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sábado, 31 de janeiro de 2015

Update - 2015

Bom dia pessoas, tudo bem? Espero que sim. Pessoal, estava com algumas ideias que gostaria de compartilhar com vocês, e achei que seria mais divertido se eu gravasse um vídeo falando sobre elas!
 
Espero que gostem!



Be blessed!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Detetive Brown: Era uma vez ( Parte 7 )


( Por favor ler a Parte 6 )

Estou cansado. Meus ossos doem e mal consigo me manter em pé, mesmo assim, estou dirigindo sozinho para o meu escritório. Talvez o Marshal esteja certo, e eu esteja ficando louco. Daniel está indo para lá também com todas as informações que ele disse que conseguiu coletar enquanto eu estava internado. Uma semana. Eu fiquei desacordado por UMA SEMANA. Espero que ainda haja esperança para salvar os garotos sequestrados.

Saio do carro e, com muito sacrifício, subo os degraus que levam até meu escritório. Encontro Daniel sentado em frente a porta com uma tonelada de pastas e arquivos - a cara de ansiedade estampada no seu rosto.

- Adam, cheguei o mais rápido que eu pude!-diz ao me ver e levantar-se- A situação é a seguinte...

- Calma!-interrompo- Vamos entrar primeiro.

Assim que destranco a porta, Daniel entra e começa a ajeitar os arquivos e pastas sobre a minha mesa. Nota mental: Tomar cuidado com a ansiedade de Daniel.

- OK, demorei três dias para conseguir juntar toda essa informação, então vou precisar que você tenha paciência comigo...

- Tudo bem, -digo um pouco surpreso- mostre-me o que você descobriu.

- Beleza, - ele respira fundo antes de começar a falar- eu vou começar eliminando com uma coisa que a polícia descobriu. Há duas semanas atrás, quatro meninos são dados como desaparecidos, Jeff, David, George e Carl. A polícia, inicialmente acreditou que eles foram sequestrados pelo dono de um carro preto que passou na frente da escola no horário do acontecimento. Nessa semana, eles simplesmente confirmaram o que nós descobrimos mais tarde -o dono do carro não é o responsável- e isso os deixou sem pistas.

- Agora, -ele continua- o que descobrimos: os quatro meninos estudavam na mesma escola, porém não aparentavam ser amigos e nem colegas, então, quando encontramos em seus armários, bilhetes que diziam "Ela voltou. Precisamos nos encontrar na Batcaverna.", foi dificil acreditar que eles não estavam ligados. Nós conseguimos confirmar com os pais de Carl Kraven (que estavam recebendo ameaças de alguém que tem contatos na polícia) que eles de fato se conheciam pela foto que encontramos no quarto do menino sequestrado. Nessa foto, estavam Carl, Jeff, David, George e mais outras quatro crianças.

- Está bem, -indago- mas disso tudo eu já sabia. O que você...

- Calma, estou chegando lá! Está lembrado da lista de nomes que encontrou na caverna?

- Sim.

- Eu fiz uma checagem desses nomes e todos que estão presentes na foto, realmente estão presentes na lista. O mais intrigante é que o restante dos meninos que estavam na lista e na foto, foram sequestrados na semana passada.

- O que? - fico surpreso- Todos eles?

- Bom, -ele faz uma pausa e é coberto por uma sombra de tristeza- não todos. A menina, Jean Coldie não foi sequestrada.

- Estamos esperando o que então? -digo com urgência- Precisamos garantir que ela não seja...

- Adam, pare! -diz Daniel ao me segurar- Ela não corre esse risco. Ela já morreu... Ela cometeu suicídio.

Ao ouvir isso, não consigo dizer nada. Apenas me calo e faço um gesto com as mãos, sinalizando para que ele continuasse com o seu raciocínio.

- Depois disso, eu empaquei... Tentei achar algum motivo, mas não encontrei nada. -ele tenta voltar ao seu tom de voz normal- Sinceramente, não entendo porque eles foram sequestrados. Eu até falei com os pais dos últimos meninos a serem sequestrados e eles não quiseram falar nada. Imagino que tenham recebido ameaças também. Isso é tudo que tenho, o que você acha?

- Tudo bem, - digo ao me levantar e caminhar pela sala - deixe-me pensar.

Fatos. Eu preciso focar nos fatos. Estou deixando alguma informação muito importante passar desapercebido. O que pode ser? Espera, lembro-me de um papel, algo que eu encontrei na caverna.

- Daniel, você encontrou mais alguma coisa na minha jaqueta quando eu estava no hospital?

- Não, -fazendo uma cara de duvida- por quê?

Droga! Está bem, use a cabeça e pense. Você estava na caverna, dentro do clube que eles construíram, e você encontrou um bilhete. O que estava escrito nesse bilhete?! "Por quê você está perguntando? Pensou em algo?", Daniel me pergunta, mas tento ignorar e focar na minha própria linha de raciocínio. Alguma coisa sobre pecados, e sangue inocente... Sangue inocente?

- A menina!

- Quem? Jean Coldie?

- Sim, por quê ela cometeu suicídio?-questiono com urgência - Você pesquisou isso?

- Bom, acredito que sim... Mas não entendo o que isso tem a ver com...

- Por quê ela se matou?-interrompo-o.

- E-eu, não me lembro ao certo -diz enquanto procura em seus arquivos- acho que... Encontrei! Aqui diz que ela sofreu bullying de seus colegas de classe, durante um ano, por causa de uma peça na escola. Parece que a fantasia rasgou durante a performance e todos puderam ver que a menina estava usando uma fralda. Ela estava com sérios problemas intestinais na época... De acordo com o depoimento da mãe, ela recebia cartas, emails, mensagens de celular com piadas e ofensas dos colegas... Até que Jean não aguentou mais e tirou a própria vida, perfurando o seu coração com uma faca de cozinha, no dia 17 de agosto de 2009. O médico legista determinou a hora da morte por volta das 00:00 horas. Uma verdadeira tragédia...

- De fato, -digo ao tentar manter o foco- mas precisamos focar nos meninos que ainda estão vivos. O que aconteceu com os pais?

- Aqui diz que, o pai, Fabio Coldie, deixou a mulher e foi morar em Las Vegas com uma stripper. E a mãe, Samantha Coldie se isolou do mundo, ninguém nunca mais conseguiu entrar em contato com ela. Por quê?- Daniel questiona.

- Não sei ao certo... Por acaso, os meninos que foram sequestrados estão na lista de acusados de cometer bullying?

- Deixe-me ver... Sim, mas as acusações foram abandonadas. O que você está pensando?

- Talvez esse sequestro se trate de uma vingança...

Pego meu celular e pesquiso rapidamente na internet, procurando por alguma noticia recente sobre os pais. Encontro uma noticia que diz que Jeff Coldie foi encontrado morto (overdose). Também encontro uma notícia, datada na época em que o suicídio ocorreu com Samantha dizendo "Minha filha será vingada! Minha pequena branca de neve, será vingada! Tudo acabará, onde começou.".

- Daniel, qual o nome da peça que ela participou e onde foi apresentada?

- Branca de neve e os 7 anões, no teatro da escolar da cidade, por quê? Diga-me, no que você está pensando?-diz indignado.

Agora faz tudo sentido. A mãe planeja tornar a vingança, em algo simbólico. E imagino que fará na meia noite de hoje, dia 17 de agosto.

- Acredito que a mãe é quem está por trás disso tudo -digo ao me direcionar à porta- e acredito que ela "vingará" a morte de sua filha hoje.

- Droga, -diz ao se levantar-  já são 23:17, o que vamos fazer?

- Nós vamos até o teatro salvar aqueles meninos. Custe o que custar.

Pego minha arma e Daniel a dele. Descemos até o carro e dirijo rumo ao teatro. Espero que meu instinto esteja correto e eles estejam por lá. Uma questão ainda paira sobre minha mente: pela informações que Daniel apresentou e pela reportagem que li, essa mulher não parece ser nem um pouco estável, o que quer dizer que o nosso agressor e o sequestrador podem ser pessoas completamente diferentes! Meus ossos doem, minha cabeça está explodindo e posso sentir cada músculo do meu corpo implorando para que eu descanse, mas não posso. Eu vou salvar os meninos, Jessie, eu não vou falhar de novo. Eu prometo.

...

(Conclui-se no próximo capitulo)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

New year's resolution


Bom dia, pessoas! Tudo bem com vocês? Sim, acabou 2014, finalmente. Eu não sei se vocês repararam, mas o blog completou um ano de existência em novembro! Que diferença isso faz na vida de vocês? Não sei, eu só queria lembrar disso. Enfim, mais um ano pessoas... Mais um ano que se passou. Eu fiz 19 anos mês passado, e já acho que estou ficando velho (por favor, não me batam), imagina quem já passou desse número a muito tempo atrás? Talvez eu esteja um pouco melancólico demais, mas você já reparou em como o tempo passa rápido?

"Ah, Daniel, você não tem direito de falar sobre esse assunto. Você é muito novo, tem muito o que viver ainda, não pode perder tempo pensando em como tudo é passageiro." Por quê? Sabe, toda a vez que vejo alguém mais velho e essa pessoa pergunta a minha idade, sempre tem a mesma resposta ao descobrir que tenho 19 anos "Ah, você ainda é novinho, ainda tem muito tempo pra se divertir e cometer seus próprios erros.", ai eles dão uma risadinha e continuam a conversar sobre o que estavam conversando. Isso não me irrita, só me deixa incomodado. Não porque acho que eles são um bando de velhos caducas e blá, blá, blá, mas porque eles realmente acham -e muitas vezes ensinam- que "eles são jovens, deixe que aprendam com os seus próprios erros".  Esse pensamento de que a idade determina o quanto podemos errar é perturbador, para mim.

Para uma melhor ilustração de como esse tipo de pensamento é nojento, pense na seguinte situação:
Uma manchete te chama a atenção, o título da mesma é "Mulher é assassinada a sangue frio", agora eu te pergunto, com o que você ficaria mais surpreso? Com um jovem ter-la matado, ou com um homem ter-lo feito? Claro, existem casos e acasos, mas se o homem tivesse feito, o pensamento de muitos seria "Que brutalidade! Como alguém pode ser tão frio?", agora, se tivesse sido o jovem, muitos diriam "Que brutalidade! Como alguém tão novo pode ser tão frio? Essa juventude está perdida mesmo.".  Sentiu a diferença?

Eu entendo essa linha de raciocínio, pensar que "Quanto mais novo, mais tempo temos para consertar nosso erros." parece fazer sentido. Parece. Como eu já deixei claro em outros textos, eu detesto errar. De verdade. E é justamento por isso que me incomodo com essa linha de raciocínio. Só porque alguém é -relativamente- novo, não quer dizer que seguir o pensamento de "é errando que se aprende"  é o melhor caminho. Será que vale a pena, errar e correr o risco de não conseguir consertar esse erro?

Antes de ficar nervoso comigo, pense consigo mesmo: Você sabe quando você vai morrer? Por acaso, temos controle sobre nossa própria vida? Quantas vezes vimos casos de pessoas que brigaram com pessoas queridas e, antes de conseguirem se reconciliar, essas mesmas pessoas faleceram? Não quero ser negativo, muito pelo contrário, quero que vocês vejam a oportunidade que nos é dada.

Ao invés de aproveitar a idade para cometer erros, que tal agirmos de forma prudente? "Quer que eu passe minha vida inteira trancado em casa?", não! Por quê passar a noite inteira na balada se você pode conversar com um amigo seu que se afastou por causa de uma briga e tentar se reconciliar? Ou que tal economizar dinheiro, ao invés de comprar bebidas e outras coisas desnecessárias, para comprar um presente especial para alguém que você ama? Melhor ainda -uma coisa mais simples-
que tal simplesmente dizer para alguém que você se importa, mas nunca de fato disse o quanto ela é especial para ti?

Sabe, já estamos em um novo ano e eu tenho certeza que você fez uma porção de promessas. Uma lista de coisas que precisam mudar. "Ano novo, vida nova!", será assim nosso ano, ou continuaremos a viver de forma frívola? Eu não sei vocês, mas eu quero, e vou mudar. Essa é a minha resolução de ano novo!

Espero que vocês tenham gostado do texto, 
Feliz ano novo :D

Be blessed