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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Detetive Brown: A menina e seu pai. (Parte 2)

Meu nome é Adam Brown, e sou um detetive particular. Estou investigando caso de sequestro, e a sequestrada é uma menina de dezessete anos chamada Elizabeth Gray. Seu pai reportou o seu sumiço horas depois. Ao vasculhar o quarto dela, encontrei algo que pode ser uma pista, um guardanapo do Bar do sexto dia. Lembro-me de meu parceiro, James Mcgarath, falar desse bar em algumas ocasiões. James dizia que este era o bar favorito dos policias mais sujos de Detroit. Lembro me de ir, por inúmeras  vezes a este local por alguma denúncia anônima sobre alguma briga, mas sequestro é algo novidade para o estabelecimento.

Ao chegar no local, memórias começam a pipocar em minha mente. O lugar fedia a vômito e urina, bêbados e prostituas a porta do estabelecimento. Surpreendentemente, o lugar mudou muito. A porta tinha um grande letreiro de neon que dia "Boate do Sexto dia" (até o nome mudou), carros de luxo estacionados na calçada do estabelecimento, homens vestidos de ternos finos entravam e saiam do de lá. Realmente, havia muito tempo que não vinha a essa vizinhança.

Ao entrar, minha surpresa só aumentou. Era um lugar chique, com cadeiras refinadas e pessoas bem vestidas. Um jazz suave tocava, a casa estava lotada. A única coisa suspeita eram os homens sentados no canto sudoeste do salão, aparentavam ser mafiosos. Preferi não chamar muita atenção. Me sentei no balcão e chamei o bartender.

- Boa noite, meu nome é Adam Brown.
- No que posso te ajudar amigo?- disse ele com um rosto amigável.
- Estou procurando por uma pessoa.
- Claro, qual o nome dessa pessoa?
- Antônio. Imagino que ele trabalhe por aqui ou que seja um cliente.
- Amigo, o nome não me parece estranho, mas você não tem mais nenhuma informação?
- Sei que ele era amigo de Elizabeth Gray.

Nesse momento, o bartender fechou a cara. Olhou para ambos os lado, como se estivesse procurando por olhos curiosos e quase como um sussurro, me disse:

- Sim, conheço a figura, mas aconselho você a não se aproximar dele.
- Sou um detetive e ele é a única pista que tenho no desaparecimento de Elizabeth Gray, eu preciso saber onde esse homem está!
-Elizabeth desapareceu?- disse ele em um tom de surpresa olhando com o canto dos olhos em direção aos aparentemente mafiosos- Isso não é bom. Quem reportou o desaparecimento dela?
- O pai dela.
- O pai dela?
- Sim, o pai dela, David Gray.
- Ah claro - em tom de risada- o "pai"dela.
- O que você quer dizer com isso?
- Detetive, posso te dar uma descrição do homem que procura, te dizer o que ele fazia aqui e onde ele mora, mas não te direi nada além disso.

Por hora achei melhor concordar, afinal, não estava em posição de negociar. A vida de uma menina estava em risco. Antônio Martin era o nome do autor do bilhete que encontrei na casa dos Gray. O pai de Elizabeth é um frequentador da boate e Antônio vinha para o pedir a mão da filha de David. Por causa da persistência do garoto, logo, ele foi proibido de entrar na boate novamente. Caso não desse ouvidos ao aviso, bom, vocês imaginam o que fariam com o coitado. Ainda assim, parece que ele começou a visitar Elizabeth em casa e o senhor Gray o ameaçou. O bartender me deu o endereço de sua casa, agora, só espero encontra-lo vivo para poder ajudar a Elizabeth.

(Continua na próxima quarta...)

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