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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Discussão aberta: Por quê é tão difícil conversar sobre religião?

 
Bom dia pessoas, tudo bem com vocês? Espero que sim. Como vocês podem ter percebido pelo título, hoje eu escolhi falar de um assunto mais polêmico. Para não misturar com os outros textos de opinião que escrevo, decidi criar o marcador Discussão Aberta para separar assuntos polêmicos de assuntos mais mundanos.

Para começar, devo dizer que o que irei escrever aqui é uma opinião muito pessoal. Se você concordar comigo, legal! Do contrario, legal também! Minha ideia não é menosprezar a crença de ninguém e muito menos obrigar vocês a acreditarem no que acredito, apenas abrir um espaço para discussão, beleza?

Bom, vamos logo para a pergunta. Por quê é tão difícil conversar sobre religião? Eu não sei para vocês, mas para mim a resposta é bem clara. Tão clara que me deixa muito preocupado quando penso no assunto. A resposta não é nada mais, nada menos, do que intolerância. Pare e pense um pouco. Desde a época da escola, quantas crianças foram ridicularizadas por fazer, ou não fazer, determinada coisa? Quanta vezes ouvimos pessoas entrarem em discussões fervorosas, só porque viam as coisas de maneira diferentes? Quando ouvimos a palavra intolerância, costumamos pensar em orientação sexual, opção religiosa, cor da pele, e coisas do gênero. Mas a verdade é que nossa sociedade é intolerante em tudo, não apenas em uma área específica.

Desde de pequenos, aprendemos que a nossa vontade deve ser feita, e que os outros devem nos agradar, tudo isso sob a justificativa de que "O mundo real é um lugar selvagem, só os mais fortes devem sobreviver.", o que é uma completa idiotice para mim. Se somos tão evoluídos, por quê temos de deixar os mais fracos para trás? Por quê não podemos ajuda-los a serem fortes também? Por conta desse "ditado", menosprezamos aqueles que julgamos fracos e nos colocamos em uma posição de acima de todos os outros.
Minha reação à frase "O mundo real é um lugar selvagem, só os mais fortes devem sobreviver."

"Desculpe-me Daniel, mas o que isso tem a ver com falar sobre religião?", tudo! Vou dar um exemplo para vocês, vou listar cinco posicionamentos meus.

  1. Acredito em Deus e em Jesus como meu único e suficiente salvador.
  2. Acredito que a Bíblia seja a Palavra de Deus, e se eu quiser ir para o céu, devo segui-lá.
  3. Sou contra a prática homossexual.
  4. Sou contra qualquer prática sexual, antes do casamento.
  5. Acredito que ninguém "nasce" destinado a ser uma determinada coisa. A pessoa é quem decide o que ela será. 
Você ficou com raiva de mim? Por quê? Por causa de qual item? O 1, 2, 3, 4, 5, ou todos? Ao ver minha opinião, você passou a me ver como alguém inferior? Essa é a minha opinião. Eu cresci aprendendo isso, e conforme fui ficando mais velho, decidi que isso realmente faz sentido e é isso que acredito. Ainda com raiva? Eu não disse nada de mais, apenas listei o que penso, mas para ilustrar melhor, vou explicar cada ponto.

  1. Fui criado assim. Cada dia que passou, eu aprendi a acreditar mais e mais nisso. Tive experiências pessoais que reforçaram essa crença (Não foi numa igreja com pessoas olhando para mim e um pastor orando que decidi acreditar nisso, foi no meu quarto, sozinho, orando).
  2. Mesma razão que o primeiro.
  3. Está ligado com os dois primeiros, mas só porque sou contra, não quer dizer que acredito que todos que são a favor, devem morrer. Eu tive minha experiência para ter essa posição, e quem é a favor, teve as suas. Fui ensinado que essa prática é errada (assim como mentir, roubar, matar, invejar, ostentar, odiar, e tantas outras coisas), mas também fui ensinado a amar todos, porque meus Deus ama a todos. Continua sendo errado, mas não cabe a mim julgar quem é a favor. 
  4. Também fui criado assim. Aprendi que é uma prática errada, mas -assim como no item 3- fui ensinado a amar todos, porque meus Deus ama a todos. Continua sendo errado, mas não cabe a mim julgar quem é a favor.
  5. Todos esperam que você seja alguma coisa e todos irão dizer o que eles acham que você será e deve ser, mas cabe a você escolher o que será e o que fará! Mas vale lembrar que tudo tem as suas consequências, sejam elas boas, ou ruins.
Ainda está com raiva? Acha que sou conservador? Tudo bem, eu te entendo, mas sabe o que isso quer dizer, não é?

Como eu disse no começo do texto, eu não vou tentar te convencer, quem decide se concorda ou não é você. Mas a verdade é que agimos de uma forma que estamos em um patamar mais elevado que todos os nossos "opositores", por isso agimos de uma maneira que, supõe que todos devem concordar conosco. Pessoas, vou ser sincero: eu acho que a minha posição e crença é a unica que está certa? Sim. Isso é ruim? Não, se eu souber o que isso significa. 

Eu tenho que acreditar que a minha posição é a unica certa, porque se eu não pensar assim, qual é a razão de eu ter essa posição? Se eu não pensasse que estou certo, minha crença seria vazia. O grande "mistério" para falar sobre religião, é entender que todo mundo pensa diferente. Eu sempre vou acreditar que estou no caminho certo (assim como outras pessoas pensarão da mesma forma), mas não vou tentar forçar os outros a acreditarem na mesma coisa. 

Provérbios 26:4,5 -"Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia(tolice); para que também não te faças semelhante a ele.", para mim, esse texto não quer dizer nada menos do que "Não gaste seu tempo falando com quem só quer gerar discussão, se não, será como ele." e é assim que penso. Só falo sobre minha crença com quem quer ouvir é está disposto a entender meu lado, assim como eu quero entender o dele. Eu aprendi a acreditar e crer no que acredito, através do amor, então não tenho razão para agir de outra forma além do amor.

Não vou mudar o que penso, assim como muitas pessoas não vão mudar o que pensam, mas se não aprendermos a respeitar as escolhas dos outros, nossas vidas ficarão cada vez mais insuportáveis e violentas. Pensem nisso. ;)

Espero que vocês tenham gostado do texto. Sintam-se a vontade para deixar suas ideias e pensamentos nos comentários!
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Be blessed!

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Longe de tudo e de todos.


Bom dia pessoas, todo mundo bem? Espero que sim. Galera, eu não sei vocês, mas eu gosto de ouvir musica. Sério. É engraçado como é fácil colocar um par de fones, colocar o volume no máximo e curtir o som. Em apenas alguns segundos, estamos desligados do resto do mundo. Simples, prático e indolor. Ou talvez não tão indolor assim.

 Não é novidade para ninguém que a música é capaz de quebrar todas as barreiras de comunicação, afinal, não precisamos entender o que a letra diz para gostarmos de uma musica - apesar de ser o ideal. A musica, possui esse incrível poder de mexer com nossas emoções. Por esse mesmo motivo, gostamos de ouvi-las quando queremos nos isolar de tudo e de todos.

Quantas vezes nós nos isolamos para ouvir aquela "música de fossa"? E as vezes em que estávamos com raiva? E aqueles dias em que resolvemos carregar todo o sentimento de culpa do mundo sobre nossas costas? Todas as vezes que fizemos isso doeu, não é? Aposto que doeu, e doeu muito!

Passamos horas e horas pensando na pessoa amada que nos deixou, na pessoa idiota que nos deixou enfurecidos, que tudo que acontece a nossa volta é culpa nossa e blá, blá, blá... Sinceramente, estou cansado disso. Não estou dizendo que nunca fiz isso na minha vida, apenas que não quero mais passar por isso.

"Ah Daniel, não é simples assim! Existem N fatores que nos entristecem e fazem com que nos isolemos do mundo.", infelizmente, tenho que discordar com a primeira afirmação. Claro, você pode até achar que não é , mas a verdade é que tudo uma questão de escolha. Ainda temos controle sobre nossas próprias emoções, não?

Olha, não fique com raiva. Não estou dizendo que você é um idiota e está sofrendo porque quer sofrer (pelo menos, não quer sofrer o tempo todo). Todos passamos por situações difíceis, contudo, grande parte das nossas "fugas de realidade" acontecem porque acreditamos que ninguém no mundo nos entende. E isso, simplesmente, não é verdade.

Existem, aproximadamente, 7 bilhões de pessoas no mundo todo! É virtualmente impossível que NINGUÉM entenda o que você está passando. Por isso, vou ser ser bem claro na minha próxima frase: você quer parar de se sentir um merda isolado? Pare de se isolar! Será fácil? Não. Será rápido? Não. Será indolor? Também não. "Então como você espera me motivar a mudar?", como eu disse, é uma escolha.

Há incontáveis vantagens de compartilhar aquilo que te incomoda, com outra pessoa. O amor fraternal, é uma das coisas mais reconfortantes de se ter(como abordado aqui). Não estou dizendo para você se abrir com qualquer um, mas estou falando da importância de tomar tal decisão, porque isso demostra que você está pronto -pronto para mudar.

O problema é que somos tão desmotivados a falar com os outros, que quando nos é sugerido agir dessa maneira, parece conversa de doido. "Você quer eu conte minhas falhas? Quer que eu demonstre que cometo erros?" Sim, estou sugerindo que você admita o óbvio. Estou sugerindo que você admita, para você mesmo que você é imperfeito e precisa de ajuda.

Não me leve a mal, todos nós somos imperfeitos, não estou me colocando acima de ninguém! Só estou te contando o que tem me ajudado a melhorar. Precisar de ajuda não quer dizer que você é fraco, mas quer dizer que você é forte o suficiente para vencer o próprio orgulho. Talvez você não concorde, mas como eu disse, trata-se de uma escolha.

Isso mesmo, para mim, o grande causador disso tudo é o orgulho. Eu sei, eu sei, essa afirmação também me incomoda, mas as - vezes - a verdade machuca.

Pare um instante e pense na maneira como nossa sociedade se comporta. Temos pessoas muito ricas, mas elas não fazem praticamente nada para ajudar os que mais precisam. Trabalhamos ao lado de pessoas que, em favor de si mesmos, minimizam o  nosso trabalho para os outros. Desejamos que alguém sofra coisas terríveis, só porque não gostamos de alguma atitude dela. Talvez você não concorde com meu raciocínio, se esse for o caso, faço as palavras de Darth Vader ("Busque em seus sentimentos, você saberá que é verdade") minhas. Talvez a sua reação seja a mesma que a do Luke.

Vou deixar um conselho, como amigo, vença o seu orgulho. Não é fácil, de jeito nenhum, mas assim que a decisão é tomada, o caminho mostra-se muito mais simples. Se todos deixarmos o nosso orgulho de lado, com toda certeza, o mundo será um lugar melhor.


"Da soberba só provém a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria."
Provérbios 13:10

Espero que tenham gostado,
Be Blessed

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terça-feira, 16 de junho de 2015

O que fazer quando tudo dá errado?


Bom dia pessoas, todos estão bem? Infelizmente, eu não estou. Não hoje. Por conta de alguns acontecimentos, esse será apenas um texto de desabafo.

As vezes tudo que temos a dizer da vida é que ela é uma droga! Somos pegos de surpresa, algo muito ruim acontece e perdemos a vontade de lutar por tudo que nos cerca. E o que podemos fazer? Nada. Essa é a realidade. Apenas cabe a nos aceitar os novos fatos e circunstâncias que nos foram apresentados. Parece frio, não é mesmo? Pois é, dessa
maneira que, muitas vezes, nos aconselham a encarar situações desse tipo. Eu não gosto dessa abordagem.

Nunca foi, não é e nunca será fácil passar por situações difíceis, assim como foi, é
e sempre será difícil não se envolver emocionalmente nessas ocasiões. Se você já passou por uma situação dessas, você sabe muito bem do que eu estou falando.

Para quem me conhece pessoalmente, sabe que eu sou uma pessoa de fé. Acredito em Deus, vou a Igreja, faço minhas orações e etc. Estou falando isso porque (em situações difíceis)já ouvi pessoas questionando e falando coisas como "Ah, se Deus existe, por quê Ele deixou que isso acontecesse? Se Ele é bom, por quê ele fez isso comigo?", e eu só tenho uma coisa para dizer: Eu não tenho a resposta.

Não sou dono da verdade -longe disso- e nem estou escrevendo essas coisas para te convencer a acreditar naquilo que acredito (afinal, a escolha é sua, não?), mas posso te dizer por experiência que há certas coisas que não fazem diferença em nossas vidas se as soubermos.

Eu nunca conheci minha vó por parte de mãe. Ela morreu uns 20 dias antes de eu nascer. Por quê? Não sei, o que sei é que eu já fiquei triste com isso algumas vezes. Minha mãe falava dela, meus irmãos também, e eu pensava "Ela parecia ser muito legal.". Agora, faz sentido eu questionar meu Deus o por quê eu não pude conhece-lá? Não. Já aconteceu e eu não tenho o poder de mudar o passado. Claro, eu ficava triste, mas somos apenas humanos.

Nós (humanidade) criamos a ilusão de que temos somos a coisa mais poderosa do planeta, quando isso não é verdade. Se podemos nos "orgulhar" de alguma coisa, é de sermos os seres mais egoístas. Temos de tudo. Temos a capacidade de construir cidades que se estendem por quilômetros, mas não "conseguimos" dar lugar para um idoso se sentar no ônibus. Fazemos coisas tão terríveis, e ainda nos sentimos no direito de culpar a Deus pelo que há de ruim na nossa sociedade.

Cometemos estupros, genocídios, corrupção, tortura e tantas outras coisas com nossos similares, nós mesmos,  irmãos, seres humanos!! Você se pergunta o por quê Deus não faz nada? Bom, a ultima vez que Ele fez alguma coisa para punir os maus, Ele mandou um dilúvio. E é por isso que eu não quero que Ele castigue o mundo.

Eu acredito que precisamos de uma oportunidade. Não a merecemos, mas precisamos. O mundo precisa mudar, precisamos melhorar o começar a cuidar um do outro. O que aprendi foi a amar, isso que eu aprendi. Eu não acho que todos os caminhos levam a Deus, mas eu não preciso obrigar ninguém a pensar assim também. Afinal, eu só acredito no que acredito, porque eu tive experiências próprias que me levaram a isso. E é por isso que o que eu faço, quando tudo dá errado, é confiar em Deus.

Eu não preciso saber todas as respostas, porque Ele sabe. Nessa semana, minha família ficou menor, e eu não sei te dizer o por quê isso aconteceu. Meu coração está em pedaços? Sim, está, mas a vida continua e vou continuar com fé Nele.

Mateus 5:54
"[...] Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos."

Comentários são livres,
Be blessed

terça-feira, 7 de abril de 2015

Detetive Brown: Era uma vez (Epílogo)

( Por favor, leia a Parte final)

Ao chegar no Hospital Geral de Detroit, falo com as atendentes e descubro que Daniel está passando por uma cirurgia simples para fechar os seus ferimentos, mas não corre nenhum risco de vida, assim que a cirurgia acabar, elas me avisariam. Faz muito tempo que não fico na sala de espera de um hospital, a ultima vez em que estive aqui, perdi as duas pessoas mais importantes da minha vida. 

Não sei quanto tempo fico sentado lá esperando, mas parece uma eternidade. Quando o médico me chama, Daniel ainda está desacordado. De acordo com o médico que realizou a cirurgia, a bala atravessou direto o seu corpo e não atingiu nenhum órgão vital. Garoto sortudo. Enquanto espero o garoto acordar, começo a pensar no caso. Samantha realmente enlouqueceu com a morte de sua filha. Será que, em circunstâncias diferentes, eu também teria enlouquecido? É provável que sim.

Recebo uma mensagem de texto do Marshal pedindo que eu compareça na delegacia o quanto antes. Respondo que estarei lá assim que Daniel acordar.

Esperando ao lado dele, começo a pensar no meu passado. É até engraçado como uma vida tranquila e feliz pode se tornar um inferno. Como um erro pode apagar uma vida inteira de acertos, em questão de segundos.

- Parece que você tem um coração, no final das contas. - diz Daniel com uma voz fraca.
- Garoto! Como você está se sentindo?
- Não sei ao certo... A sensação de levar um tiro é muito... estranha. -diz ao dar uma risada.
- Que bom que está encarando bem a situação. Me desculpe por coloca-lo nessa situação, eu devia...
- Ei, não foi culpa sua! Eu estou bem, não se preocupe. -ele se ajeita no leito- Mas como estão os garotos? Eles estão vivos?
- Sim, estão. Conseguir impedir Samantha, mas não sem tomar medidas... Drásticas...
- Você a matou?
- Eu não tive escolha. -sinto o peso de seu sangue em minhas mãos- Ela iria matar os garotos... Eu não poderia...
- Não se culpe Adam, se tivesse outra maneira tenho certeza que você teria encontrado.

Gostaria de acreditar nisso, acreditar que ainda sou uma boa pessoa. Isso se torna mais difícil a cada dia que passa.

- Bom, acho que é importante você saber que ela não estava trabalhando sozinha. Fui atacado por uma figura alta, vestida de preto e com um capacete vermelho. A mesma descrição do nosso agressor na caverna.
- O que? Isso confirma as nossas suspeitas então! Vou ligar para o Marshal, precisamos encontrar esse lunático antes que...
- Adam! -Daniel me interrompe- Não é só isso... Ele mandou um recado, depois de atirar em mim.
- Um recado? Para quem?
- Para você. Ele me disse para te avisar... Ele disse "O tempo está passando. Espero que esteja pronto para o nosso encontro, quando a hora chegar." e depois foi embora.

Fico em choque. Ao que tudo indica, esse psicopata tem alguma rixa pessoal comigo. Converso com Daniel por mais alguns minutos tentando fazer com que ele esqueça o assunto por hora e foque na sua recuperação. Depois, me despeço e vou para a delegacia falar com Marshal.

Depois de contar tudo que aconteceu para Marshal, sou liberado e vou para casa descansar. Fazia muito tempo que não me envolvia tanto em um caso. Ao chegar no meu apartamento/escritório, dou uma olhada em meus emails, assisto um pouco de TV , faço meu jantar... Tudo isso para tentar não pensar no que o Daniel me disse. "Ele mandou um recado". Será possível que estou sendo perseguido?

Penso nisso por mais uns instantes até desistir do assunto. Vou para meu quarto, tentar descansar de verdade, mas me deparo com algo que me assusta. Um relógio de bolso, com um bilhete "Esteja preparado". O assunto é mais sério do que eu imaginava.

FIM

(Próximo Caso: Um mágico e seus truques.)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Detetive Brown: Era uma vez (Parte Final)


(Por favor, leia a parte 7)

Passo por alguns faróis vermelhos, mas não me importo. Em condições normais, eu demoraria de 40 à 50 minutos para chegar ao teatro, mas não estou sob condições normais. Com a possibilidade de encontrar os meninos sequestrados e risco de morte dos mesmos, não posso me preocupar com as leis de trânsito. Daniel não diz nada, está apenas segurando sua arma sussurrando algumas palavras para si. Algum tipo de oração. Eu estou indo para uma situação que foge totalmente de meu controle. 7 meninos estão sendo mantidos em cativeiro para, o que eu acredito que seja, uma execução pelo que aconteceu com Jean Coldie. Não gosto disso. Normalmente, pediria reforços para Marshal, porém, como os pais dos meninos foram ameaçados -caso contassem alguma coisa para a polícia, haveria consequências- é bem provável que alguém da policia está envolvido com esse sequestro. Não posso correr o risco de pedir ajuda para ele e um policial corrupto avisar a sequestradora que estamos indo.

- A-adam, -diz Daniel em uma voz trêmula- o que vamos fazer assim que chegarmos?

- Você vai entrar pela porta da frente, em silêncio, e procurar pelos meninos. Eu vou pela porta dos fundos fazer o mesmo. - respondo- Assim que você encontrar qualquer sinal deles, me chame. Se você encontrar Samantha (Mãe de Jean), faça com que ela se renda e me chame.

-Entendido... Vou fazer o meu melhor! -Responde em um tom que me preocupa.

- Olha, Daniel, -digo para tentar acalma-lo - não entre em pânico. Tudo dará certo! Só mantenha o foco em salvar aqueles meninos, está certo?

Ele balança a cabeça em concordância. Droga, ele não está pronto para enfrentar uma situação que nem essa, mas é a unica ajuda que posso contar no momento. Ao ignorar incontáveis leis de trânsito, consigo chegar ao local em 25 minutos. o que me deixa com aproximadamente 15 minutos para salvar os meninos. Espero que seja o suficiente.

- Daniel, não se esqueça do que eu te falei -digo ao descer do carro- e, por favor, mantenha a calma e foco nos meninos.

- Claro Adam, -diz ao também descer do carro- não vou decepciona-lo.

Daniel segue em direção a porta principal do teatro enquanto sigo para a porta dos fundos. A noite está carregado com o peso da morte. Uma garoa fina cai sobre o frio asfalto, criando um som suave e perturbador característico da solidão. Ao me aproximar, vejo que a fechadura da porta está arrebentada. Ouço barulho de algo quebrando na distância e recebo uma mensagem de Daniel dizendo que a porta principal estava trancada. Pelo jeito, a entrada foi pelos fundos mesmo.

Com a arma em punho, entro pela porta e ilumino a escura entrada com minha lanterna. Sinto as veias que percorrem minha cabeça pulsarem, meu coração bate forte, meus músculos se contraem a cada passo que dou, mas continuo seguindo em frente. Adentro a área dos bastidores, com a luz da minha lanterna examino as salas. Roupas sujas, tintas de maquiagem espalhadas, mas nada dos meninos. 5 minutos se passam e não consigo encontra-los. Onde será que ela os...

- ADAMMMM!!!

*BANG* *BANG*

Droga, essa era a voz de Daniel! Os tiros vieram da parte da entrada do teatro! Ao sair dos bastidores, passo pelas cortinas, entro na palco e me deparo com todos os meninos caracterizados como anões, amarrados e amordaçados em cadeiras ao redor de uma grande caixa no centro do palco. Não tenho muito tempo para pensar, corro com sacrifício na direção das crianças para liberta-las...

- NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOO!!!!! - Um urro abafado voa em minha direção por detrás das cortinas.

Ao me virar, sou atingido pela mesma figura vestida de preto usando um capacete vermelho de cor brilhante. O ataque me pega de surpresa e por isso não consigo usar minha arma a tempo. Sou jogado em direção a platéia, junto com o meliante. A dor de atingir o chão duro e frio do teatro é indescritível. Minha arma sai voando de minha mão, e perco a unica chance que tinha. O agressor cai do meu lado e parece ter sentido a dor do impacto como eu. Infelizmente, isso não o impede de se recuperar mais rápido e vir na minha direção. Subindo em mim, novamente, sou coberto por pancadas e pontapés.

- VOCÊ NÃO VAI ME IMPEDIR!!!- diz o agressor com sua voz abafada pelo capacete.

A dor é enorme. Com meus ossos moídos pelo nosso ultimo encontro, estou em desvantagem. Espere, essa voz... Não é a mesma voz que ouvi na caverna! Essa voz é mais feminina! Deve ser a mãe de Jean.

- SAMANTHA, PARE! -grito tentando persuadi-la- O QUE JEAN PENSARIA SE TE VISSE AGORA?

- AAAAAAARRRRRRGGGGHHHH!!- grita por detrás do capacete.

Ela d um soco em minha cara e vira em direção ao palco, aproveito a oportunidade para puxa-la pelo pé e derruba-la. Arrasto-me para pegar minha arma e consigo. Quando me viro, vejo que ela está subindo no palco e tirando uma faca de seu bolso. Ela provavelmente está usando um colete a prova de balas, não posso arriscar o tiro se ela tem chance de recuperar-se e tirar a vida de um dos garotos. Eu me ponho de pé, aponto a arma em sua direção enquanto ela se põe de frente a um dos meninos - pronta para o esfaquear.

- SAMANTHA, POR FAVOR!- grito com todas minhas forças- NÃO FAÇA ISSO! PENSE NA SUA FILHA! O QUE ELA IRIA ACHAR DE VOCÊ SE TE VISSE MACHUCANDO OS AMIGOS DELA?

- Amigos?- ela quase que sussurra por trás do capacete antes de gritar- AMIGOS? VOCÊ ACHA ESSES BASTARDOS EGOÍSTAS ERAM AMIGOS DE MINHA FILHA? ELES A ABANDONARAM QUANDO ELA MAIS PRECISOU!! E HOJE, -voltou a abaixar seu tom de voz- vou vinga-la...

- Samantha, não faça isso! -tento chamar sua atenção- Olha, eu sei como você está se sentindo. Eu...

- VOCÊ NÃO FAZ IDEIA DO QUE EU ESTOU SENTINDO!!- grita ao tirar o capacete e fitar seus olhos em mim.

Preciso tentar convence-la que há um melhor caminho do que esse. Achar outra maneira que não culmine em outra morte.

- Infelizmente, eu sei sim. -digo ao abaixar minha arma devagar- Minha esposa e filha adotiva morreram em uma explosão, causada por algum lunático. No mesmo dia meu melhor amigo morreu... Assassinado a sangue frio. - percebo que consigo a atenção dela e continuo - Por meses culpei os homens responsáveis pela morte delas, mas no final das contas, não importava o que eu fizesse, eu jamais as teria de volta... Achava que não valia mais a pena viver sem elas. A dor nunca sumiu, mas aprendi a viver com ela e hoje tento compensar meus erros ajudando os outros.

- Mas... -ela diz ao esmorecer- Ele disse que a hora era chegada, disse que eu finalmente poderia colocar um ponto final nisso...

- Quem te disse isso?- pergunto surpreso enquanto me aproximo do palco.

- O homem que me deu essas roupas e me prometeu justiça...

Ela é interrompida pelo barulho de sirenes do lado de fora do teatro. "O local está cercado! Solte os meninos e saia com as mãos para cima, antes que a situação piore!", ouço Marshal falando por um megafone. Como foi que ele descobriu que tinha que vir para cá?

- Você estava certo sobre uma coisa detetive...-diz ao olhar para um dos meninos- Não vale mais a pena viver!

Subitamente, ela levanta a faca e prepara o ataque...

*BANG*

Da mesma forma que levantou a faca, ela cai. Subitamente. Subo no palco e começo a soltar os meninos. Alguns instantes depois do disparo, a força policial entra pela porta com voz de prisão. Espero até perceberem o que aconteceu e depois que Marshal entra, ele me chama de canto enquanto os meninos são atendidos pelos médicos e policiais.

- Adam, o que você está fazendo aqui? -a irritação em sua voz é visível- Era para você estar em uma cama de hospital agora! No que você estava pensando?

- Você quer saber o que eu estava pensando?- tento manter a calma- Eu estava pensando em como minha esposa e filha adotiva morreram e eu falhei com elas. Pensei em como Jimmy se sentiria se me visse desistindo de procurar por esses meninos. Era nisso que eu estava pensando. Como você chegou até aqui de qualquer forma?

- Daniel me ligou. Disse que a sua investigação os trouxe até aqui e que precisavam de uma ambulância. -respondeu- Ele foi baleado e está indo pro hospital.

- O que? -digo surpreso- Depois nos falamos Marshal.

Viro as costas e caminho para a saída. Marshal resmunga algumas coisas mas não dou ouvidos. Vou para o meu carro visitar Daniel no hospital. Espero que aquele garoto esteja bem.

O meninos estão a salvo, mas nunca estive com tantas duvidas em minha mente. Será que se as circunstâncias fossem diferentes, eu teria seguido o caminho da Samantha? Será que o homem que deu as vestimentas para Samantha, é o agressor da caverna? Os meninos estão a salvo, mas a que preço? Sangue precisou ser derramado e, mais uma vez, presencio a instabilidade da sanidade humana. Gostaria de te-la ajudado... Os jornais contarão a história de como os meninos sobreviveram um sequestro e, agora, podem viver suas vidas superando esse trauma. Infelizmente, tudo que vou me lembrar é de ter minhas mão sujas com sangue, mais uma vez.

CASO ENCERRADO.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Medo do futuro.


Bom dia pessoas, tudo bem com vocês? Espero que sim. Não consigo acreditar que já estamos no segundo mês do ano. Janeiro passou rápido demais (pelo menos para mim). Imagino, que todos estão, pelo menos, um pouco preocupados com a forma que esse ano começou. Falta de chuva, nevasca nos EUA, execuções, projeções econômicas, e etc. Tudo muito intenso e de rápida sucessão, então é perfeitamente normal que nos preocupemos. Como consequência disso, nos preocupamos com o futuro. Ou, pelo menos, é isso que dizemos para nós mesmos.

Por causa título do texto, você pode ter pensado "Esse não é o tipo de tema que ele aborda." e devo dizer: realmente, eu não costumo falar sobre isso, mas estava pensando no assunto e senti vontade de escrever sobre isso (não me julguem). Isso aconteceu quando eu estava ouvindo uma das minhas bandas favoritas, House Of Heroes, e me deparei com uma musica que me fez pensar muito no futuro (não achei uma tradução na internet, mas se jogar no Google Tradutor da pra ter uma ideia do que a música está falando).

Todos temos anseios, medos, preconceitos, falhas, e assim a lista continua... Para resumir, vou dizer: somos imperfeitos. Essa é a triste realidade. O ditado "sou apenas humano" nunca se fez tão presente em nossas vidas, mas até que ponto levar esse ditado como lema de vida faz sentido? Só por quê somos humanos devemos agir de forma inconsequente?

"Ah Daniel, você vai falar de cometer erros de novo?"não, não vou. A questão é a seguinte: Por quê erramos? Por quê "somos apenas humanos" ou por quê queremos agir de acordo com a nossa vontade o tempo todo? Eu não sei o que vocês acham, mas eu acho que é a segunda opção. Somos tão arrogantes que achamos que podemos viver uma vida sem consequências, e que podemos fazer o que bem nos interessa. E eu não estou falando isso para acusar nenhum de vocês, porque eu -infelizmente- também sou assim. Mas por quê somos assim? Por quê não pensamos nas consequências e tiramos 5 minutos de nosso tempo para pensar no que queremos fazer? É simples, temos medo do futuro.

"O que uma coisa tem a ver com a outra, Daniel?", simples! Temos medo do futuro porque temos medo do resultado de nossas escolhas. Somos imediatistas e acredito que todos concordam com isso. Gostamos de fazer coisas que trazem resultado hoje, mas não pensamos nos resultados que virão daqui a -digamos- 5 anos. Levar uma vida boêmia -por exemplo- pode até ser muito divertida, mas viva-a de forma leviana e existirão grandes consequências. Isso é até obvio, mas não significa que pensamos nisso.

Um exemplo claro disso é a forma como escolhemos nos relacionar com outras pessoas. "Ah, eu nem gosto tanto assim do João, mas eu estou só me divertindo! Quando eu me cansar, eu troco.", aposto que todos já testemunharam alguma frase do gênero. Hoje, tudo é considerado descartável. Eu não sei vocês, mas eu considero isso repulsivo. A vida é passageira? Sim, mas nosso legado é eterno -ou pelo menos era pra ser.

O que nos tornamos quando vivemos sem pensar nas consequências futuras, de forma imediatista, transformando tudo em algo descartável e sem pensar em deixar um legado? Almas vazias. Simples assim! Não estou falando de religião, estou falando que perdermos a nossa essência, aquilo que somos. Estamos perdidos no meio do turbilhão de desejos e vontades que temos e sentimos. Estamos sendo sufocados por nós mesmos.

Se você sente que está assim e não está contente com a situação na qual se encontra, mexa-se! Não procure significado, encontre o significado. A beleza da vida se manifesta nas coisas mais simples! A alegria de uma criança ao abraçar sua mãe, um animal de estimação que brinca com seus donos, um sorriso, um abraço e por ai vai. Quando se encontra o significado, é possível sentir uma vontade gigantesca de fazer algo de importante com a sua vida, deixar um legado.

Quando do falo em deixar um legado, não estou dizendo que você precisa ser o próximo Martin Luther King, mas que precisa fazer coisas que represente alguma coisa.

Eu, por exemplo, não quero ser famoso ou rico. Tudo que quero é ter uma família e ser a melhor versão de mim mesmo. Ser o melhor marido do mundo para minha esposa, melhor pai do mundo para meus filhos, melhor irmão do mundo para meus irmãos, melhor  filho do mundo para meus pais, melhor amigo do mundo para meus amigos e por ai vai. Não digo isso pensando "Quero ser melhor que todo mundo.", mas digo isso porquê eu quero fazer o meu melhor para todos! Que todos possam lembrar de mim como alguém que se importava e se esforçava e, ainda assim, conseguia ser feliz. Quero fazer o meu melhor. Quando meu tempo acabar, esse é o presente que quero deixar para o mundo.

E você? Qual é o seu legado? Pense nisso.

Be Blessed. 

sábado, 31 de janeiro de 2015

Update - 2015

Bom dia pessoas, tudo bem? Espero que sim. Pessoal, estava com algumas ideias que gostaria de compartilhar com vocês, e achei que seria mais divertido se eu gravasse um vídeo falando sobre elas!
 
Espero que gostem!



Be blessed!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Detetive Brown: Era uma vez ( Parte 7 )


( Por favor ler a Parte 6 )

Estou cansado. Meus ossos doem e mal consigo me manter em pé, mesmo assim, estou dirigindo sozinho para o meu escritório. Talvez o Marshal esteja certo, e eu esteja ficando louco. Daniel está indo para lá também com todas as informações que ele disse que conseguiu coletar enquanto eu estava internado. Uma semana. Eu fiquei desacordado por UMA SEMANA. Espero que ainda haja esperança para salvar os garotos sequestrados.

Saio do carro e, com muito sacrifício, subo os degraus que levam até meu escritório. Encontro Daniel sentado em frente a porta com uma tonelada de pastas e arquivos - a cara de ansiedade estampada no seu rosto.

- Adam, cheguei o mais rápido que eu pude!-diz ao me ver e levantar-se- A situação é a seguinte...

- Calma!-interrompo- Vamos entrar primeiro.

Assim que destranco a porta, Daniel entra e começa a ajeitar os arquivos e pastas sobre a minha mesa. Nota mental: Tomar cuidado com a ansiedade de Daniel.

- OK, demorei três dias para conseguir juntar toda essa informação, então vou precisar que você tenha paciência comigo...

- Tudo bem, -digo um pouco surpreso- mostre-me o que você descobriu.

- Beleza, - ele respira fundo antes de começar a falar- eu vou começar eliminando com uma coisa que a polícia descobriu. Há duas semanas atrás, quatro meninos são dados como desaparecidos, Jeff, David, George e Carl. A polícia, inicialmente acreditou que eles foram sequestrados pelo dono de um carro preto que passou na frente da escola no horário do acontecimento. Nessa semana, eles simplesmente confirmaram o que nós descobrimos mais tarde -o dono do carro não é o responsável- e isso os deixou sem pistas.

- Agora, -ele continua- o que descobrimos: os quatro meninos estudavam na mesma escola, porém não aparentavam ser amigos e nem colegas, então, quando encontramos em seus armários, bilhetes que diziam "Ela voltou. Precisamos nos encontrar na Batcaverna.", foi dificil acreditar que eles não estavam ligados. Nós conseguimos confirmar com os pais de Carl Kraven (que estavam recebendo ameaças de alguém que tem contatos na polícia) que eles de fato se conheciam pela foto que encontramos no quarto do menino sequestrado. Nessa foto, estavam Carl, Jeff, David, George e mais outras quatro crianças.

- Está bem, -indago- mas disso tudo eu já sabia. O que você...

- Calma, estou chegando lá! Está lembrado da lista de nomes que encontrou na caverna?

- Sim.

- Eu fiz uma checagem desses nomes e todos que estão presentes na foto, realmente estão presentes na lista. O mais intrigante é que o restante dos meninos que estavam na lista e na foto, foram sequestrados na semana passada.

- O que? - fico surpreso- Todos eles?

- Bom, -ele faz uma pausa e é coberto por uma sombra de tristeza- não todos. A menina, Jean Coldie não foi sequestrada.

- Estamos esperando o que então? -digo com urgência- Precisamos garantir que ela não seja...

- Adam, pare! -diz Daniel ao me segurar- Ela não corre esse risco. Ela já morreu... Ela cometeu suicídio.

Ao ouvir isso, não consigo dizer nada. Apenas me calo e faço um gesto com as mãos, sinalizando para que ele continuasse com o seu raciocínio.

- Depois disso, eu empaquei... Tentei achar algum motivo, mas não encontrei nada. -ele tenta voltar ao seu tom de voz normal- Sinceramente, não entendo porque eles foram sequestrados. Eu até falei com os pais dos últimos meninos a serem sequestrados e eles não quiseram falar nada. Imagino que tenham recebido ameaças também. Isso é tudo que tenho, o que você acha?

- Tudo bem, - digo ao me levantar e caminhar pela sala - deixe-me pensar.

Fatos. Eu preciso focar nos fatos. Estou deixando alguma informação muito importante passar desapercebido. O que pode ser? Espera, lembro-me de um papel, algo que eu encontrei na caverna.

- Daniel, você encontrou mais alguma coisa na minha jaqueta quando eu estava no hospital?

- Não, -fazendo uma cara de duvida- por quê?

Droga! Está bem, use a cabeça e pense. Você estava na caverna, dentro do clube que eles construíram, e você encontrou um bilhete. O que estava escrito nesse bilhete?! "Por quê você está perguntando? Pensou em algo?", Daniel me pergunta, mas tento ignorar e focar na minha própria linha de raciocínio. Alguma coisa sobre pecados, e sangue inocente... Sangue inocente?

- A menina!

- Quem? Jean Coldie?

- Sim, por quê ela cometeu suicídio?-questiono com urgência - Você pesquisou isso?

- Bom, acredito que sim... Mas não entendo o que isso tem a ver com...

- Por quê ela se matou?-interrompo-o.

- E-eu, não me lembro ao certo -diz enquanto procura em seus arquivos- acho que... Encontrei! Aqui diz que ela sofreu bullying de seus colegas de classe, durante um ano, por causa de uma peça na escola. Parece que a fantasia rasgou durante a performance e todos puderam ver que a menina estava usando uma fralda. Ela estava com sérios problemas intestinais na época... De acordo com o depoimento da mãe, ela recebia cartas, emails, mensagens de celular com piadas e ofensas dos colegas... Até que Jean não aguentou mais e tirou a própria vida, perfurando o seu coração com uma faca de cozinha, no dia 17 de agosto de 2009. O médico legista determinou a hora da morte por volta das 00:00 horas. Uma verdadeira tragédia...

- De fato, -digo ao tentar manter o foco- mas precisamos focar nos meninos que ainda estão vivos. O que aconteceu com os pais?

- Aqui diz que, o pai, Fabio Coldie, deixou a mulher e foi morar em Las Vegas com uma stripper. E a mãe, Samantha Coldie se isolou do mundo, ninguém nunca mais conseguiu entrar em contato com ela. Por quê?- Daniel questiona.

- Não sei ao certo... Por acaso, os meninos que foram sequestrados estão na lista de acusados de cometer bullying?

- Deixe-me ver... Sim, mas as acusações foram abandonadas. O que você está pensando?

- Talvez esse sequestro se trate de uma vingança...

Pego meu celular e pesquiso rapidamente na internet, procurando por alguma noticia recente sobre os pais. Encontro uma noticia que diz que Jeff Coldie foi encontrado morto (overdose). Também encontro uma notícia, datada na época em que o suicídio ocorreu com Samantha dizendo "Minha filha será vingada! Minha pequena branca de neve, será vingada! Tudo acabará, onde começou.".

- Daniel, qual o nome da peça que ela participou e onde foi apresentada?

- Branca de neve e os 7 anões, no teatro da escolar da cidade, por quê? Diga-me, no que você está pensando?-diz indignado.

Agora faz tudo sentido. A mãe planeja tornar a vingança, em algo simbólico. E imagino que fará na meia noite de hoje, dia 17 de agosto.

- Acredito que a mãe é quem está por trás disso tudo -digo ao me direcionar à porta- e acredito que ela "vingará" a morte de sua filha hoje.

- Droga, -diz ao se levantar-  já são 23:17, o que vamos fazer?

- Nós vamos até o teatro salvar aqueles meninos. Custe o que custar.

Pego minha arma e Daniel a dele. Descemos até o carro e dirijo rumo ao teatro. Espero que meu instinto esteja correto e eles estejam por lá. Uma questão ainda paira sobre minha mente: pela informações que Daniel apresentou e pela reportagem que li, essa mulher não parece ser nem um pouco estável, o que quer dizer que o nosso agressor e o sequestrador podem ser pessoas completamente diferentes! Meus ossos doem, minha cabeça está explodindo e posso sentir cada músculo do meu corpo implorando para que eu descanse, mas não posso. Eu vou salvar os meninos, Jessie, eu não vou falhar de novo. Eu prometo.

...

(Conclui-se no próximo capitulo)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

New year's resolution


Bom dia, pessoas! Tudo bem com vocês? Sim, acabou 2014, finalmente. Eu não sei se vocês repararam, mas o blog completou um ano de existência em novembro! Que diferença isso faz na vida de vocês? Não sei, eu só queria lembrar disso. Enfim, mais um ano pessoas... Mais um ano que se passou. Eu fiz 19 anos mês passado, e já acho que estou ficando velho (por favor, não me batam), imagina quem já passou desse número a muito tempo atrás? Talvez eu esteja um pouco melancólico demais, mas você já reparou em como o tempo passa rápido?

"Ah, Daniel, você não tem direito de falar sobre esse assunto. Você é muito novo, tem muito o que viver ainda, não pode perder tempo pensando em como tudo é passageiro." Por quê? Sabe, toda a vez que vejo alguém mais velho e essa pessoa pergunta a minha idade, sempre tem a mesma resposta ao descobrir que tenho 19 anos "Ah, você ainda é novinho, ainda tem muito tempo pra se divertir e cometer seus próprios erros.", ai eles dão uma risadinha e continuam a conversar sobre o que estavam conversando. Isso não me irrita, só me deixa incomodado. Não porque acho que eles são um bando de velhos caducas e blá, blá, blá, mas porque eles realmente acham -e muitas vezes ensinam- que "eles são jovens, deixe que aprendam com os seus próprios erros".  Esse pensamento de que a idade determina o quanto podemos errar é perturbador, para mim.

Para uma melhor ilustração de como esse tipo de pensamento é nojento, pense na seguinte situação:
Uma manchete te chama a atenção, o título da mesma é "Mulher é assassinada a sangue frio", agora eu te pergunto, com o que você ficaria mais surpreso? Com um jovem ter-la matado, ou com um homem ter-lo feito? Claro, existem casos e acasos, mas se o homem tivesse feito, o pensamento de muitos seria "Que brutalidade! Como alguém pode ser tão frio?", agora, se tivesse sido o jovem, muitos diriam "Que brutalidade! Como alguém tão novo pode ser tão frio? Essa juventude está perdida mesmo.".  Sentiu a diferença?

Eu entendo essa linha de raciocínio, pensar que "Quanto mais novo, mais tempo temos para consertar nosso erros." parece fazer sentido. Parece. Como eu já deixei claro em outros textos, eu detesto errar. De verdade. E é justamento por isso que me incomodo com essa linha de raciocínio. Só porque alguém é -relativamente- novo, não quer dizer que seguir o pensamento de "é errando que se aprende"  é o melhor caminho. Será que vale a pena, errar e correr o risco de não conseguir consertar esse erro?

Antes de ficar nervoso comigo, pense consigo mesmo: Você sabe quando você vai morrer? Por acaso, temos controle sobre nossa própria vida? Quantas vezes vimos casos de pessoas que brigaram com pessoas queridas e, antes de conseguirem se reconciliar, essas mesmas pessoas faleceram? Não quero ser negativo, muito pelo contrário, quero que vocês vejam a oportunidade que nos é dada.

Ao invés de aproveitar a idade para cometer erros, que tal agirmos de forma prudente? "Quer que eu passe minha vida inteira trancado em casa?", não! Por quê passar a noite inteira na balada se você pode conversar com um amigo seu que se afastou por causa de uma briga e tentar se reconciliar? Ou que tal economizar dinheiro, ao invés de comprar bebidas e outras coisas desnecessárias, para comprar um presente especial para alguém que você ama? Melhor ainda -uma coisa mais simples-
que tal simplesmente dizer para alguém que você se importa, mas nunca de fato disse o quanto ela é especial para ti?

Sabe, já estamos em um novo ano e eu tenho certeza que você fez uma porção de promessas. Uma lista de coisas que precisam mudar. "Ano novo, vida nova!", será assim nosso ano, ou continuaremos a viver de forma frívola? Eu não sei vocês, mas eu quero, e vou mudar. Essa é a minha resolução de ano novo!

Espero que vocês tenham gostado do texto, 
Feliz ano novo :D

Be blessed