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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

"Errar é humano", mas e se eu não quiser mais errar?

Bom dia pessoas, tudo bem? Como essa semana se iniciou para vocês? Eu, sinceramente, preferia que ela tivesse começado de outra forma, mas eu não posso mudar o que já aconteceu e nem posso discutir com aquilo que já deveria ter sido feito. Depois de pensar um pouco eu fiquei me perguntando "Por quê é tão difícil fazer o que é certo? Por quê insistimos em errar para aprender?". Eu, pessoalmente, cometi, cometo, mas não quero cometer mais erros. Dizem que é errando que se aprende, mas será que essa tem que ser a nossa regra diária?

Muitas pessoas famosas que fizeram grandes descobertas, precisaram "errar" para chegar a uma visão
mais correta do mundo, não é? Então, a conclusão mais óbvia é de que para termos uma visão mais "correta" do mundo eu preciso cometer erros? Não ao meu ver. Quando as pessoas usam esses cientistas e suas descobertas para justificar o "errando e aprendendo", eu penso em duas coisas. A primeira é "Se eu posso errar para aprender, isso quer dizer que eu preciso matar alguém pra aprender que é errado matar?". Obviamente, a reaç
ão das pessoas a essa frase é "Claro que não! Isso não é valido em 100% dos casos!", o que leva a meu segundo pensamento: Se NÃO é valido para TODOS os casos, por quê, em muitas vezes fingimos que é?

Por mais que eu quisesse, que fosse fácil assim de se parar de errar, não é tão simples. Não somos perfeitos e erramos. Acontece, mas há uma diferença entre errar por descuido e errar propositalmente. Acompanhe meu raciocínio: Imagine que você gosta de fumar, mas não sabe de todos os efeitos negativos que o cigarro causa ao seu organismo. É evidente que fumar é um erro, pelo simples fato de que ele faz mal a saúde de quem fuma, mas se você não sabe desses males causados pelo cigarro, não há motivos para se parar de fumar, certo? Até que um dia, você descobre que está com câncer por causa desse hábito. O que você pensa? "Se ao menos eu soubesse...". Existiram consequências? Sim, mas foi um descuido. Depois desse descuido é natural que aja alguma mudança significativa que seja uma "redenção" desse erro. Agora, imagine que você sabe dos riscos que o hábito de fumar traz, e ainda assim você fuma, você está consciente de seu erro e escolheu se arriscar. "Mas eu posso parar quando eu quiser.", claro que pode, mas não será fácil e você sabe.

"Ah Daniel, então você odeia os fumantes?", não, eu não odeio ninguém. Apenas usei isso como exemplo porque os males do cigarro são conhecidos por todos. Nada além disso. Enfim, existem erros que acontecem por descuido e outros que são propositais. Em outras palavras, em casos que os erros poderiam ser evitados, nós escolhemos errar.

As vezes, pessoas que já passaram por situações parecidas, nos aconselham a mudar de caminho antes que seja tarde demais para sair sem maiores complicações. Entretanto, escolhemos fazer o errado porque "A vida é minha. Eu faço o que eu quero com ela!". De fato, cada um cuida da sua vida, mas será que é melhor aprendermos só com os nosso erros, ou podemos aproveitar a experiência dos que já viveram para evitar que o pior aconteça?

Recentemente, eu cometi um erro, um erro que não afetou só a mim, mas também a pessoas com quem me importo muito. Não consigo parar de me sentir culpado por causa desse erro e das consequências que ele trouxe e ainda trará, mas eu devo admitir, que se eu tivesse ouvido meus pais, nada teria acontecido e eu poderia me sentir bem comigo mesmo. Portanto, direi isso: Não queira "pagar para ver". Ouça as pessoas que se importam com você e busque conselhos antes de tomar alguma decisão. Não se aconselhe com qualquer um, se aconselhe com pessoas, que além de querer o seu bem, já tenham passado por uma situação parecida, para que coisas piores possam ser evitadas. Todos erramos, mas insistir no erro é o maior de todos eles.

Espero que vocês tenham gostado do texto pessoas, obrigado pelo seu tempo.
Be Blessed

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Detetive Brown: A menina e seu pai. (Epílogo)

Meu nome é Adam Brown,  eu acabo de salvar uma menina chamada Elizabeth Gray e ajudei a polícia a fechar um dos maiores esquemas de prostituição de minha cidade. Depois de ir para o hospital e tirar o estilhaço que estava em minha perna, alguns polícias vieram me perguntar o que havia acontecido na casa do Sr. Gray, eu perguntei o que o Gray tinha respondido e eles disseram "Ele disse que o senhor deu uma surra nele!". "Pode acreditar nele, foi isso mesmo que aconteceu.", não tem por que mentir para eles, não é?

Obviamente eles me levaram pra delegacia. Tive que passar a noite naquele buraco. Depois disso, eles me levaram para uma sala de interrogatório. James entrou, sentou-se, respirou fundo e começou a falar.

- O que você fez agora Adam?
- Salvei a menina, Marshal. Não era esse o objetivo?
- Você atirou na perna de David! Depois de ter garantido que ele não era mais uma ameaça para a sua vida!
- Sim, eu fiz isso... Mas só fiz isso porque eu não tinha tempo de ficar procurando pelos arquivos que eu precisava antes que o doente que fez negócio com David levasse Elizabeth para outro país! Vai me dizer que não acha que agi certo?
- E se ele processar a polícia...
- Ele não pode. Eu não faço parte da polícia. Não mais.
- E se ele TE processar?
- Eu não o matei. Não ia matar. No máximo, vou ter que pagar fiança por isso.
- E você não se importa?
- Eu salvei a menina James, e isso é o que importa. Os arquivos que eu te entreguei, você conferiu as informações?
- Sim, conferi. Já emiti o pedido para os mandados de prisão. Eles devem estar todos presos até o fim da semana.
- Isso é bom... Muito bom de fato. E quanto ao Antônio?
- Ele será formalmente acusado também, mas se ele estiver disposto a admitir a culpa, podemos fazer algum acordo.
- Ela já foi visitar ele?
- Foi a primeira coisa que ela pediu pra fazer. Acho que os dois realmente se amam.
- Fico feliz pelos dois.

Por alguns instantes, a sala fica em silêncio. Tudo que era necessário ser dito, foi dito. O que mais James pode querer de mim?

- Sabe, eu contei do caso para o prefeito. Ele disse que iria convocar uma reunião de imprensa e gostaria que você estivesse lá para ser homenageado como herói da cidade.
- Mas...?
- Mas você precisaria voltar para a polícia. O que me diz?
- Não, não vou voltar e você sabe disso. Pode falar para o prefeito que ele pode dar todo o crédito para vocês, mas eu não volto para a polícia.
- Adam...
- Não James, para mim, acabou.
- Tudo bem, vou falar para eles te liberarem. Mantenha-se vivo, ta bom?
- Não garanto nada.-disse com um tom irônico.

James sorriu e saiu da sala. Finalmente fui liberado, mas antes de conseguir sair da delegacia, um jovem policial me parou e me elogiou pelo trabalho. Ele disse que acompanhava meu trabalho desde os dias que estava na policia e me perguntou se eu pensava em voltar. Eu coloquei a mão em seu ombro e disse "A policia não é o lugar para mim. Eu mudei muito, mas ela sempre terá lugar para homens de coração puro.", dei-lhe as costas e segui meu caminho de volta para minha casa.

Assim que cheguei, tratei logo de comer alguns ovos com bacon e depois fui dormir. Fazia anos que não dormia tão bem. Passei dois dias em casa sem ligar a TV e nem atender ligações, afinal, ninguém é de ferro não é mesmo? No terceiro dia, eu liguei a TV e parecia que uma grande cerimônia estava sendo realizada na cidade. O prefeito, estava fazendo um discurso. Ele elogiou a policia pelo trabalho que eles fizeram fechando o maior esquema criminoso da cidade e ele cita -rapidamente- o meu nome. Imagino que James tenha o convencido a citar meu nome. Típico. Vou dar uma olhada no meu correio, e vejo as cartas de sempre, contas, contas e mais contas. Só que dessa vez, há uma carta estranha, um envelope totalmente em branco, com apenas o meu nome escrito nele. Eu o abro e as seguintes palavras estão escritas:

"Querido detetive Brown,
Gostaria de te dar os parabéns pela sua conquista. Qualquer um que preste atenção, sabe que a polícia é incompetente demais para descobrir tamanha conspiração. Foi esperto de sua parte deixar a polícia levar o crédito, porque assim, você evita que pintem um alvo gigante em suas costas. Eu só quero que você saiba que eu o admiro e estou me preparando para o dia em que nos encontrarmos. Espero que você também se prepare.
Com orgulho,
Seu admirador secreto."

Demoro um pouco para processar toda a informação. Será que... Não. Deve ser apenas um lunático. Hoje é dia de descanso Adam, hoje é um bom dia.

(Próximo caso: Era uma vez

Detetive Brown: A menina e seu pai. (Parte Final)

Meu nome é Adam Brown, e sou um detetive particular. Estou investigando um caso de sequestro, e a sequestrada é uma menina de dezessete anos chamada Elizabeth Gray.  Após encontrar uma pista em seu quarto que me levou até a Boate do Sexto Dia, falei com o Barman do estabelecimento e ele me levou a crer que um menino, chamado Antônio Martin, poderia ser o responsável do sumiço da menina, mas ao chegar em seu domicilio, descobri que não havia a possibilidade dele ser o culpado. Ele estava sendo atacado em sua própria casa por um capanga de um tal "Sr. D.". Salvei o garoto, quase morri, mas consegui deter o meliante. A policia apareceu e prendeu tanto a mim, quanto o criminoso. Depois de dar explicações ao delegado, um antigo amigo, sou liberado e posso continuar com a minha investigação. Depois de visitar o Antônio no hospital, ele me contou de um arquivo que se encontrava em sua casa, um arquivo que continha provas e evidências suficientes para prender o culpado pelo resto de sua vida. Claro que no arquivo, eu encontrei mais do que eu esperava  e agora, chegou a hora de terminar isso, de uma vez por todas.

Faço algumas ligações e me preparo para o pior. Meu revolver está em meu casaco e o arquivo está em meu escritório para ser entregue a policia mais tarde. É agora ou nunca. Essa pode ser a minha ultima chance de salvar Elizabeth. Entro no meu carro, ligo o carro e engato a primeira. Não sei o que pensar, como alguém seria capaz de fazer isso com garotas inocentes? O que se passa na cabeça desses monstros pervertidos? Não importa, em memória de Jessie, vou salvar Elizabeth.

Chego na casa do Sr. Gray para pedir algumas informações antes de pegar o culpado, não gosto de depender dos outros, mas nesse caso, eu preciso saber o que ele sabe. Bato na porta "Sr. Gray! É o detetive Brown!", não tenho resposta. "Sr. Gray, abra logo essa porta!", digo batendo com mais força, "SR. GRAY, EU...".

- O que foi detetive? -disse ele ao abrir a porta com uma cara de irritado- Por quê esse desespero?
- Sr. Gray, estou a um passo de encontrar a sua filha, mas para dar o ultimo passo que me levará a localização dela, preciso fazer algumas perguntas.
- Sério? -um tom de surpresa em sua voz- Poxa, que boa notícia! Entre, vamos ao meu escritório conversar. É a terceira porta a direita.

Apenas concordo com a cabeça e entro. No seu escritório, há uma grande cadeira atrás de uma grande mesa de madeira -provavelmente de carvalho- e um grande quadro de um cavalo branco a parede. Sentei-me na cadeira de frente a essa mesa enquanto ele se sentou na cadeira atrás da mesa.

- Bom, o que o senhor precisa saber detetive? -Sr. Gray perguntou com um grande sorriso em seu rosto.
- Quantos anos a Elizabeth tinha quando ela se tornou a sua filha?
- Que tipo de pergunta é essa detetive? Pensei que você fosse fazer alguma pergunta séria. -Um tom de ironia (típico).
- Pode parar com o seu papo de merda! Eu tenho a informação de que você a adotou, agora, o que eu quero saber é o por quê eu não consegui encontrar nada que me desse a idade que ela tinha quando você a adotou. Então, me diga, com quantos anos a Elizabeth estava quando ela se tornou a sua filha?
- Okay, você deve entender que eu sinto como se ela fosse a minha filha biológica e que...
- Quantos anos?!-estou a ponto de perder a paciência.
- Dois. Dois anos, por quê?
- Engraçado isso, porque eu achei a ficha de adoção dela e lá diz que ela tinha quinze.
- Mas você disse que não tinha encontrado nada!
- Já ouviu falar em "jogar um verde"?
- Seu, seu...
- Agora, o que fico pensando é: por quê você mentiria sobre isso?
- Detetive, cuidado com as suas próximas palavras...-ele está ficando evidentemente irritado.
- Eu tenho um palpite, e o meu palpite é de que você tem algo obscuro a esconder.
- Detetive...
- Talvez o senhor saiba me dizer...
- Detetive...
- ONDE ELIZABETH ESTÁ? -me levantei e coloquei as mãos sobre a mesa e olhei no fundo dos seu olhos- Esta é a sua ultima chance de redenção...
- Eu vou te mostrar o que é redenção, seu cretino...-ele esticou o braço e tirou uma escopeta de cano duplo de baixo da mesa.

*BLAM*Consigo escapar do primeiro tiro ao me abaixar, depois corro para a porta e a fecho atrás de mim. *BLAM* Ouço o tiro acertando a porta. Merda! Eu devia ter previsto isso. Nota mental: Ser menos arrogante da próxima vez. Vejo ele abrindo a porta com a escopeta em mãos, duvido que não tenha mais munição consigo. *BLAM* Consigo entrar na sala, mas não antes de um estilhaço acertar a minha perna. Me escondo e espero ele entrar na sala logo em seguida.

- Não pode se esconder para sempre detetive, e eu sei que acertei você. Estamos longe o suficiente da cidade para que ninguém reclame dos tiros. É o seu fim! E só para constar, ficar atrás da cortina, não é muito inteligente. *BLAM*
- E usar uma escopeta de cano duplo, em um tiroteio, também não é. -disse colocando a minha arma em sua nuca.
- Mas...
- O que você viu lá eram meus sapatos. Você não assiste desenho animado? Agora, coloque a arma no chão e chute-a para longe.

Ele obedece, mas ele se aproveita de meu ferimento na perna para tomar a vantagem. Ele chuta minha coxa e eu derrubo a arma. Nota mental: Começa a segurar a arma direito, idiota! Ele se lança em minha direção, conseguindo me derrubar. Como um cão raivoso, ele aplica uma sequência de socos em mim, e eu só consigo proteger o rosto. Penso na Jessie e no Mcgarath, penso em como eu falhei com eles, penso em como eu deixei que o pior acontecesse com eles e depois eu penso na Elizabeth. Não, não vou deixar que ela sofra, não vou deixar que ela morra por causa que eu falhei! O Sr. Gray não para de me bater, mas posso usar o seu peso contra ele. Eu o jogo para o lado e inverto o jogo, começo a socar-lo, mas ele consegue se defender. Ele deve ter alguma experiência em artes marciais, espero que seja minima. Eu o pego pela camisa e o jogo para longe, eu tenho que alcançar a minha arma. Ele se poe logo em pé e vem em minha direção, ele não está ferido e se mexe mais rápido. Percebo um taco de beisebol na parede, e este está mais perto que a arma. É minha única chance. Em um único movimento, eu arranco o taco da parede, giro o meu corpo e acerto o senhor David Gray em cheio na cabeça. O miserável cai no chão, desacordado. Eu venci, mas ao mesmo tempo penso "Como eu ainda estou vivo depois de todos esses anos? Acho que já está mais do que na hora de aprender a lutar.". Isso fica para depois, eu arrasto o "Sr. D" de volta para o escritório e o algemo a cadeira.

Pego o celular e faço a ligação necessária.

- Marshal falando.
- James, sou eu, escuta, eu estou próximo de descobrir onde a Elizabeth está.
- Caramba Adam, que ótima notícia. Onde você está?
- Isso não é importante agora, mas preciso que prepare os seus homens para sair em seus carros de patrulha para a localização dela.
- Considere feito, mas onde você...
- Nos falamos depois.

Desligo o celular e volto os meus olhos ao cretino desacordado. Pego a garrafa de whisky que estava na gaveta da mesa e derramo a bebida no rosto de David. Ele acorda assustado e começa a se contorcer.

- O-o que aconteceu? O que você fez?
- Eu quebrei o SEU taco de beisebol na SUA cabeça. Foi isso que aconteceu.
- Seu cretino, você vai pagar pelo o que fez, está me ouvindo? Eu vou te denunciar e você vai pagar pelo que você está fazendo! Você invadiu MINHA casa e me agrediu na MINHA casa!
- Caso o senhor não se lembre, você convidou me para entrar, e você deu o primeiro disparo. Tudo que aconteceu depois disso, é legitima defesa.
- Seu, seu...
- Você pode me xingar depois, agora, eu preciso que você me diga onde e com quem Elizabeth está.
- E quem disse que eu sei?
- Seu colaborador, Antônio, me contou.
- O que?-pude sentir a fúria em seu tom.
- Quando você mandou que o seu capanga matasse Antônio, "Sr. D.", eu consegui impedir que isso acontecesse e Antônio me contou sobre um arquivo que ele tinha feito sobre toda a sua operação, caso você quisesse dar um sumiço nele. Você controla um dos maiores esquemas de prostituição da cidade! Você arranjava para que seus parceiros adotassem crianças esquecidas em orfanatos para vender-las por preços absurdamente altos quando elas estivessem na "idade certa". Depois de ter o comprador, vocês faziam com que elas fossem "desaparecessem" sem deixar pistas. Para não levantar muitas suspeitas, vocês sempre contrataram detetives particulares que nunca chegaram a nenhuma resposta e depois, quando já não dava tempo, avisavam a polícia. Seu maior erro, foi pensar que eu não acharia nada.
- VÁ PARA O INFERNO!
- Quando Antônio se apaixonou por sua "filha", você o odiou, afinal, ela iria valer muito dinheiro, não é? Então ele tentou te convencer de que ele poderia pagar pela liberdade dela, mas você sabia que ele não poderia pagar o dinheiro que você queria, então você mandou "apagar" o cara.
- PARABÉNS GÊNIO, VOCÊ SE ACHA MUITO ESPERTO, NÃO É? POIS EU TE DIGO JÁ QUE NÃO VOU DIZER MERDA NENHUMA!
- É ai que você se engana. *BANG*
-AAAAAAAAAAAAHHHHH!!! MINHA PERNA!!
- Eu não tenho nada a perder "amigo". Eu vou te dar duas opções: Ou você me conta onde está o arquivo com a lista de seus clientes e parceiros -junto com a informação de onde está Elizabeth, ou eu te mato, alego legitima defesa, e acho o arquivo sozinho. O que vai ser? -ao dizer isso, coloco o cano ainda quente da arma em sua testa.
- AAAAAAHHHHH, OK, OK! VOCÊ VENCEU! DENTRO DA CADEIRA QUE ESTÁ ATRÁS DA MESA! A ELIZABETH VAI ESTAR NO AEROPORTO DA ZONA SUL DA CIDADE EM UM VÔO PARA O CHILE QUE DECOLA ÀS 15:40.
- Obrigado.-dou um sorriso irônico.

Ainda bem que ele resolveu cooperar, eu não teria a coragem de matar a sangue frio. Não de novo. Ligo para o delegado e aviso onde Elizabeth estará hoje de tarde e peço para mandar uma unidade, junto com uma ambulância para a casa do David Gray. Está acabado. Consegui salvar a menina, tenho provas sobre um esquema de prostituição e tenho tudo preparado para entregar a polícia acabar com essa sujeira. Hoje é um bom dia, afinal, tudo acabou bem.

CASO ENCERRADO.

Bom dia pessoas, como vão vocês? Sim, esse é o fim desse caso, mas existirão outros, não se preocupem. Eu espero, sinceramente que vocês tenham gostado. Eu gostei muito de escrever essa história, de verdade. O que vocês acharam do final? Foi um bom final? O culpado é quem vocês achavam que era? Eu vou escrever um epílogo dessa história e postar mais tarde. Afinal, esse caso despertou algo na cidade do detetive Brown, agora só resta saber se é algo bom, ou ruim.
Bom final de semana para todos,
Be Blessed 

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Apenas um conto: Sem escapatória.


O dia amanheceu. Finalmente, a noite fria e cruel passou. Quem sabe o calor do sol faz com que eu me sinta melhor com relação a mim mesmo? Odeio errar, mas -ao mesmo tempo- parece que não consigo parar de errar. Abro as cortinas e vejo os primeiros raios de luz cortarem as nuvens negras que antes cobriam o céu, saio do meu quarto e ligo a TV. Roubos, mentiras e desastres enchem o noticiário vespertino. O mundo não parou de girar com o meu erro, mas o meu coração ainda chora por causa do mesmo.


Passei a noite inteira pensando se algum dia poderei ser perdoado, se algum dia, as pessoas voltariam a me respeitar e se, em algum momento, esse meu erro seria esquecido por mim e pelos outros. Não sei, e tenho medo de descobrir que só serei reconhecido pelos meus erros. Olho pela janela mais uma vez. O Sol ainda brilha entre as nuvens, mas as nuvens negras invadem novamente o céu. Acho melhor passear um pouco antes que a chuva volte.

A cidade está acordando aos poucos. Não me lembro em que dia estamos. Talvez uma segunda, quem sabe uma quinta-feira? Não sei, não me importo. Tento não pensar no passado, mas estou perto demais de casa. Preciso me afastar. Entro no primeiro ônibus que vejo, espero que ele vá para longe. A cidade vai ficando cada vez mais cinza e escura, a chuva não deve demorar a cair. Permaneço no ônibus até não reconhecer a cidade em minha volta, assim que chego a um bairro desconhecido para mim, desço do ônibus e volto a caminhar. 


As pessoas já começam a andar mais depressa e com os seus guarda chuvas em mãos, preparados para a tempestade que logo deve se iniciar. Tudo parece cinza e sem vida. As cores que trazem alegria foram substituídas por tons de tristeza e amargura. Ouve-se um estrondo. Barulho de gotas grandes e pesadas de água caindo no chão começa a tomar conta da cidade. A chuva começou. Vejo pessoas correndo, tentando escapar da chuva, querendo sair da chuva. Eu penso em tentar correr, mas não adianta. Agora sei que não posso escapar. Por mais que eu tente, jamais irei escapar dos meus erros. A cada gota de chuva que cai sobre mim, sinto como se o mundo estivesse apontando os seus dedos para mim, rindo de quem eu sou. "Meu passado me condena"? Então não tenho escapatória, tudo que posso fazer e cair de joelhos, chorar e ouvir o que o mundo tem para falar de mim.


De joelhos, chorando em meio uma tempestade em um bairro desconhecido, ouço uma voz chamar "Ei! Ei, moço, sai dessa chuva!", olho para a minha direita e vejo uma senhora na varanda de sua casa "SAI DESSA CHUVA!", olho a minha volta. Sou o único da rua, por quê ela se importa? "Não se preocupe, estou bem, eu quero ficar na chuva!", respondo. Ela se vira e entra em sua casa. No final das contas ela não se importava, acho que ela só queria que eu saísse da frente da casa dela. Acho que eu vou...


Ouço o barulho de uma porta se abrir. A senhora voltou, está com um guarda chuva e está vindo em minha direção. Talvez ela tenha vindo me expulsar do seu bairro. "Você pode até dizer que quer ficar na chuva, mas eu não vou deixar uma rapaz bonito que nem você pegar pneumonia!", diz a senhora enquanto me levanta pelo braço, "Vem, vou fazer um chocolate quente para você.". Eu quero me soltar e ir embora, mas fico tão surpreso com a atitude dela que não consigo contraria-la.


Ela me leva para dentro da sua casa, joga uma grande toalha em meus ombros "Vou pegar umas roupas velhas que meu filho deixou aqui da época em que ele morava comigo, acho que elas devem caber direitinho em você. Pode sentar no meu sofá perto da lareira para se esquentar.", só consigo agradecer e obedecer. Será que ela não me conhece? Ela não sabe quem eu sou e o que eu fiz? Quando ela volta com as roupas, agradeço mais uma vez e vou no banheiro me trocar "Pode deixar a sua roupa molhada pendurada no box do chuveiro." disse a senhora. Ainda estou pasmo. Não consigo acreditar que alguém seja capaz de tamanha generosidade, ainda mais se ela souber quem eu sou. Não, ela não sabe. Não pode saber! Como poderia ser gentil com alguém como eu? Ao sair do banheiro, vejo que ela está sentada perto da lareira segurando uma caneca em suas mãos.


- Senhora,...

- Dona Berta, pode me chamar de Dona Berta -disse ela me entregando a caneca.
- O que é isso?
- O chocolate quente que disse que faria para ti.
- O-obrigado, mas...
- As roupas do meu filho ficaram bem em você, apesar de terem ficado um pouco largadas no seu corpo. Você me lembra um pouco dele -ela disse isso com um pequeno sorriso.
- Dona Berta, obrigado, obrigado mesmo, mas posso te perguntar uma coisa?
- Claro!
- Por quê a senhora me tirou da chuva?
- Ora, -disse ela como se tivesse ficado indignada pela minha pergunta- eu não queria que o senhor ficasse doente! Pneumonia mata, sabia?
- Eu sei Dona Berta,...
- Agora, se você me permite, o que você estava fazendo de joelhos numa chuva como essa?
- E-eu estava... Estava...
- Estava o que?
- A senhora por acaso sabe quem eu sou?
- Sei sim.
- Então por quê...
- Você é um jovem que não quer admitir a culpa de seus erros!-disse ela em um tom irônico- Você quer fugir de seus problemas, mas não consegue. Sabe por quê?
- A senhora não me entendeu...
- Porque é impossível! Todos temos problemas e somos culpados de alguma coisa, o que diferencia os molengas, dos guerreiros. Os molengas, fazem que nem você estava fazendo naquela chuva, eles aceitam a opinião dos outros, não fazem nada e aos poucos se tornam o que os outros dizem que eles são. Os guerreiros, não cedem, não param de lutar! Eles também erram, mas admitem os seus erros e, apesar do que os outros dizem, continuam na luta para se tornarem pessoas melhores.-Dona Berta disse essas palavra no mesmo tom que um pai ensina o filho a diferença entre o certo e o errado, mas ela não sabem quem eu sou.
- MEU NOME É GUILHERME DOS SANTOS! EU NÃO SOU GUERREIRO OU MOLENGA, -respondi enquanto começava a chorar- SOU UM ASSASSINO! POR MINHA CAUSA, CRIANÇAS E ADULTOS MORRERAM! POR CAUSA DA MINHA BEBEDEIRA, EU ENTREI COM O MEU CARRO EM UM PORTÃO DE ESCOLA NO HORÁRIO DE SAÍDA DOS ALUNOS! 5 CRIANÇAS E 1 ADULTO MORRERAM,POR MINHA CULPA! CLARO QUE EU QUERO FUGIR DA MINHA CULPA, MAS NÃO DÁ. COMO VOU LUTAR COM A OPINIÃO DOS OUTROS QUE ME CONDENAM COM RAZÃO? COMO?

Eu me derramo em lágrimas. Ao cair de joelhos mais uma vez, a senhora se aproxima, me abraça e começa a chorar também.

-Como eu vou me perdoar pelo que eu fiz Dona Berta? Como eu vou me perdoar se eu, que merecia ter morrido, ainda estou vivo e eles, que mereciam estar vivos, estão mortos? Como? -pergunto aos prantos.


Ela me abraça ainda mais forte, e continua a chorar. Ela só consegue dizer o seguinte: "Eu sei quem você é, e o que você fez. Meu filho era o monitor que cuidava das crianças no horário da saída. Eu te reconheci no momento em que te vi da minha varanda. Como você vai se perdoar? Da mesma forma que eu te perdoei pelo que aconteceu ao meu filho.". Não acredito, como é possível? Só consigo chorar e chorar. Ela me perdoou? ME perdoou?! Não sei por quanto tempo fico ali chorando com ela, mas não consigo soltar. Não quero soltar.


Depois que as lágrimas pararam de correr, não consigo parar de imaginar e pensar. Não resisto. Preciso saber.


- Por quê?

- Por quê o que?
- Por quê a senhora me perdoou? Se eu não tivesse ido dirigir depois de beber, seu filho ainda estaria aqui.
- Talvez sim, talvez não. Eu não sei, mas o que eu sei é que sentir ódio de você, não o trará de volta. Da mesma maneira que você sentir ódio de você mesmo, não vai mudar o que aconteceu. Já faz um ano que tudo aconteceu Guilherme, está na hora de parar de pensar no passado, e começar a viver o presente.
- Mas e as pessoas que me reconhecem na rua? E os que me chamam de assassino?
- Você ainda bebe? Se arrependeu do que fez?
- Não, não quero mais nenhuma gota de álcool em minha boca! Sim, me arrependi. Nunca mais farei algo parecido.
- Então a única coisa que falta fazer é mudar os seus caminhos e provar para eles que você não é mais o mesmo. Prove para eles, e para si mesmo que você já é um novo homem!

Ao olhar pela janela, vejo que a chuva passou. "Acho que você pode ir pra casa agora. Pode ir com as roupas do meu filho, você pode passar aqui outra hora.". Por mais que não quisesse concordar, estava na hora. Já demorei demais para tomar uma atitude. Dona Berta está certa, vou provar para eles que sou um novo homem.


- Obrigado Dona Berta! Obrigado por tudo, inclusive o chocolate quente!-disse enquanto abraçava ela.

- Sem problema, não demore muito para me visitar novamente. 

Me levantei, sai pela porta, virei para trás e me despedi mais uma vez, e depois parti. Agora sei que meus erros não me definem. O que me define, são as atitudes que tomo para corrigir eles. Sou um novo homem.   



THE END

Bom dia pessoas, tudo bem? Eu queria fazer algo diferente antes de postar a parte final do caso atual do detetive Brown. Espero que vocês tenham gostado. Esse tipo de texto não vai ser tão frequente, já que nesse tipo de texto eu dependo mais da inspiração do que a imaginação, mas pretendo continuar postando textos assim. Obrigado pelo seu tempo. Um bom resto de semana a todos. 
Be Blessed

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Detetive Brown: A menina e seu pai (Parte 5)

Meu nome é Adam Brown, e sou um detetive particular. Estou investigando um caso de sequestro, e a sequestrada é uma menina de dezessete anos chamada Elizabeth Gray.  Após encontrar uma pista em seu quarto que me levou até a Boate do Sexto Dia, falei com o Barman do estabelecimento e ele me levou a crer que um menino, chamado Antônio Martin, poderia ser o responsável do sumiço da menina, mas ao chegar em seu domicilio, descobri que não havia a possibilidade dele ser o culpado. Ele estava sendo atacado em sua própria casa por um capanga de um tal "Sr. D.". Salvei o garoto, quase morri, mas consegui deter o meliante. A policia apareceu e prendeu tanto a mim, quanto o criminoso. Depois de dar explicações ao delegado, um antigo amigo, sou liberado e posso continuar com a minha investigação. Está na hora de visitar o Antônio no hospital.

No caminho do hospital, começo a pensar no que eu tenho encontrado. Nada faz muito sentido. As minhas únicas pistas tem sido o que testemunhas me dizem. Será que estou no caminho certo? E se já for tarde de mais? Não posso ter o sangue dessa menina em minhas mãos também. Já basta o que aconteceu com Jessie... Não! Não vou dar espaço para o medo. Não de novo. Vou me concentrar no momento, é hora de ter algumas respostas.

Chegando ao hospital, me apresento na recepção e pergunto em que quarto o garoto está. 203, ala D. Ao entrar no quarto, ele me reconhece logo de cara. Ele deve ter muitas perguntas, mas eu também tenho.

- Você! O-o que você quer de mim? - dava pra sentir o medo na voz dele- Você quer me matar com as próprias mãos?
- Antônio, relaxe, está tudo bem. Eu sou um detetive particular e preciso da sua ajuda.
- Olha, eu agradeço por ter me salvado e tudo mais, mas eu não quero morrer! - Seu medo ficava cada vez mais evidente- E-eu só quero sair logo daqui, achar Elizabeth e ir embora dessa cidade maldita!
- É por isso que eu preciso da sua ajuda. - me aproximei do leito - Eu preciso achar Elizabeth antes que seja tarde demais.
- Oh n-não! Ela s-sumiu?- Antônio começou a se derramar em lágrimas- Eu não fui rápido o bastante. É tudo culpa minha! Beth, por favor, me perdoe! Oh Deus, por quê?

O garoto não sabia que ela tinha sumido. Isso complica as coisas. Preciso fazer ele falar, estou perdendo tempo precioso.

- Antônio, não é tarde demais. Ainda não, mas eu preciso que você me diga tudo o que sabe sobre onde ela pode estar. Você não pode sair da cama, mas eu posso.

Ainda chorando, ele tenta me responder:

- E-eu não sei onde ela está. N-não sei mesmo. Oh Deus, por favor, não deixe...
- Antônio, -me posiciono do seu lado- pense! Preciso que você me diga TUDO que sabe. Se você não me ajudar, eu não vou poder ajudar a sua amada Beth.

Ele me fitou com os seus olhos cheios de lágrimas, engoliu o próprio choro e disse somente as seguintes palavras.

- Minha casa, debaixo da minha cama, tem uma madeira solta. Dentro, tem um cofre. A senha é 1224AF5. Por favor, me ajude a salvar a Beth.
- Obrigado garoto.

Antes de sair da sala ele me disse "Salve ela a todo custo! Não se preocupe comigo, salve ela.", não entendi o porque ele disse isso, mas no momento isso não importa. No caminho penso sobre a reação de Antônio. O que ele sabe? Será que ele sabia que ela iria sumir? Será que ele conhece o responsável? Ao chegar na casa eu vejo os resultados briga com o meliante, mas tem algo diferente. Quando cheguei aqui e vi que Antônio estava sendo agredido, a casa estava destruída. Agora, a casa estava -além de destruída- revirada. Alguém esteve por aqui procurando por alguma coisa, provavelmente o conteúdo do cofre que o garoto havia me indicado. Entro no quarto começo a tatear o chão. Acho a madeira solta, abro e vejo o cofre. Era um cofre pequeno, mas de ultima linha. Como um garoto desses consegue comprar um equipamento desse? Digito a senha e o cofre se abre. Meu Deus! Uma pasta com arquivos, MUITOS arquivos. Não são apenas arquivos, são provas de um esquema criminoso! Como não vi isso antes! Não se trata de um sequestro apenas, é algo muito pior!

Está na hora de por um fim nisso, está na hora de salvar Elizabeth e prender o culpado!

(O caso conclui-se em uma semana.) 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Mais um ano para se viver.

 Bom dia pessoas, feliz 2014! Como vocês estão hoje? Sabe, eu estava com saudade de escrever, mas pra ser sincero, não tinha a menor ideia do que escrever para o primeiro texto do ano. Eu olho para para 2013 e penso "Esse foi um bom ano! Cantei, dancei, pulei, sorri, conheci e aprendi." e por isso as minhas espectativas para este ano estão altas. Eu gosto de aprender coisas novas, gosto de ajudar as pessoas e gosto de entender e ser entendido, e tudo indica que esse ano será recheado de aprendizado e oportunidades.

Claro que em todos os anos nós temos oportunidades, mas por quê esse ano seria diferente dos outros? Ao meu ver, porque é o presente. Sempre começamos o ano fazendo promessas relacionadas a comportamentos e atitudes que queremos mudar e sempre dizemos "Vou mudar!", mas quase nada muda. Gosto de pensar nas coisas que estão por vir e atitudes que irei ter de tomar, mas as coisas só mudam com atitudes tomadas no hoje, no agora.

O ano de 2014 será diferente para mim porque eu mudei de pensamento e atitude hoje, será diferente porque "eu vou amar mais" hoje, "vou ser mais gentil" hoje, "vou comer menos" hoje, "vou ser uma pessoa melhor" hoje! 2014 será o ano da mudança!

Não é um texto grande, apenas uma pequena reflexão para uma grande oportunidade. Não vou propor nenhum desafio porque para esse começo de ano, cada um tem o seus próprios desafios pela frente.

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Be Blessed