensagem por si só não explica nada. É bem provavél seja uma informação que só eles conheciam. Se eles se conheciam, por quê as testemunhas afirmam que eles não se conheciam?

- Diretora Evelin?
- Sim detetive?
- Você pode me levar para a turma de cada um dos meninos? Preciso fazer uma pergunta para os seus colegas de classe.
- Claro, sem problema.
- Ah, e quando o meu parceiro voltar, peça para a sua secretaria avisar ele onde vou estar, por favor?
- Tudo bem.

Ao entrar em cada uma das salas, eu dizia " Bom dia jovens, preciso da ajuda de vocês. Seus colegas de classe foram sequestrados. Se algum de vocês souber de alguma coisa, me avisa.", nada de mais, certo? Entretanto, na ultima turma que entrei para pedir ajuda aos alunos, durante o meu discurso, percebi que um menino de cabelos loiros e olhos castanhos evitou contato visual. Pode não ser nada, mas também pode ser o que vai me fazer achar esses meninos. "É claro que se vocês souberem de alguma coisa e não me contarem, vocês poderão ser presos por ajudar o culpado.", quando eu disse isso, o menino fixou o seu olhar em mim, e então, pude perceber que ele estava assustado e com medo. Nesse mesmo instante, Daniel entrou na sala.

- Daniel, prenda esse menino! -disse enquanto apontava para o menino loiro de olhos castanhos.
- Você não pode fazer isso!! Você me disse que não era policial! -gritou comigo a diretora- Você não te o direito e nem a autoridade!
- Bom, eu não menti. Eu não sou policial... Mas o meu parceiro é.

Ela começou a querer discutir, mas eu encarei o Daniel para que ele "prendesse" o menino. Ele se lembrou que iria fazer o que eu mandasse e logo o fez. Falei para que ele levasse o menino para a sala da diretora antes de mais nada. Ao sair da sala, chamei a diretora de canto.

-Fique calma! Eu não vou prender o menino, mas eu acredito que ele pode saber de alguma coisa de útil.
- Então por quê você não disse isso lá na sala?
- Porque ele só demonstrou preocupação com a segurança dele, quando eu "ameacei" quem se recusasse a ajudar. Não se preocupe, eu sei o que faço.

Ela me encarou com uma cara de desprezo, mas concordou. Fui de encontro ao menino na sala da diretora. Espero conseguir algo de útil ainda hoje. Ao entrar na sala, percebo que ele se encontra aflito e tenso. Será que ele realmente sabe de alguma coisa? Pedi que a diretora esperasse do lado de fora junto com o meu "parceiro".

- Bom dia, filho. Está tudo bem?
- ...
- Olha, -disse ao me sentar na cadeira- você não precisa ter medo. Eu não vou te prender.
- Então por quê...
- Porque você sabe de alguma coisa sobre o desaparecimento dos meninos, não é? Seja sincero e me diga o que você sabe.
- E-eu não sei de nada, OK?
- Não é o que me parece. Vamos começar pelo simples, você conhecia os meninos sequestrados?
- Eu sou amigo do Jeff... E-ele era... É da minha turma. E eu já joguei bola com o Carl também. Os outros dois, eu não conheço.
- Eles são amigos?
- Bom, eu acho que sim. N-não sei dizer.
- Como assim?
- É que eu nunca tinha visto os quatro andando juntos, antes da semana passada.
- Você viu eles juntos na semana passada? Onde? Quando?
- Eu vi sim. No intervalo e na hora da saída.
- Então você viu eles serem sequestrados pelo carro preto?
- Bom, -o menino hesitou- eu acho que sim.
- Como assim, você acha?
- É que eu vi eles atravessando a rua, e também vi o carro parando na frente deles... Mas depois que o carro foi embora, eu acho que ainda consegui ver eles indo embora da escola juntos, em direção ao bosque em frente a escola. Eu só não tenho certeza se eram eles ou não.

Merda! Isso complica as coisas. Será que esse "sequestro" não se trata apenas de um caso de meninos "fujões"?

- Está bem. Você disse que viu eles juntos no intervalo também, não é? Você sabe o por quê?
- Não sei...
- Bom, isso não é bom...
- Mas eu ouvi um trecho da conversa que eles estavam tendo.
- O que você ouviu?
- Nada demais, só ouvi o Carl falando que eles estavam ferrados. Que alguma coisa voltou pra machucar ou assustar eles. Eu não lembro direito.
- Tudo bem. Obrigado pela ajuda. Não precisa se preocupar OK? Pode voltar para a sua sala.

Quando o menino saiu, a diretora me encheu de perguntas, mas tudo que eu disse foi que o menino não sabia de muita coisa e que eu precisaria de mais coisas para formular uma teoria mais concreta. Nos despedimos e eu e Daniel fomos para o carro. Ele estava quieto até o momento em que entramos no carro.

- QUE MERDA FOI AQUELA DE PRENDER O MENINO?
- Acalme-se Daniel, está tudo sob controle.
- SOB CONTROLE? CONTROLE DE QUEM? PORQUE SE FOR SOB O SEU, ENTÃO ESTAMOS TODOS FERRADOS!
- Daniel...
- OLHA, EU ADMIRO O QUE VOCÊ FEZ COMO DETETIVE, MAS EU ME RECUSO A TRABALHAR ASSIM! EU NÃO VOU SEGUIR ORDENS CEGAMENTE PARA VOCÊ...
- CALE-SE, GAROTO! Se você quer tanto saber eu posso te contar, mas você precisa se manter calmo e lembrar que eu já resolvi centenas de casos antes! Pelo menos tenha respeito pela minha experiência profissional!
- ...
- Agora, se você parou de resmungar, nós vamos precisar visitar cada um dos pais dos meninos. Consegue fazer isso?

Ele não respondeu. Apenas ligou o carro, engatou a marcha e começou a dirigir. É por isso que eu não queria ter um parceiro. Eu sabia que iria dar problema. Ainda tenho muitas perguntas em minha mente. Se foi um "sequestro" por quê o menino disse que viu os quatro meninos em direção ao bosque depois do carro preto ter passado? Por quê eles foram para o bosque juntos se eles não eram amigos? E por quê os quatro meninos tinham o mesmo poster com a mesma mensagem "Ela voltou. Precisamos nos encontrar na Batcaverna." no seu verso do mesmo? Preciso de respostas, e preciso delas logo. Só espero que os pais dos quatro meninos possam me dar algumas respostas.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Comece por mim primeiro, para depois começar pelos outros

Sempre queremos que as pessoas de algum modo prestem atenção em nós, alguém que nos observe e nos encoraje a seguir em frente. Vivemos em um mundo que, por mais que queiramos ser independentes, de fato nunca vamos ser, pois vamos precisar de alguém para algo ser concluído. Tem uma pergunta que faço para mim todos os dias: O que faço para ajudar as pessoas que estão a minha volta?

Então, sempre pensamos que eu não preciso ajudar muito porque já faço isso algumas vezes, que não precisamos porque não queremos ajudar ou aquela pessoa não merece ser ajudada. Claro que muitas vezes não vamos poder ajudar em tudo, mas o que puder fazer, faça. Não precisa ser com muita coisa, apenas com palavras podemos ajudar alguém, com um gesto de amizade e respeito. Por que esperamos sempre dos outros?

Esperar os outros tomarem as atitudes para depois tomarmos faz com que fiquemos sempre perdidos.  Mas perdidos, como assim perdidos? Perdidos de nunca tomarmos atitudes certas, de esquecer um pouco o nosso orgulho e ceder algo para alguém.

Ao longo da nossa vida nós formamos famílias e amigos, com quem podemos nos importar e crescer ainda mais com eles. Então por que não começar a se importar com quem está a nossa volta? Aprendendo que com a ajuda de um podemos conseguir mudar muita coisa. E acima de tudo olhar para o próximo com mais amor. Se importe com esse "alguém" do mesmo jeito que você se importa consigo e se você não se importa consigo mesmo, comece a perceber mais em você para que as pessoas venham querer estar a sua volta.

Somos humanos, somos de carne, nos ferimos, nós erramos. Mas não deixe passar oportunidades na vida. Algo que somente você pode fazer. E sim, começar por mim primeiro, para depois começar pelos outros.


sexta-feira, 7 de março de 2014

As pequenas coisas.

Bom dia pessoas, tudo bem? Como foi o feriado de vocês? Se divertiram? Eu sei que eu me diverti. Sei que alguns de vocês provavelmente "pulou" muito nesse carnaval, mas eu devo dizer que eu não tenho o costume de fazer isso. Eu já não sou do tipo de pessoa que gosta de sair para farrear durante a noite, sinceramente, eu prefiro ficar em casa, jogar video game e passar tempo com a minha família. E foi exatamente assim que eu passei o meu carnaval. Joguei Imagem e Ação com a minha família, joguei no meu PS3 com a minha família e fui para a praia com a minha família. O feriado foi bom? Evidentemente que sim, mas aconteceram algumas coisas que me deixaram perplexo e me fizeram pensar um pouco.

Toda a vez que a minha família decidia viajar e tínhamos que escolher entre uma viajem ao campo ou uma viajem a praia, sempre tive um preferência pelo campo. A minha escolha sempre foi o campo. Por quê? Gosto de ouvir o som de pássaros a cantar em uma manhã ensolarada, do som de pequenos riachos correndo pela terra, do cheiro das plantas que cobrem o chão,da sensação de grama sob meus pés e da visão épica de se olhar uma montanha com o seu pico coberto por uma suave neblina. Poético, não? Pois é, essa é a razão de eu ter preferência pelo campo, mas eu devo dizer que depois dessa última viagem à praia, quando tiver que decidir novamente, deverei pensar um pouco sobre a minha resposta.

Sabe, eu aprendi a apreciar um pouco mais a experiência de andar sobre a areia, sentir o cheiro do mar e sentir as águas do mar sob meus pés. Poético, não? Talvez, mas não é esse o ponto. Eu não gostava muito de ir para a praia por causa da sujeira que as pessoas deixam na areia. Você consegue encontrar uma infinidade de coisas na areia de uma praia. Existem praias que não estão sujas? Sim, mas não são muitas. A sujeira sempre me incomodou e não só a sujeira, mas a forma como as pessoas não se importam de sujar aquilo que é de todos. Espigas de milho, embalagem de picolé, bituca de cigarro... Enfim, sujeira, sujeira e mais sujeira. Uma frase que ouvi em um jogo uma vez me veio a mente "Out of sight, out of mind", uma tradução livre poderia trazer o seguinte significado "Fora de vista, fora de preocupação". "O que isso tem a ver com o lixo na praia, Daniel? Você sabe que todo esse lixo fica visível, não é? Se ele fica visível, ele não ficaria fora de vista." eu concordo com você e, na teoria, realmente o lixo não fica fora de vista... Mas não é isso que acontece na prática.

Quando, por exemplo, uma pessoa deixa seu lixo na praia e vai embora, ela "deixa" de ver o lixo que ela deixou. Na próxima vez que essa mesma pessoa voltar a praia, aquele lixo, não será mais o "seu lixo", mas sim o "lixo de todos" e como esse lixo é de "todos" quem tem a responsabilidade de limpar esse lixo é o governo e por mais que ele tenha boas políticas de limpeza, o governo não consegue recolher todo o lixo que é deixado para trás. O que essa pessoa faz? Ela reclama do governo porque ele não cuida da limpeza da cidade e ai essa pessoa começa a reclamar da politica, da educação e assim vai, mas no fim, essa pessoa não faz nada. E então, o ciclo se repete e a roda não para de girar. AONDE vamos parar? QUANDO vamos parar?

"Mas o que isso tudo tem a ver com o seu carnaval Daniel?", Tudo. Por mais que essa seja uma triste realidade e eu não tenha conseguido fugir dela em minha viajem, eu ainda consegui aproveitar as belezas do litoral. Como? Sinceramente, eu não tenho certeza. Talvez tenha sido porque eu estava com a minha família e não tenha ligado tanto para isso. Talvez tenha sido por causa das simples sensações, como a areia sob meus pés, que fizeram a viajem valer a pena, ou talvez seja uma junção das coisas que me fez dar uma importância aos pequenos momentos de alegria. Pequenos momentos. Tudo se resume a isso. A importância que damos as coisas. Quem sabe, se dermos importância para o cuidado da praia e de todo o resto, teremos um mundo melhor. Bom, a esperança é a ultima que morre.

Be Blessed.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Detetive Brown: Era uma vez (Parte 2)


Meu nome é Adam Brown e eu sou um detetive particular. Eu acabei de concordar com James Marshal que iria trabalhar em conjunto com a polícia de Detroit para resolver um caso de sequestro. Quatro meninos, que sumiram no mesmo dia. Já faz uma semana que a polícia está no caso e não encontraram nenhuma pista. James me contou que o prefeito concordou em pagar pelos meus serviços, caso eu aceitasse trabalhar em conjunto com os policiais. Não concordei por causa do dinheiro, mas porque esses meninos precisam de ajuda e rápido.

Ao chegar na delegacia eu começo a me lembrar dos bons tempos que tive aqui com o meu parceiro James Macgarath. Jimmy, como eu gostaria que você ainda estivesse aqui... Se ele ainda estivesse vivo, ele já teria encontrado esses garotos. Se você puder me ouvir Jimmy, espero que você possa me perdoar pelo o que eu te fiz. Ao entrar no prédio, já posso sentir os olhares de reprovação. Nenhum deles me queria naquele lugar e eu não queria estar ali. Eles começam a cochichar entre si, provavelmente questionando o motivo de eu estar ali, mas não importa. Continuo caminhando em direção a sala de Marshal, até ser interrompido pelo Steven Huges. Droga! Nota mental: Tentar não bater no babaca.

- Olha só quem voltou para ser preso!- disse Huges com um tom irônico.
- Huges, saia do caminho, por favor. -Tentei não manter contato visual para evitar irritação- Eu preciso falar com o delegado.
- Ha, o único lugar para aonde você vai é para a cadeia!
- Sob qual "acusação"?
- Nenhuma em específico, eu só quero prender você, seu monte de merda insolente! -Ele estava tentando provar alguma coisa para os outros policias, só não sei o que.
- Olha, Huges, se você tem um problema, esse problema é seu e somente seu! -Levantei meus olhos e o encarei- Então me faça um favor e guarde a sua estupidez para si.
- RRRRAAAAAAAHHHHH!!

Depois de gritar, ele tenta me socar. Que previsível. Eu me esquivo, ele erra o soco e cai no chão feito um idiota. Ele se levanta e começa a me xingar de todos os nomes possíveis. Eu não prestei atenção, dei de ombros, me virei e voltei a caminhar em direção ao escritório de Marshal. Os outros policiais tentam acalmar Huges, mas eu sei que não vão conseguir. Ele só ficará em paz quando conseguir me matar. Ao chegar no escritório de Marshal -que havia me deixado na padaria antes de vir para seu local de trabalho- bato na porta e entro.

- Entre Adam, por favor.
- Você sabia que era eu por causa da gritaria lá fora, não é?
- Quem mais consegue tirar o Detetive Huges do sério além de você? -disse Marshal com um tom irônico- Mas isso não importa. Eu imaginei que ele te trataria assim, contudo, o que de fato me surpreendeu foi você ter conseguido manter a calma.
- Você mesmo disse, "é bom ver que algumas coisas mudam". Bem, podemos deixar essa conversa de lado e começar a falar sobre o caso?
- Sim, sim. Bom, a situação é a seguinte...

Marshal me explicou que os meninos que sumiram, Jeff Graham, David Johnson, George Bilboard e Carl Kraven, estudam na mesma escola. Eles desapareceram, no mesmo dia, na mesma hora. Sequestrar quatro meninos ao mesmo tempo não é uma tarefa fácil. Nota mental: é bem provável que esse sequestro estivesse sendo planejado há algum tempo. Jeff, David, George e Carl tinham treze, doze, catorze e treze anos respectivamente. Marshal também disse que de acordo com os professores e colegas de classe eles não se falavam muito. Então por quê eles seriam sequestrados juntos? Nota mental: as vitimas DEVEM TER algum tipo de ligação, procure essa ligação! J. Marshal me disse que eles entrevistaram os pais, mas que não conseguiram muita coisa deles. Bom, devo dizer que eu não estava esperando que quando ele disse que não tinha pista nenhuma, ele realmente não teria pista nenhuma.

- Obrigado James, acho que já sei por onde começar! Agora, se você me da licença, eu vou tentar achar esses garotos.- Me virei, mas antes de sair pela porta, Marshal me chamou.
- Espere Adam, você se lembra das condições do prefeito, certo?
- James, eu não vou fazer uma parceria com ninguém!
- Se você não fizer, eu vou ter que te proibir de prosseguir com essa investigação.
- James...
- Eu estou falando sério Adam!-Marshal engrossou o tom de voz- Isso não é um jogo! Se você não cooperar, não vamos poder ajudar aqueles meninos.

Eu suspiro. Penso nos meninos que estão perdidos e querem voltar para casa. Penso na minha pequena Jessie, a minha grande guerreira. Jessie gostaria que eu ajudasse esses meninos, na verdade, ela ficaria nervosa se eu não o fizesse.

- OK James, você venceu. Onde está o meu "parceiro"?
- Ele está no lado de fora da delegacia, te esperando na viatura. Ele é novo aqui, mas tem mostrado um grande potencial. O seu nome é  Daniel Almeida, ele será um grande detetive algum dia, por isso achei que seria legal ele aprender com você.
- Que comovente...
- Eu estou falando sério Adam! Esse garoto tem muito potencial, então não seja grosseiro.
- Vou ver o que posso fazer.

Um novato, não acredito que Marshal fez isso comigo! Pelo menos não vou ter que fazer parceria com Huges. Eu saio da sala de J. Marshal e me ponho a caminhar para fora. Ouço Huges resmungar alguma coisa, preferi não dar atenção e continuar meu caminho. Quando eu chego no lado de fora, vejo o jovem e percebo que ele foi o policial que me abordou depois que eu sai da delegacia, depois de resolver o caso da menina Elizabeth. Eu entro no carro e ele parece animado.

- Sr. Brown, é uma honra poder participar de um investigação com o senhor! Eu espero ser muito útil para...
- Olha, Almeida...
- Daniel, me chame de Daniel, por favor!
- OK, Daniel, as coisas vão funcionar da seguinte forma: quando eu falar para você fazer, você faz! Você não faz perguntas sobre a minha maneira de trabalhar, entendeu? Eu não faço as coisas da mesma maneira que Marshal faz, portanto você ouve, presta atenção, observa e aprende, entendeu?
- ...
- ENTENDEU?
- Entendi...
- Muito bem, agora nós vamos para o meu escritório pegar o meu carro. Essa viatura não é nada discreta. Vamos lá pegar o meu carro e depois vamos para a escola dos meninos desaparecidos.
- Sim, senhor.

Não quero ser injusto com esse menino, mas depois da morte de Mcgarath, não quero pensar na ideia de ter um parceiro, por isso não quero que ele se simpatize comigo. De qualquer forma, está na hora de conseguir algumas respostas, está na hora de ir para a escola!

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Em minha mente, um mundo diferente.

Bom dia pessoas, como vão vocês? Eu espero que vocês estejam bem. Ei, vocês sabia que "Daniel" escrito ao contrário fica "Leinad"? Interessante, não é? Pois é, eu sei que não. De qualquer forma eu queria compartilhar isso com vocês (não sei porque).

No dia 14 deste mês de fevereiro, o blog faz 4 meses. Legal, não é? E nesse tempo todo, eu falei muito pouco sobre mim. É claro que eu expus a minha opinião e compartilhei minhas ideias com vocês, mas não falei sobre quem eu sou de forma mais aprofundada. Eu acho que está na hora de mudar isso, e vou começar da maneira mais simples possível.

Meu nome é Daniel Gallante Reis, eu tenho 18 anos, acredito em Jesus Cristo como meu único e suficiente salvador, tenho 1,74 metros de altura (eu acho), gosto de filmes, revistas em quadrinhos, conhecer novas pessoas, rever velhos amigos, conversar com pessoas que são extremamente importantes para mim, ficar em casa jogando video game, jogar jogos com meus amigos e família e muitas outras coisas que não consigo pensar agora. Uma das coisas que me lembro de acontecer, desde da época em que eu não sabia escrever direito, é de pessoas fazendo brincadeiras e piadas com o meu sobrenome "Gallante". Eu vou ser sincero, eu gosto do dele, mas eu não esquecer das minhas professoras chatas e sem graça que sempre faziam a mesma piada sem graça...

- Hora da chamada, meus alunos. Alexandre Lima?
- Presente.
- Alice Romenia?
- Presente.
(Alguns nomes depois...)
- Daniel... Espera ai... É isso mesmo?(risos) Quem é "Daniel Gallante Reis"?
- Sou eu professora...
- Você... Então que dizer que você é... "Gallanteador"? (Riso histéricos)

Sim, eu aguentava essa piada toda vez que mudava de sala, escola ou era apresentado a uma pessoa um pouco mais velha. Sempre foi uma droga. Teve até uma época que eu queria mudar de nome pra poder evitar essa piada. Melodramático de mais? Talvez, mas eu estava de saco cheio de ouvir sempre a mesma coisa. Felizmente, o tempo passou e eu aprendi a gostar muito do meu nome. Infelizmente, ainda existem pessoas que fazem piada com ele, mas eu aprendi a lidar com isso. :D

Bom, como alguns de vocês devem ter percebido, eu gosto de fazer brincadeiras e piadas. Se você não percebeu: eu gosto de fazer piadas! Não garanto que elas serão engraçadas, mas tento ser uma pessoa animada. Gosto da ideia de que a vida pode ser alegre e cheia de esperança.

Sabe, quando eu comecei a escrever o blog, eu não tinha ideia que conseguiria ter tantas ideias para textos e histórias. Uma das coisas que mais me surpreendeu, foi o fato de ver que, grande parte das minhas ideias que postei, grande parte de vocês pareceu concordar (ou pelo menos achou o texto legal). Eu queria fazer um blog a muito tempo atrás. Não tenho certeza, mas eu acredito que fazia uns 2 anos que eu dizia para mim mesmo "eu vou fazer um blog, e vai ser legal!". Em novembro do ano passado, eu tinha acabado de chegar do trabalho, cansado por causa do trânsito de São Paulo (ainda assim, eu continuo amando essa cidade!) eu deitei no sofá e liguei o computador para dar uma olhada no meu e-mail e resolvi dar uma limpada nele, tirar tudo o lixo que tinha por lá. Foi lá, revirando o meu lixo virtual que eu encontrei um rascunho de um texto que eu tinha escrito para o meu "futuro" blog. Na época em que eu escrevi esse texto, eu queria criar um blog, mas não o fiz. Contudo, depois de ler o meu texto, eu me senti motivado e decidi: de hoje não passa! E naquele mesmo dia, eu criei o Em minha mente, um mundo diferente. Legal, não é?

Todavia, essa vontade de fazer um blog não veio da vontade de que outros pudessem me admirar e nem nada, por que se fosse, eu estava lascado! Eu já disse em outros textos, e vou dizer de novo: eu gosto de conversar, falar e expressar as minhas opiniões e ideias! E esse foi o verdadeiro motivo deste blog ter sido criado! É claro que eu me animo e fico feliz quando vocês demonstram que concordam com minhas opiniões, mas eu estou fazendo uma coisa que me anima e esse é o principal.

Eu gosto do jeito que sou, mas tem coisas que eu preciso mudar. Eu quero ser um homem melhor e quero ajudar os outros a serem melhores também. E foi dai que surgiu o nome do blog. Eu quero ajudar a todos e gostaria de resolver todos os problemas, mas tudo que posso fazer é ajudar uma pessoa por vez, e juntos podemos transformar o mundo.

Esse é o texto pessoas, espero que vocês tenham gostado, até a próxima.
Be Blessed

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Detetive Brown: Era uma vez.

Meu nome é Adam Brown, e eu sou um detetive particular. Faz um mês desde o caso da menina Elizabeth Gray, desde então, eu tenho resolvido casos menores que tem vindo para meu escritório no decorrer dos dias. Parece que a imprensa fez questão ir atrás de descobrir que realmente resolveu o caso e alguém falou meu nome. Isso não é a cara de James, ele não costuma ir contra uma orientação direta do prefeito. Talvez tenha sido alguém que estava me acompanhando... Não importa, já aconteceu. Pelo menos estou trabalhando mais.

Ouço um barulho de motor na rua, mas não é um motor qualquer. É o som do motor de um V8 em um Camaro 96 customizado. Olho pela janela e vejo a maquina pintada com um azul fosco, com certeza é o James Marshal. Será que ele veio me pedir para entrar na polícia de novo? Não sei, talvez. Ouço ele bater na porta.

- Pode entrar. Seja bem vindo James, no que posso te ajudar?
- Como você sabia que era eu? -perguntou ao entrar.
- Quem mais tem um Camaro 96 customizado além de você nessa cidade?
- Ha! Verdade. Posso me sentar?
- Claro! Quer um copo de whisky?
- Por favor. Você não vai tomar também?
- Parei de beber a alguns anos atrás.
- Ha! É bom ver que algumas coisas mudam. Um brinde às mudanças boas!
- Por que você veio me visitar James? Depois de todos esses anos que eu sai da polícia, essa é a primeira vez que você vem me visitar.
- Bom, nem tudo muda... Você continua sendo direto, então também serei. -seu rosto amigável agora se tornou em rosto amargo e preocupado- Preciso que você venha comigo.
- Você veio só pra me prender de novo?
- Não! Olha, é uma situação delicada... Preciso que você me ajude a investigar um caso de sequestro.
- Outro sequestro? Depois de todo o trabalho que tive no caso da Elizabeth, você quer que eu me envolva com outro caso de sequestro?
- Antes de recusar, ouça-me. Dessa vez, temos quatro garotos sequestrados, todos no mesmo dia. Já faz uma semana que eles sumiram e não temos nenhuma pista para seguir. Eu... Eles, precisam da sua ajuda.
- James, eu...
- Eu já conversei com o prefeito -disse ele me interrompendo- e ele concordou em te pagar, caso você nos ajude a resolver esse caso.
- James...
- Por favor, eu estou desesperado! -ele me interrompeu mais uma vez- Você é um dos melhores detetives que eu já vi, por favor...

Eu respirei fundo. James não costuma implorar, não importa a situação. Acho que ele realmente está desesperado. Eu olho no fundo do olhos dele e digo:

- James, você sabe a minha disposição de ajudar não depende do dinheiro, -eu suspiro mais uma vez- então você pode ter certeza de que eu vou te ajudar.
- Ah, obrigado Adam! -sua animação ficou evidente- Eu...
- Mas isso não significa que eu vou voltar para a polícia! -interrompo ele- Você consegue entender isso?
- ... Sim Adam, eu entendo -sua animação já não é mais a mesma-  Bem, vamos. Precisamos resolver alguns detalhes antes de você poder realmente começar a sua investigação.

Antes de entrar no seu carro e dirigir para a delegacia, ele me disse que o prefeito tinha algumas condições com relação ao meu trabalho conjunto com a polícia. Primeiro: Eu preciso ter um parceiro que seja um membro efetivo da força policial. Droga. Eu não queria ter de trabalhar com outro parceiro depois do que aconteceu com James Mcgarath. Jimmy era um cara legal, ele não merecia ter morrido daquela forma. A culpa é toda minha. Só concordei com a ideia de trabalhar com um outro parceiro por causa da necessidade de encontrar esses garotos. Segundo: Se o caso terminar bem, o crédito da resolução do caso vai para a policia. Caso contrário, a culpa será minha. Ha, claro que será culpa minha. Sempre é. Não importa agora, esses meninos precisam de mim, e eu não vou desaponta-los.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

What love is to me?

Bom dias pessoas, como vão vocês? Se eu não me engano, eu estou em divida com vocês em relação a um tema. LOVE. Se ainda não ficou claro, eu quero falar de amor (Ba dum tss).  Eu quero deixar claro que as palavras que irei escrever nos próximos parágrafos reflete a minha opinião pessoal que foi um resultado de experiências próprias e, também, da maneira que fui criado. Dito isso, acredito que tudo que precisava ser dito previamente, foi.
Agora, falando de maneira honesta, o amor, para mim, é tudo. Eu já passei por muitas coisas que me deixaram triste, e que também me deixaram feliz. Não quero contar o que aconteceu, mas quero contar o que aprendi.

A primeira coisa que eu aprendi é que não existe apenas amor entre pessoas que se dizem estar em um relacionamento amoroso. Existe também amor de irmão. Como eu disse no meu outro texto, amar alguém como um irmão é confiar que essa determinada pessoa, não vai te abandonar. Não hoje, não amanhã e nem nunca. Confiar, de forma verdadeira, nos dias de hoje é muito difícil, mas não impossível. Todos nós temos alguém que contamos nossos segredos e confiamos com todas as nossas forças, até que chega um dia e essa suposta "irmã" te trai de uma forma que você jamais imaginou ou esperou. E o que você faz? Fecha o seu coração com medo de se machucar de novo. Contudo, ao meu ver, quando se quer amar, é preciso estar pronto para se machucar! E isso me leva a segund
a coisa que aprendi.

Para se amar alguém, de verdade, você precisa abrir o seu coração. "Mas eu não vou me machucar?", talvez, não posso prometer que não. Sabe, eu gosto de me comunicar com as pessoas. Gosto de conversar e partilhar experiências minhas e eu já me machuquei muito. Quando eu falo em "abrir o seu coração" o que eu espero que vocês entendam que não estou pedindo que vocês contem os seus segredos para todas as pessoas novas que virão a conhecer, mas que estejam dispostos a conversar com pessoas novas e gerar novas amizades  e deixar que outras pessoas façam parte da sua vida. Se fechar para o mundo externo, nunca é a resposta.

A terceira coisa que aprendi é que existe uma diferença clara entre paixão e amor. A paixão pode ser a "chama" inicial que acende a fogueira de um relacionamento, contudo, o amor é a "pessoa" que continua colocando lenha para manter a fogueira acesa. A paixão, pode sumir no primeiro sinal de problema. Vamos supor o seguinte: Você tem um amigo e vocês não passaram por nenhuma situação difícil antes. Em um belo dia, o pai dessa pessoa morre. A pessoa passa por semanas de sofrimento pela morte do pai. Sinceramente, o que você faria? Apoiaria a pessoa na primeiras semanas, conversaria com ela e tentaria apoiar-la. Contudo, ela continua se sentindo mal com o passar das semanas. Já se passou mais de dois meses e você tenta apoia-la, mas você começa a se afastar dela porque você não suporta toda essa "negatividade" e por fim, para de falar com a pessoa? Ou você apoiaria, faria um esforço a mais para tirar ela daquela situação? Um exemplo? Passar a noite inteira ao lado dela, não para falar sobre superação apenas, mas para, simplesmente, estar lá. Estar ao lado do seu amigo. Tenho certeza que no primeiro momento, muitos diriam "Eu só faço a segunda opção! Eu não sou egoísta.", mas eu quero que você seja sincero consigo mesmo: é isso que você faria de verdade? A paixão pode ser facilmente apagada pelas dificuldades, mas o amor é capaz de suportar tudo. O amor, pode suportar tudo se for fundamentado em algo que possa sustenta-lo.

E essa é a quarta coisa que eu aprendi. No que deve ser fundamentado o amor? Ao meu ver, esses são os quatro fundamentos que devem existir: Confiança, Amizade, Dedicação e Amor Verdadeiro. Tudo está interligado e conectado. Se você não confia no que a pessoa, com quem você se relaciona, diz ou faz, como você vai ser capaz de contar seus segredos?  Como você vai contar os seus segredos se você não se esforça para entender pelo o que a pessoa está passando?  Se você não se esforça para entender, como você pode dizer "eu te amo", se não será totalmente sincero? Quando se ama de verdade a pessoa, você faz o possível para entender seus sentimentos, para que ela possa confiar em você a ponto de contar seus segredos, o que resulta na confiança mutua dos relacionados. Isso é amor verdadeiro.

Para concluir, uma das ultimas coisas que eu aprendi é a importância de saber esperar. "Esperar pelo que?", simples: esperar pelo momento certo. Todas essa coisas que eu aprendi, me ajudaram a amadurecer e entender muitas coisas e a minha conclusão foi: não adianta querer avançar no tempo se você não está pronto para o futuro e suas obrigações Assim como eu falei no meu último texto, eu errei, mas não quero mais errar. Eu me apaixonei por pessoas que nunca me fariam feliz, e me arrependi. Eu dediquei tempo, força e paciência em amizades que não me renderam nada em troca. Mas, por quê eu sofri com essas situações? Porque eu não soube esperar. O que eu estou fazendo atualmente? Sofrendo as consequências dos meus erros. De hoje em diante, eu vou esperar. Vou continuar aberto a novas amizades? Claro que vou! Estou pronto para deixar meu coração exposto? Claro que sim, mas isso não significa que vou apressar as coisas. Tudo tem seu tempo e seu momento. Quando finalmente conseguirmos entender isso, não  mais "sofreremos por amor". Não mais teremos de "aprender com os nossos erros". Não ficarei parado enquanto espero, mas não apressarei o futuro. Eu vou fazer o que precisa ser feito hoje, para que quando o tempo chegar, eu possa fazer o meu melhor. Eu vou me preparar para estar pronto quando o dia chegar, e eu vou estar pronto! E você?

Bom, pessoas, esse é o texto de hoje. Eu não sei qual é a posição de vocês em relação a esse assunto, mas essa é a minha. Eu espero que vocês tenham gostado do tema e do texto. Quem quiser acompanhar a página pelo Facebook é só clicar aqui. Se vocês tiverem alguma sugestão de tema, sintam-se livres para utilizar os comentários para sugerir. É isso ai, e até a próxima.
Be Blessed


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Lembro como foi o ontem

Olá pessoal, estou muito contente de poder usar um pouco do meu tempo para escrever minhas ideias e pensamentos. Pretendo deixar palavras que possam ajudar vocês. Pensei em uma apresentação formal, mas vamos lá... Em primeiro lugar me chamo Larissa e gosto de escutar muita música e entender a mensagem que ela quer passar, gosto de ler muitas histórias e me imaginar como o herói.

O tempo que passo escrevendo aqui me faz pensar de certa forma como falar com cada um de vocês e é exatamente sobre o tempo que quero falar, e lanço uma pergunta: De que maneira tem usado seu tempo?
Logo vamos parar para pensar sobre o que é tempo. Nada mais é do que momento onde desenrolam acontecimentos, seja no passado, no presente e o que será no futuro, é o seu tempo. 
Todos os dias somos bombardeados com notícias e atos que nos fazem entristecer e desistir de muitas coisas. Passamos por momentos que queremos apagar do nosso tempo e, muitas vezes, choramos por ter essas lembranças.

Precisamos desse tempo que vivemos no passado, pois dele, por mais que seja difícil, pegamos todas as experiências e transformamos em algo que nunca deve acontecer novamente. Mas, ainda mais que isso, precisamos do nosso tempo presente, porque é nele que vamos fazer do jeito certo. 

Reclamamos muito do tempo, só que o mesmo tempo que corre para você, também corre para todos. Quando o tratamos de uma maneira fútil, nós o ignoramos. Temos que descobrir o que o “TEMPO” é capaz de fazer em nossas vidas e dar importância a ele. E por mais que seja difícil, temos que aproveita-lo da melhor maneira. Tudo tem seu tempo determinado e não adianta querermos passar sem lidar com cada momento na nossa vida. Há tempo para todas as coisas e podemos e podemos aprender, extrair e frutificar independente do tempo que temos. 

O nosso tempo é esse e agora. Temos que nos livrar do que não é de valor e agregar o que é importante e aproveitar de uma maneira intensa. 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

"Errar é humano", mas e se eu não quiser mais errar?

Bom dia pessoas, tudo bem? Como essa semana se iniciou para vocês? Eu, sinceramente, preferia que ela tivesse começado de outra forma, mas eu não posso mudar o que já aconteceu e nem posso discutir com aquilo que já deveria ter sido feito. Depois de pensar um pouco eu fiquei me perguntando "Por quê é tão difícil fazer o que é certo? Por quê insistimos em errar para aprender?". Eu, pessoalmente, cometi, cometo, mas não quero cometer mais erros. Dizem que é errando que se aprende, mas será que essa tem que ser a nossa regra diária?

Muitas pessoas famosas que fizeram grandes descobertas, precisaram "errar" para chegar a uma visão
mais correta do mundo, não é? Então, a conclusão mais óbvia é de que para termos uma visão mais "correta" do mundo eu preciso cometer erros? Não ao meu ver. Quando as pessoas usam esses cientistas e suas descobertas para justificar o "errando e aprendendo", eu penso em duas coisas. A primeira é "Se eu posso errar para aprender, isso quer dizer que eu preciso matar alguém pra aprender que é errado matar?". Obviamente, a reaç
ão das pessoas a essa frase é "Claro que não! Isso não é valido em 100% dos casos!", o que leva a meu segundo pensamento: Se NÃO é valido para TODOS os casos, por quê, em muitas vezes fingimos que é?

Por mais que eu quisesse, que fosse fácil assim de se parar de errar, não é tão simples. Não somos perfeitos e erramos. Acontece, mas há uma diferença entre errar por descuido e errar propositalmente. Acompanhe meu raciocínio: Imagine que você gosta de fumar, mas não sabe de todos os efeitos negativos que o cigarro causa ao seu organismo. É evidente que fumar é um erro, pelo simples fato de que ele faz mal a saúde de quem fuma, mas se você não sabe desses males causados pelo cigarro, não há motivos para se parar de fumar, certo? Até que um dia, você descobre que está com câncer por causa desse hábito. O que você pensa? "Se ao menos eu soubesse...". Existiram consequências? Sim, mas foi um descuido. Depois desse descuido é natural que aja alguma mudança significativa que seja uma "redenção" desse erro. Agora, imagine que você sabe dos riscos que o hábito de fumar traz, e ainda assim você fuma, você está consciente de seu erro e escolheu se arriscar. "Mas eu posso parar quando eu quiser.", claro que pode, mas não será fácil e você sabe.

"Ah Daniel, então você odeia os fumantes?", não, eu não odeio ninguém. Apenas usei isso como exemplo porque os males do cigarro são conhecidos por todos. Nada além disso. Enfim, existem erros que acontecem por descuido e outros que são propositais. Em outras palavras, em casos que os erros poderiam ser evitados, nós escolhemos errar.

As vezes, pessoas que já passaram por situações parecidas, nos aconselham a mudar de caminho antes que seja tarde demais para sair sem maiores complicações. Entretanto, escolhemos fazer o errado porque "A vida é minha. Eu faço o que eu quero com ela!". De fato, cada um cuida da sua vida, mas será que é melhor aprendermos só com os nosso erros, ou podemos aproveitar a experiência dos que já viveram para evitar que o pior aconteça?

Recentemente, eu cometi um erro, um erro que não afetou só a mim, mas também a pessoas com quem me importo muito. Não consigo parar de me sentir culpado por causa desse erro e das consequências que ele trouxe e ainda trará, mas eu devo admitir, que se eu tivesse ouvido meus pais, nada teria acontecido e eu poderia me sentir bem comigo mesmo. Portanto, direi isso: Não queira "pagar para ver". Ouça as pessoas que se importam com você e busque conselhos antes de tomar alguma decisão. Não se aconselhe com qualquer um, se aconselhe com pessoas, que além de querer o seu bem, já tenham passado por uma situação parecida, para que coisas piores possam ser evitadas. Todos erramos, mas insistir no erro é o maior de todos eles.

Espero que vocês tenham gostado do texto pessoas, obrigado pelo seu tempo.
Be Blessed